Raul Jungmann revela à TV Democracia pedido de interferência do TRF-4 em prisão de Lula
Da Agência em Foco
O ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann, relatou o pedido de interferência do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para a manutenção da prisão do ex-presidente Lula, em julho de 2018. O caso foi revelado nesta quinta feira (20) à TV Democracia, em entrevista concedida ao jornalista Fábio Pannunzio.
Em julho de 2018, o desembargador plantonista do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente Lula, que estava preso em Curitiba desde abril daquele ano. A ordem gerou uma batalha de decisões na Justiça que acabou apenas quando o presidente do TRF-4, Thompson Flores, derrubou a decisão de Favreto e determinou a manutenção da prisão do ex-presidente.
Quase dois anos depois, Jungmann relata que Thompson Flores pediu sua interferência na Polícia Federal, na época, para que a decisão de manter Lula preso fosse seguida pela corporação. Jungmann afirma que não atendeu ao pedido de Flores por considerar a orientação como uma interferência do Poder Executivo no Judiciário, que poderia gerar acusações de “obstrução à Justiça”.
“Eu retruquei para ele. Disse, ‘doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso. O senhor na pressa talvez tenha se esquecido, é normal. Mas de fato isso está totalmente sob o controle do Judiciário e qualquer ação minha pode ser imputado a mim obstrução à Justiça. Ele entendeu, claramente e rapidamente. E entrou em contato com Valeixo”, relatou o ex-ministro.
Raul Jungman fez um comunicado alegando q não disse à TV Democracia que, durante o "prende e solta do Lula", o Thompson Flores lhe pediu interferir junto ao Valeixo p não soltar o ex-presidente. Recusou p não obstruir a justiça. Ouça e conclua. Aos 2m12"
— Fabio Pannunzio (@blogdopannunzio) February 22, 2020
Célio Knipel Moreira
24 de fevereiro de 2020 10:30 amO único erro aqui é a manchete. Devia ser: “Jungman lava as mãos diante do golpe do Judiciário que manteve Lula na prisão.”
Vladimir
24 de fevereiro de 2020 10:31 amA prisão do presidente Lula teve o caráter pedagógico de demonstrar claramente o golpismo existente em todas as instituições.
Além de eliminar o candidato que provavelmente ganharia as eleições presidenciais no primeiro turno,expôs as vísceras de um sistema judiciário que sempre primou em ser um instrumento de manutenção dos privilégios dos ricos e contra os pobres.
Infelizmente este tipo de revelação não parece ter eco em nossa sociedade,castigada diariamente com incentivos punitivistas cada vez mais agressivos.
Naldo
24 de fevereiro de 2020 11:10 amOra, qual o escândalo? Isso se soube no dia dos fatos……
Aliás, onde estão as mensagens do intercept sobre esse dia? As redes sociais da turma devem ter pegado fogo e a galerinha gasto os dedos durante o dia todo…..
Carlos Elisio
24 de fevereiro de 2020 11:57 amDizer mais o que?
Edson J
24 de fevereiro de 2020 7:31 pmClaro. Claríssimo. E o criminoso ainda compõe a turma que condenou Lula, sem base legal, a 17 anos, na farsa do sítio de Atibaia. Em tempo: criminoso porque o que ele COMPROVADAMENTE fez é crime.
Jair Oliveira
26 de fevereiro de 2020 11:06 pmO TRF4 deixou o processo contra Luciano Hang, dono da HAVAN, prescrever. Eram 14 anos de prisão,
já senteciado. Mas pediu recursos e mais recursos. E p r e s c r e v e u.
Pois é, escapou por conta da prescrição do processo, os juízes sentados em cima anos e anos.