11 de junho de 2026

Presidente do TRF-4 pediu interferência da PF para manter Lula preso, diz Jungmann

“Eu retruquei para ele. Disse, ‘doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso", narrou

Raul Jungmann revela à TV Democracia pedido de interferência do TRF-4 em prisão de Lula

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Da Agência em Foco

O ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann, relatou o pedido de interferência do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para a manutenção da prisão do ex-presidente Lula, em julho de 2018. O caso foi revelado nesta quinta feira (20) à TV Democracia, em entrevista concedida ao jornalista Fábio Pannunzio.

Em julho de 2018, o desembargador plantonista do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente Lula, que estava preso em Curitiba desde abril daquele ano. A ordem gerou uma batalha de decisões na Justiça que acabou apenas quando o presidente do TRF-4, Thompson Flores, derrubou a decisão de Favreto e determinou a manutenção da prisão do ex-presidente.

Quase dois anos depois, Jungmann relata que Thompson Flores pediu sua interferência na Polícia Federal, na época, para que a decisão de manter Lula preso fosse seguida pela corporação. Jungmann afirma que não atendeu ao pedido de Flores por considerar a orientação como uma interferência do Poder Executivo no Judiciário, que poderia gerar acusações de “obstrução à Justiça”.

“Eu retruquei para ele. Disse, ‘doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso. O senhor na pressa talvez tenha se esquecido, é normal. Mas de fato isso está totalmente sob o controle do Judiciário e qualquer ação minha pode ser imputado a mim obstrução à Justiça. Ele entendeu, claramente e rapidamente. E entrou em contato com Valeixo”, relatou o ex-ministro.

 

 

Redação

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6 Comentários
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  1. Célio Knipel Moreira

    24 de fevereiro de 2020 10:30 am

    O único erro aqui é a manchete. Devia ser: “Jungman lava as mãos diante do golpe do Judiciário que manteve Lula na prisão.”

  2. Vladimir

    24 de fevereiro de 2020 10:31 am

    A prisão do presidente Lula teve o caráter pedagógico de demonstrar claramente o golpismo existente em todas as instituições.
    Além de eliminar o candidato que provavelmente ganharia as eleições presidenciais no primeiro turno,expôs as vísceras de um sistema judiciário que sempre primou em ser um instrumento de manutenção dos privilégios dos ricos e contra os pobres.
    Infelizmente este tipo de revelação não parece ter eco em nossa sociedade,castigada diariamente com incentivos punitivistas cada vez mais agressivos.

  3. Naldo

    24 de fevereiro de 2020 11:10 am

    Ora, qual o escândalo? Isso se soube no dia dos fatos……
    Aliás, onde estão as mensagens do intercept sobre esse dia? As redes sociais da turma devem ter pegado fogo e a galerinha gasto os dedos durante o dia todo…..

  4. Carlos Elisio

    24 de fevereiro de 2020 11:57 am

    Dizer mais o que?

  5. Edson J

    24 de fevereiro de 2020 7:31 pm

    Claro. Claríssimo. E o criminoso ainda compõe a turma que condenou Lula, sem base legal, a 17 anos, na farsa do sítio de Atibaia. Em tempo: criminoso porque o que ele COMPROVADAMENTE fez é crime.

  6. Jair Oliveira

    26 de fevereiro de 2020 11:06 pm

    O TRF4 deixou o processo contra Luciano Hang, dono da HAVAN, prescrever. Eram 14 anos de prisão,
    já senteciado. Mas pediu recursos e mais recursos. E p r e s c r e v e u.

    Pois é, escapou por conta da prescrição do processo, os juízes sentados em cima anos e anos.

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