Covid-19 – Balanço de momento: 4,6 milhões de casos, 310 mil mortes e 1,7 milhão de altas.
Por Felipe A. P. L. Costa [*]
Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior (aqui).
Levando em conta as estatísticas obtidas hoje à tarde (16/5) [1], eis um breve resumo da situação em escala global:
(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados concentram agora 84% dos casos (de um total de 4.605.673) e 91% das mortes (de um total de 310.180) [3]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante. Em termos globais, muitos países já passaram pelo topo da curva e estão a descer o outro lado do morro [4].
(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade caiu de 7,5% para 7,3%. Os países que mais empurram a média para cima são Bélgica (16,4%), França (15,3%), Reino Unido (14,3%), Itália (14,1%) e Países Baixos (12,9%). A taxa brasileira permanece em 6,8%. (Peru e Chile, os dois outros países da América do Sul que estão no topo da lista, têm taxas de letalidade inferiores: 3% e 1%, respectivamente.)
(C) Nesses 20 países, cerca de 1,4 milhão de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 35% dos casos. China (94%), Alemanha (86%) e Irã (78%) lideram os percentuais de recuperação. (Fora da lista, os destaques seriam Austrália, Áustria, Suíça e Coreia do Sul, todos com percentuais em torno de 90%.) Em escala global, 1,67 milhão de indivíduos já receberam alta.
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Notas.
[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.
[1] Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, ‘Mapping 2019-nCov’ (Johns Hopkins University, EUA) e ‘Worldometer: Coronavirus’ (Dadax, EUA).
[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em cinco grupos: (a) Acima de 1 milhão de casos – Estados Unidos; (b) Entre 200 e 500 mil – Rússia, Reino Unido, Espanha, Itália e Brasil; (c) Entre 100 e 200 mil – França, Alemanha, Turquia e Irã; (d) Entre 50 e 100 mil – Índia, Peru, China, Canadá, Bélgica e Arábia Saudita; e (e) Entre 35 e 50 mil – México, Países Baixos, Chile e Paquistão.
[3] Os dois percentuais seguem caindo, uma indicação de que a pandemia segue ganhando força em outros países. Embora pareçam estar se acalmando na maior parte da Ásia, da Europa e da Oceania, os números ainda estão a escalar em certos lugares. Nas Américas, por exemplo, além de EUA e Brasil, as estatísticas de México e Peru chamam a atenção. A situação é preocupante também na Colômbia e na República Dominicana. Entre os nossos vizinhos, talvez o principal destaque positivo seja a Argentina, com 7.479 casos (363 mortes).
[4] Austrália e, sobretudo, Coreia do Sul – ambos já fora do topo da lista – seriam dois dos destaques positivos. Para uma introdução ao estudo dos padrões de crescimento, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui).
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