4 de junho de 2026

Magistrados têm vale-refeição maior do que salário de professores

Valor de auxílio recebido por juízes e desembargadores no Acre, Pernambuco e Amapá passou de R$ 3 mil; piso dos docentes é de R$ 2.557

Jornal GGN – Juízes e desembargadores de três Estados brasileiros recebem um vale-refeição mensal que supera o piso salarial dos professores: enquanto os docentes precisam trabalhar 40 horas no mês para receber R$ 2.557 ao mês, juízes e desembargadores de Pernambuco, Amapá e Acre recebem mais de R$ 3 mil em auxílio-alimentação.

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Levantamento elaborado pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que o Tribunal de Justiça de Pernambuco chegou a pagar de R$ 4.320 a R$ 4.787 de auxílio-alimentação entre os meses de maio e julho. A partir de agosto, o valor foi reduzido para R$ 1.068.

Já o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) paga um vale-refeição de R$ 3.200 a R$ 3.546 mensais aos seus integrantes, ao passo que o Tribunal de Justiça do Acre chegou a aumentar o auxílio-alimentação para entre R$ 3.840 e R$ 4.255 em janeiro deste ano – nos meses seguintes, o repasse foi de R$ 1.600 a R$ 1.773.

O menor auxílio era pago pelo TJ do Maranhão, com um total de R$ 726 mensais. Contudo, houve um reajuste de 34% em novembro, para R$ 974.

Em Brasília, deputados declararam que o Poder Judiciário se distanciou da realidade brasileira. O líder do Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS), afirmou ainda que esses valores serão revistos em 2020, “em uma reforma administrativa que atinja todos os Poderes em todos os Estados e municípios”.

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5 Comentários
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  1. Lâmpada

    30 de dezembro de 2019 2:17 pm

    Quando for redigida uma nova constituição (espero que construída por todos e não mais outorgadas, seja por um ou por vários) é indispensável estabelecer-se uma relação fixa, sem possibilidade de qualquer exceção ou penduricalho, entre a menor remuneração e a maior do serviço público como um todo (única para todos os poderes de todas as esferas de governo).
    Não deveria ser concebível que num país como o nosso se criem castas totalmente indiferentes à vida da população.

    1. Naldo

      30 de dezembro de 2019 3:52 pm

      O botafogo disse que vai mexer nesse vespeiro, mas acredito que vá sobrar para o funcionalismo pé de boi mesmo….. alguém tem que pagar o pato e nada melhor que o próprio pato……

  2. peregrino

    30 de dezembro de 2019 4:17 pm

    Injustos no rendimento, injustos com os que pagam…

    judiciário, um paraíso para o favorecimento pessoal

  3. Zé Sérgio

    30 de dezembro de 2019 9:00 pm

    40 anos de Redemocracia. 40 anos entre Coxinhas e Mortadelas. O que diz OAB? Oque diz MEC? A culpa deve ser dos outros. Não dá para o Estado Brasileiro trabalhar melhor. Não dá para a Justiça ser mais célere, nem o Poder Judiciário mais produtivo. A culpa é sempre do país sem recursos, da falta de dinheiro. Os números mostram . As matérias mostra. 9 décadas de Estado Ditatorial Absolutista Caudilhista Assassino Esquerdopata Fascista. MEC é de quando? E OAB? Pobre país rico. 90 anos de transferências das riquezas da Nação para Elite Nababesca. Mas de muito fácil explicação.

  4. Andre Rs T

    31 de dezembro de 2019 3:33 am

    Aí vem um juiz e debocha contra os do andar de baixo e faz isso através da sentença que nega omida a famintos

    Esses malgistrados sanguessugas são covardes

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