Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro retirou os indicadores de violência policial do relatório anual dos direitos humanos. A justificativa usada pelo Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos, que divulga tal documentação, é de inconsistência nos dados coletados.
O relatório é um dos termômetros para mensurar a violação dos direitos humanos, e os números poderiam ajudar a entender como as forças de segurança se comportaram na gestão Bolsonaro, principalmente as polícias militares.
Para especialistas consultados pelo jornal Folha de São Paulo, essa pode ser a primeira vez que o documento deixa de apresentar os números da violência policial.
Os documentos mais recentes mostram uma escalada dos números: em 2016, as denúncias chegaram a 1.009 casos, no seguinte passou para 1.319 (alta de 30,7%), já em 2018 as queixas chegaram a 1.637—um acréscimo de 24%.
O relatório é produzido com base em denúncias feitas ao Disque 100, canal criado em 1997, e que desde 2003 é de responsabilidade do governo federal. Além de incluir violência policial, o relatório inclui outros registros de violência, como a praticada contra crianças, adolescentes e idosos.
Perguntar não ofende
12 de junho de 2020 4:18 pmDeve ser pq nem sempre acham as cápsulas nem as balas?
peregrino
12 de junho de 2020 4:36 pmE pensar que a essência dos Direitos Humanos é ter direito à divulgação completa de suas violações…
toda pinta de ter sido ideia de algum milico com saudades do esquadrão policial militar da violência e morte
peregrino
12 de junho de 2020 5:27 pmOu então a inconsistência vem da dúvida em a violência, ou morte, ter sido filmada e noticiada ou não…
quase mesmo esquema da tentativa de esconderem mais mortos por covid
Carlos Elisio
12 de junho de 2020 5:49 pmNinguem ou nenhuma organização do mundo acredita neste bando aboletado em Brasilia.
Sabem que qualquer dado que sai de lá é fake.
HCCOELHO
12 de junho de 2020 5:58 pmCrime. Mais um crime, esconder dados.
Crime em si.
AMORAIZA
12 de junho de 2020 7:09 pmNão é inconsistência, é má vontade.
Ademais, humanos são só os bolsonaristas.
Se alguma violação for perpetrada contra eles registra-se o episódio e providencia-se o devido protesto.