6 de junho de 2026

Em Londres, tese de pesquisadora brasileira é considerada a melhor de 2019

Enny Paixão, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, venceu na categoria “metodologias estatísticas” do The Bradford-Hill Prize
Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue e zika. | Foto: Léo Ramos Chaves

Jornal GGN – Em meio ao desmonte das entidades de ciência e pesquisa no país, promovido pelo atual governo, a tese sobre metodologia e estatística em temas relacionados a dengue, desenvolvida pela pesquisadora brasileira Enny Paixão, foi escolhida como a melhor de 2019 na premiação londrina The Bradford-Hill Prize, na Inglaterra.

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A pesquisadora é associada do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), braço do Instituto Gonçalo Moniz/Fiocruz Bahia. Paixão realizou o doutorado em epidemiologia na London School of Hygiene & Tropical Medicine, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Londres. E, durante o desenvolvimento de sua tese, esteve sob orientação da professora Laura Rodrigues, uma das parceiras do Cidacs.

No The Bradford-Hill, Paixão venceu na categoria “metodologias estatísticas” por utilizar grandes bases de dados, como do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc), produzida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e realizar a integração (Linkage) de duas ou mais bases de dados. 

Por meio desses achados, a pesquisadora aponta que a Dengue aumenta em três vezes o risco de morte, dobra a chance do bebê nascer prematuro, aumenta as chances de bebê natimorto, ou com doenças neurológicas. 

Paixão é enfermeira de formação, mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atua nas pesquisas da Plataforma Zika, que investiga as consequências do vírus no Brasil e foi estruturada pelo Cidacs, em parceria com instituições brasileiras e internacionais. 

O Cidacs  desenvolve suas próprias metodologias e se utiliza de dados secundários a fim de responder questões de saúde pública, baseado em estratégias como Big Data, por meio de bases com até 114 milhões de indivíduos.

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2 Comentários
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  1. AMORAIZA

    17 de janeiro de 2020 8:54 pm

    Parabéns à pesquisadora, ainda que o conhecimento de sua origem possa colocar em descrédito a sua capacidade.

    1. Anônimo

      17 de janeiro de 2020 10:39 pm

      Não entendi o comentário sobre a origem????

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