4 de junho de 2026

Vacina chinesa, que será testada no Brasil, produz anticorpos em 90% dos pacientes

Sinovac anunciou resultados positivos das fases I e II da vacina que será testado em brasileiros em sua fase III, em parceria com o Instituto Butantan

Jornal GGN – O laboratório Sinovac anunciou no sábado (13) os “resultados positivos” das fases 1 e 2 da vacina para coronavírus em desenvolvimento, cuja fase 3 será realizada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

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A “coronavac”, segundo informe da empresa chinesa, passou por estudos “randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo”, envolvendo um total de 743 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos. Desses, 143 ajudaram na fase I, e 600 voluntários, na fase II.

“Não houve eventos adversos graves relatados nos ensaios de fase I ou fase II”, diz o laboratório. “Os resultados dos ensaios clínicos de fase II mostram que a vacina induz anticorpos neutralizantes 14 dias após a vacinação com um esquema de 0,14 dias. A taxa de soroconversão do anticorpo neutralizante está acima de 90%, o que conclui que a vacina candidata pode induzir resposta imune positiva.”

A microbiologista Natália Pasternak, do Instituto Questão de Ciência, disse em entrevista ao blog Bem Estar (G1) que os resultados ainda não mostram a eficácia da vacina, que será provada ou não na fase 3.

“Ainda não é a eficácia, mas você começa a descobrir como as pessoas reagem à vacina: medir anticorpos, resposta celular, ver parâmetros de sangue de como as pessoas estão reagindo.”

“Anticorpos neutralizantes são protetores; mas não sabemos quanto tempo essa imunidade dura – isso só saberemos com o tempo, mesmo. Por isso testa contra um placebo, para ver se a vacina realmente está protegendo. Mas é justamente isso o que a fase 3 vai dizer. Parece ser uma boa vacina”, disse Pasternak.

A especialista ainda disse que a vacina em desenvolvimento é tecnologicamente “antiquada” porque se utiliza da inativação do vírus. “Ou seja, [é preciso] cultivar um vírus respiratório em grandes quantidades. Isso precisa de laboratório especializado, e o custo é alto”, comentou. “Mas, fora isso, são vacinas seguras e que o Butantan sabe fazer”.

Leia também: 

O “negócio da China” na parceria Butantan-Sinovac pela vacina contra coronavírus

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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