21 de maio de 2026

Bloqueio de coronavírus: lições da segunda onda de infecções de Hokkaido

18 dias depois, foi necessário um novo estado de isolamento. Na última semana, houve 135 novos casos confirmados de Covid-19. E sem nenhuma evidência de que tenham sido reimportados do Japão. Nenhum infectado é estrangeiro ou viajou fora do Japão no último mês.

Com informações da BBC News, de Londres

Hokkaido foi a primeira cidade japonesa a declarar estado de emergência devido ao Covid-19. Foi no final de fevereiro. Fechou as escolas, cancelou reuniões com muitas pessoas, fez campanha para que pessoas ficassem em casa, rastreou e isolou todas as pessoas que tinham contatos com as vítimas.

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Em meados de março, o número de novos casos havia caído para um ou dois por dia. No dia 19 de março o estado de emergência foi suspenso. No início de abril as aulas foram retomadas.

18 dias depois, foi necessário um novo estado de isolamento. Na última semana, houve 135 novos casos confirmados de Covid-19. E sem nenhuma evidência de que tenham sido reimportados do Japão. Nenhum infectado é estrangeiro ou viajou fora do Japão no último mês.

Houve diferenças em relação a um caso semelhante em Daegu, na Coreia do Sul. Lá, rastreou-se de forma agressiva um grande surto religioso, os infectados foram isolados e o surto foi reprimido. Mas, após o surto, o governo sul-coreano iniciou um grande programa de testes para rastrear a economia.

O Japão, não. Três meses após o primeiro caso, o país testou apenas parte pequena da população. No início, o governo japonês alegou que testes em larga escala seriam desperdício de recursos. Agora, retomou os testes, mas pisando no freio.

Em parte, pelo receio de que os hospitais sejam sobrecarregados por pacientes com sintomas menores, já que muitas cidades não estão equipadas para lidar com testes em larga escala.

Justamente pela falta de testes, sabe-se que há um segundo turno explosivo de infecções em Hokkaido, mas sem informações suficientes sobre como o vírus está se movendo.

O caso Hokkaido comprova o receio de que a nova realidade vai perdurar por muito mais tempo, embora a versão japonesa do bloqueio seja mais suave que a de outros lugares. Por lá, embora as escolas tenham sido fechadas, a maioria das pessoas ainda vai trabalhar e lojas e bares permanecem abertos. Foram proibidas viagens dos EUA, Europa e maioria dos países da Ásia.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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