23 de setembro de 2026

Itália: A esquerda derrota Salvini em Emilia Romagna

A aposta de Salvini foi perigosa e agora terá que suportar as consequências opostas às que imaginara. E o Executivo terá alguma margem para continuar trabalhando em coalizão
Matteo Salvini con la candidata de la Liga en Emilia Romaña, Lucia Borgonzoni. FLAVIO LO SCALZO - REUTERS

Jornal GGN – O líder da Liga, Matteo Salvini, contava com a região de Emilia Romagna para começar o processo de reconquista do Executivo italiano. As eleições se tornaram uma espécie de plebiscito sobre a legitimidade do Governo formado pelo Movimento 5 Estrelas (M5S) e o Partido Democrático (PD). E era também uma tentativa de seu regresso ao Executivo. Mas o candidato da esquerda, Stefano Bonaccini, derrotou Lucia Borgonzini, da Liga, neste domingo, por 51,4% a 43,7%.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Salvini se dedicou à campanha eleitoral de Emilia Romagna, sabedor de que uma vitória lhe permitiria questionar a legitimidade de um executivo que foi formado agosto passado para expulsá-lo do poder. Se a direita tivesse vencido e também na Calábria, ela teria obtido 14 das 20 regiões da Itália.

O representante da direita entendeu o alcance da derrota que sofreu no norte, lugar onde apostava todas as suas fichas. Salvini apareceu após os resultados, com um discurso que parecia aceitar a derrota na história ‘região vermelha’. Mas ressaltou o bom resultado, apesar da derrota.

O governo italiano estava tenso esperando o resultado. O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse, horas antes, que o resultado das pesquisas seria ‘positivo’ e daria ‘mais energia e entusiasmo’ à coalizão formada entre o M5S e o PD. Mesmo assim, afirmou que se a esquerda perdesse, não haveria mudança de curto prazo. ‘Pensar que alguém pode desmoronar porque uma data de eleição não atende às suas expectativas está completamente errado, não funciona assim’, disse ele em coletiva.

A movimentação dos Sardinhas foi um fator importante e levou a uma alta participação nas eleições. ‘Muito obrigado ao movimento juvenil dos Sardinhas’, disseram os líderes do PD Romano Prodi e Nicola Zingaretti.

A aposta de Salvini foi perigosa e agora terá que suportar as consequências opostas às que imaginara. E o Executivo terá alguma margem para continuar trabalhando em coalizão com mira em 2022, quando o próximo presidente deverá ser eleito.

O executivo presidido por Giuseppe Conte, apesar da vitória do PD, deve mudar radicalmente para restaurar o vigor de um executivo desgastado prematuramente. Superar as próximas eleições em regiões como a Toscana será o novo objetivo a curto prazo.

Com informações do El País.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    27 de janeiro de 2020 2:12 pm

    Chupa Bannon, chupa Bozo.

Recomendados para você

Recomendados