16 de junho de 2026

Pazuello se destaca como executor das ordens de Bolsonaro

General militariza Ministério da Saúde, segue as regras estipuladas pelo presidente e compromete imagem técnica das Forças Armadas
O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro passou a acumular, na prática, a função de ministro da Saúde ao estipular das diretrizes governamentais na área às audiências da pasta. Depois de substituir dois ministros em meio à pandemia do coronavírus, o presidente colocou o general Eduardo Pazuello como ministro interino e, embora ele não tenha experiência no setor, ele acaba sendo um “cumpridor de ordens”.

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Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, os ministros anteriores – Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich – foram demitidos por defender o isolamento social e rejeitar o uso da cloroquina no tratamento dos pacientes, algo que Bolsonaro se opôs frontalmente.

Pazuello acabou por ser o executor das tarefas determinadas pelo Planalto, e tem enfrentado uma série de críticas por mudar a forma de contabilizar as vítimas da pandemia, além de atrasar e impedir a divulgação dos dados, como queria Bolsonaro. E o que é uma medida antidemocrática, o que levou diversos veículos de imprensa a criarem um consórcio para a divulgação dos dados de forma mais transparente.

E a conta de tal atuação começa a atingir as Forças Armadas: depois de terem preparado uma imagem de técnicos que atuam com números, Pazuello acabou com a transparência da divulgação dos dados diários de vítimas fatais na pandemia e, ao levar 20 oficiais para trabalhar na sua assessoria, ele acabou por confirmar as acusações feitas pela oposição de que ele é o general que transformou o Ministério da Saúde em um quartel.

 

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  1. Lúcio Vieira

    14 de junho de 2020 10:19 am

    O jornalista Kennedy Alencar bem que poderia ser entrevistado pelo GGN. Vem fazendo frontal marcação às colocações de Luciano Hulk em seu twitter. Hoje mesmo, após o Huck postar fase de Oscar Wilde, o jornalista postou em seguida:
    “Vc é um babaca oportunista. Não merece participar do debate público. Canalha!, como diria Tancredo, avô do seu comparsa. Canalha! Vc apoiou BOLSONARO”

    e depois

    “Canalha!”

  2. peregrino

    14 de junho de 2020 10:52 am

    Quando os cenários mais prováveis para o caos na saúde tornarem-se realidade, confirmaremos que nossos militares nunca foram educados com bons livros…
    desgraçado o país que é governado por alguém que acredita que a patente oficial capacita um militar para exercer qualquer atividade

    destruirão tudo o que vinha funcionando muito bem sob os cuidados de civis

  3. Marcos Videira

    14 de junho de 2020 2:52 pm

    O general Pazuello revela que a formação dos oficiais nas Academias Militares é deplorável. Tanto do ponto de vista Ético, quanto do ponto de vista do conhecimento científico.
    Os generais que estão agarrados a Bolsonaro são medíocres e ignorantes. A estupidez do general Heleno; o desprezo do general Mourão pela formação étnica do povo brasileiro e a admiração pelos anglo-saxões; a ignorância geográfica do general Pazuello e sua participação na ação criminosa de seu ministério no combate à pandemia; a tolerância do general Baga Neto com as milícias cariocas, quando foi interventor no Rio e seu falso plano Pró-Brasil; a suposta valentia do general Fernando Azevedo ameaçando a sociedade civil e os poderes da República…
    Além de tudo isso, são militares entreguistas !!!
    Existem militares nacionalistas nas Forças Armadas ?

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