4 de junho de 2026

ÓDIO RACIAL: EUA x Brasil obra dos serviços de inteligência norte-americana, por J. Roberto Militão

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ÓDIO RACIAL: EUA x Brasil obra dos serviços de inteligência norte-americana

por J. Roberto Militão

LEIS RACIAIS no BRASIL>> objetivos norte-americanos.

Os estudos atuais e os fatos noticiados da tensão racial nos EUA, precisam ser conhecidos e avaliadas pelos que lutamos contra o racismo. O racismo é perverso e conforme a nossa constituição deve sempre ser repudiado. Tanto de brancos quanto de pretos.

O racialismo estatal – leis de segregação de direitos em ´cotas raciais´ – produz racialistas brancos e pretos.

Em 1964, Nelson  MANDELA diante do Tribunal da África do Sul, em sustentação oral de sua defesa no julgamento que o condenou à prisão perpétua – onde ficou por 27 anos – iniciou sua extraordinária defesa denunciando a ilegitimidade daquele Tribunal, do Promotor e do Juiz, e afirmou em preliminar o repúdio a todo tipo de pertencimento racial: Quero deixar claro que não sou racialista e detesto racialismo porque o encaro como algo bárbaro, quer proveniente de um preto quer proveniente de um branco.” – http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/12/13814 99-sou-um-negro-no-tribunal-dos-brancos-disse-mandela-em-julgamento.shtml

Mandela, era um convicto ativista contra o racismo e aprendeu tal lição nas palavras de FRANTZ FANON, o primeiro grande ativista, logo após o final da 2ª guerra mundial e dos crimes raciais então denunciados. FANON, ants de qualquer outro, sintetizava essa questão da luta contra o racismo: era a destruição do conceito de ´raça´ humana.. Dizia ele a intelectuais europeus e africanos, num seminário em Paris (1956): “Numa sociedade com a cultura de raça, a presença do racista, será, pois, natural.”

Nós que criticamos as políticas públicas em bases raciais temos tais princípios: a cultura de ´raças´ e do racialismo estatal são e serão sempre perversas com as vítimas e quando praticada pelo estado, conforme tem sido feito no Brasil, se aprofunda e o transforma em ódios raciais.

É bem conhecido nos meios acadêmicos que faz anos – desde 1980 – as Foundacion´s norte-americanas – em especial a Ford Foundacion – tem investido centenas de milhões de dólares, todos os anos, a fim de edificar uma elite de afro-brasileiros defensores de leis de segregação de direitos raciais cujo principal objetivo é nos fazer acreditar em pertencimentos raciais. E eles têm conseguido: as leis de ´cotas raciais´ não servem para inclusão de pretos e pardos. Para isso, bastariam as ´cotas sociais´, ou seja reserva de vagas para os mais pobres. Sendo os afro-brasileiros 70% dos pobres, alcançaria 70% das vagas sociais.

Tem sido amplamente documentado que desde a ´guerra fria´ as agências de inteligências dos EUA utilizam as ´Foundacion´s´, após a 2a guerra mundial, para fins de, conquistar mentes aliadas para a imposição de seus objetivos políticos e culturais no meio acadêmico e econômico. http:// jornalggn.com.br/blog/jroberto-militao/cotas-raciais-fundacao-ford-e-as-politicas-publicas-de-segregacao-por-direitos-raciais

Em nosso caso o investimento com financiamento em bolsas de estudos, mestrados e doutorados em universidades brasileiras ou americanas tem por objetivo uma elite intelectual para nos fazer uma sociedade com ódio racial – tal como a americana – e os serviços da inteligência ianque, pretende “nos retirar uma vantagem competitiva na luta contra o racismo” conforme denunciava o saudoso prof. Milton Santos (2001) em razão da ausência de ódio racial na sociedade brasileira.

No Brasil hoje, em quase todas as universidades públicas, existem centenas de estudantes e professores afro-brasileiros, que foram cooptados, beneficiários das bolsas da Fundação Ford ou outras Foundacion´s e todos eles, sem exceção são defensores das políticas públicas em bases de segregação de direitos raciais – as tais cotas raciais – que em linguagem jurídica significa a segregação de direitos em bases raciais e exige que o estado passou a dar reconhecimento e validade jurídica à ´raça estatal´, com julgamentos e pronunciamentos burocráticos oficiais de quem pertence ou não à raça beneficiária.

E para isso, postulam cada vez mais, políticas públicas de ´promoção da igualdade racial´. Oras, alegamos, se não existem raças humanas, não poderá existir igualdade ´racial´. O objetivo dessas políticas não é a inclusão de pretos e pardos. O principal objetivo, declarava a Senadora Ana Rita – PT/ES, no relatório do PLC 180 que aprovou a lei de ´cotas raciais nas universidades públicas´ era também o de incentivar o “pertencimento racial dos afro-brasileiros.” . Para a inclusão dos pretos e pardos, bastariam as ´cotas sociais´,  pois 70% dos pobres brasileiros, são afro-brasileiros, portanto, seriam incluídos pelos critérios de renda familiar e estudos em escolas públicas.

A nossa melhor e mais conceituada sociologia constatou, historicamente, os nossos males e misérias, não se fundaram no ódio racial. Estudos respeitáveis são indispensáveis a tal compreensão. Desde, o ´homem cordial´ que era um ´ser nacional´ desprovido de identidade racial, de Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil, 1933) e a ausência de ódio racial refletido na ´democracia social´ de Gilberto Freyre (Casa Grande e Senzala, 1936) que se refletem nas discriminações pela ´marca´ de Oracy Nogueira (1953) e nas exclusões ´pela classe´ dos descendentes de escravos de Florestan Fernandes (1965), nos conduzia a ser a grande nação da América Latina, o que não interessa aos fins imperialistas do norte.

Agora, em 2017, nos EUA estudos acadêmicos comprovam que naquela sociedade os ideais do racismo – classificação da espécie humana – em diversas raças prospera em solo fértil: diante da eleição de Obama, a reação se deu com a eleição de Trump. As organizações racistas se tornaram mais notáveis que antes.

E os conflitos de ruas, nos EUA, tende a se espalhar nos próximos meses e anos.

https://extra.globo.com/noticias/mundo/eua-ha-preocupacao-excessiva-com-raca-diz-especialista-21752172.html

 

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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12 Comentários
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  1. jura

    29 de agosto de 2017 2:41 pm

    Tridente

    Raça, religião e sexo são o tridente do capitalismo.

    1. Denis Moura

      29 de agosto de 2017 7:49 pm

      Depois do $, das drogas e da pós-verdade!

      …depois do $, das drogas e da pós-verdade(MÍDIA)!

  2. gy francisco

    29 de agosto de 2017 3:27 pm

    Equívocos perigosos sobre as cotas

    Cotas direcionadas a incluir negros e afrodescentes são necessárias sim pra combater a grave e gritante injustiça social. 

    Ora, dizer que no brasil não havia ódio de raça e está tentando se implantar isto é de uma falta de noção de realidade absurda. O brasileiro é racista, e afirmoq eu já vi muitos brancos pobres racistas com negros pobres. Somo sracistas sim, sempre fomos, e isto é um mal a ser combatido.

    A ideia de que apenas cotas sociais a pobres ajudaria profundamente oa negros é um equívoco matemático: As cotas, por maiors que sejam, atingem apenas um aproporção pequena da população pobre. logo tendo a ajudar apenas a elite, os com melhor estrutura entre os pobres. Se, por um lado, 70% dos pobres sãoa frodescentes, por outro lado, a quase totalidade destes afrodescentes está nas camadas mais desestruturadas dos pobres, justamente aqueles que não se dão bem em concursos públicos e vestibulares. Se abandonarmos as cotas raciais e usarmos as cotas sociais apenas, o resultado será que a grande maioria dos pobrs ajudados serão brancos ou de baixa ascendencia negra. Simples assim.

    Cotas raciais são necessárias hoje, infelizmente. Chegue um dia que não sejam mais, mas hoje são.

  3. João de Paiva

    29 de agosto de 2017 3:28 pm

    O texto não explica a (provável ) boa intenção do autor

    Um tema polêmico, espinhoso e complexo como ets não pode ser tratado dessa forma superficial, num artigo de apenas uma lauda. Nem mesmo a citação de fontes obrigatórias, como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Florestan Fernandes validam a rasa argumentação apresentada neste artigo. Aliás, quase todos os que lêem e endeusam Sérgio Buarque de Holanda parecem não comporeender o Lado B de sua obra mais famosa, “Raízes Do Brasil”.

    Jessé Souza tem sido o único a desancar a visão romantizada e infantilizada que os seguidores de SBH têm em relação à obra desse cientista social. Aos leitores do GGN recomendo todos os livros de Jessé. 

    1. Ivan de Union

      29 de agosto de 2017 7:19 pm

      A gente le um texto desses e

      A gente le um texto desses e internamente berra “PELAS BARBAS DO CALIFA!”…

      Primitivo ate na confusao entre “racialismo” e “racismo” -que eh o que as leis de quotas enderecam, foda se o “racialismo”.

  4. Maria-vai-com-as-outras

    29 de agosto de 2017 3:43 pm

    Crítica da esquerda anti-cotas.

    Como sempre, uma velha esquerda “classista” ataca o discurso de identidade de raça ou gênero, fazendo-se cúmplice do imperialismo que supostamente está a combater. A verdade é que esse discurso pertence ao Norte global, cujo sujeito político é homem, branco e heterossexual e é incapaz de ver no reconhecimento da diversidade os fundamentos para a transformação social nesse século. O ser humano não é apenas uma entidade econômica e o sujeito político marxista pode ser tomado de uma abstração tão grande quanto o do liberalismo. O racismo e o patriarcado não podem ser reduzidos à desigualdade de classes e isso a esquerda já deveria estar careca de saber. Quanto a citar Gilberto Freyre como exemplo de boa sociologia para o nosso tempo, segue aí um trecho do artigo “Crioulidade, colonialidad e gênero: as representações de Cabo Verde”, de Eurídice Furtado Monteiro, da Universidade de Cabo Verde, que faz a denúncia das relações históricas entre Gilberto Freyre e o regime Salazarista (negrito nosso): 

    ———————————-

    As ideias de Gilberto Freyre que viriam fundar o luso-tropicalismo marcaram, desde a década de 1930, uma mudança expressiva em relação à forma degenerativa como se encarava a mestiçagem. Entre as décadas de 1950 e 1960, o sistema colonial, reforçado pela ditadura salazarista, tinha aproveitado as interpretações de Freyre sobre a identidade brasileira e a ideia da expansão portuguesa como “um empreendimento humanista hibridizante” para justificar, portanto, a contínua ocupação das “Províncias Ultramarinas” e proclamar uma nação plurirracial, pluricultural e pluricontinental (cf. Luís Reis TORGAL, 2002, p. 149; Miguel Vale de ALMEIDA, 2002, p. 32; 2004a, p. 3-5; Margarida Calafate RIBEIRO, 2004, p. 152)3 . Isto sucedeu precisamente quando começavam a emergir e a sedimentar-se várias movimentações independentistas e se faziam sentir determinadas pressões internacionais contra o colonialismo e algumas simpatias em favor da “autodeterminação dos povos”.

    Encontrando-se numa situação constrangedora perante o cenário internacional, o regime salazarista concebeu estratégias para camuflar a situação nas antigas colónias. A reforma dos fundamentos político-institucionais e ideológicos constituiu a via encontrada para a manutenção do império (Valentim ALEXANDRE, 2000b, p. 25). Dessa forma, em 1951, depois da revogação do “Acto Colonial”4 e da sua integração na Constituição Política da República Portuguesa, “modificando a exterioridade imperial portuguesa, mas não a essência” (RIBEIRO, 2004, p. 152), Freyre iniciou a sua propalada viagem de estudo a Portugal e ao “Ultramar Português”5 , a qual foi patrocinada pelo governo salazarista, visando simultaneamente a explicitação teórico formal do luso-tropicalismo e a sua apropriação político ideológica por parte desse regime (Cláudia CASTELO, 1999, p. 95)6 .

    Realce-se que o discurso colonial e a doutrina luso-tropical tiveram uma grande repercussão sobre o discurso claridoso. Aliás, a elite intelectual da época aguardava com elevada expectativa a chegada do sociólogo brasileiro às ilhas de Cabo Verde. Sabe-se que as interpretações iniciais de Freyre já tinham um impacto em Cabo Verde onde, a partir da década de 1930, não se coibia de exaltar a mestiçagem como característica do arquipélago. Estribando-se no luso-tropicalismo como modelo teórico e pragmático, a elite claridosa percepcionava o arquipélago como um exemplo singular e paradigmático de regionalismo cultural europeu e, sendo assim, uma parte essencial do imaginado mundo luso-tropical (João VASCONCELOS, 2004, p. 174; Victor BARROS, 2008, p. 193 194). É evidente que, embora à primeira vista pareça que entre o discurso colonial e o claridoso não havia cumplicidade ideológica, uma análise mais aprofundada permite compreender a intensidade da inter-relação entre os dois discursos (cf. BARROS, 2008)7 .

    ————————-

    Ao tentar defender alguma coisa como uma “revolução nacional” ou “projeto nacional” muita gente na esquerda se esquece da artificialidade absoluta dos Estados-nações modernos, constituídos pela força das armas imperiais. O pensamento socialista deveria manter o compromisso com o internacionalismo e lutar pela constituição de um Estado global plurinacional. Somos muitas raças e muitos gêneros e a política de cotas é um reconhecimento fundamental dessa diferença. Nossa missão não é “salvar o Brasil”, é a radicalização da democracia, com a destruição do autoritarismo fora e dentro da esquerda e a constituição de um mundo sem divisões territoriais.

     

  5. Renato Lazzari

    29 de agosto de 2017 4:27 pm

    Dá prá melhorar

    Os ideais do Capitalismo, pregados por gente que dirige essas fundações, elite, dizem que as pessoas só se devem relacionar através de competição. Mas não uma competição olímpica, a competição do Capitalismo é a que destrói. Letal, genocida, as pessoas podem se aliar desde que essa aliança seja instável – hoje amigo amanhã inimigo -, sempre por conveniência e nunca de forma direta mas sempre intermediada pelo dinheiro. Isso acontece, na prática, até entre membros de uma família!

    E quanto maior o contraste entre as diferenças, melhor para esses ideais. É que somente se nos uníssemos poderíamos enfrentar o poder dos tais 1%. Melhor para essa gente que sejamos desunidos.

    É assim que tem sido mas não é obrigatório que continue sendo assim. Não é fácil mudar mas não é impossível.

  6. Bobo

    29 de agosto de 2017 5:39 pm

    O que criou e agravou o ódio

    O que criou e agravou o ódio racial dos eua não foi a lei de cotas, foi a lei de segregação racial que impedia o convivio da população dividindo espaços em só para negros ou só para brancos, o que não acontece com as cotas por não funcionarem com a exclusão de grupos. Os norte americanos promovem por ser uma solução mais compativel com o capitalismo corporativo que por exemplo o aumento de taxação da super-riqueza para o investimento massivo em escolas e educação publica para diminuir a desigualdade gerada e aprofundada pelo sistema economico,

    1. J.Roberto Militão

      24 de setembro de 2017 4:54 pm

      Não houve nem há ´lei de cotas raciais´ nos EUA

      Eis uma mentira sempre repetida… Nos EUA desde 1964 não há leis que façam segregação de direitos em bases raciais.

  7. nandex

    29 de agosto de 2017 7:10 pm

    Quando há privação… Há

    Quando há privação… Há segregação… Pois nem todas as pessoas são iguais… Nem todas as pessoas tem o mesmo temperamento… O correto seria que houvesse oportundidade para todos… De emprego… De crédito… E recursos… E, isto… Acontece apenas com um estado forte… Com uma dívida baixa… Com cobrança equilibrada de impostos de todos os setores… Com pouca privação… E, privatização de recursos… TUdo ao contrário do que vem acontecendo!

  8. Danilo Assis

    29 de agosto de 2017 10:19 pm

    Enquanto houver esquerdista assim, a Fund. Ford vai deitar e rol

    O autor ignora que este mesmo debate está presente no movimento negro, mas de uma forma muito mais sutil, obviamente.

    Sabe-se muito bem que os movimentos negros, feministas e LGBT contemporaneos nasceram das esquerdas nos anos sessenta. No entanto, foram sempre ignorados por elas. Entao eles se separam e a culpa é deles, nao da esquerda que os ignorou. Aí a direita e aproveita, porque eles sabem que o modelo de ciencia que tinha Marx a sua disposicao, do acao-reacao de Newton, já foi há muito tempo superado por um modelo de múltitiples e atuantes condicionantes. O grande Pablo González Casanova o explica muito bem.

  9. Rodrigo Roal

    29 de agosto de 2017 10:59 pm

    Florestan Fernandes
    O articulista parte de um pressuposto errado: o de que negros e pobres se encontram no saco comum de um mesmo problema social. Não se encontram, como bem demonstrou o sociólogo Florestan Fernandes. Resumidamente, caso os pobres saiam da pobreza, sem compensações os negros seguirão abaixo dos brancos. Vivemos em uma sociedade competitiva de classes racista, como Florestan demonstrou com sobejo.

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