4 de junho de 2026

O PDT afronta Brizola, por Vivaldo Barbosa

O PDT está a serviço do deslavado e ignóbil neoliberalismo do Paulo Guedes e dessa turma reacionária e fisiológica do Congresso e da política brasileira

O PDT afronta Brizola, por Vivaldo Barbosa

O PDT votar a favor da privatização da água é um escárnio e uma afronta a Brizola e ao trabalhismo. Assim como o foi quando seus parlamentares votaram a favor da reforma trabalhista e da reforma da Previdência Social.

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Como a direção atual do PDT, Carlos Lupi à frente, seus parlamentares e seu líder maior, Ciro Gomes, não são trabalhistas nem defendem ou praticam os ideais de Brizola, estão se lixando pelo o que o PDT já foi: uma tentativa de resgatar o trabalhismo e se inserir nas lutas sociais e nacionais do povo brasileiro.

Lupi ascende à direção do PDT com a morte de Brizola, em um processo cabuloso, Brizola já em avançada idade, machucado com o que lhe fizeram Marcelo Alencar e Garotinho e a falta da devida consideração do PT ao alcançar o poder. Lupi faz um condomínio na direção do partido, enche o PDT com figuras sem qualquer compromisso com o interesse público, distribui cargos de direções estaduais e municipais, as verbas do fundo partidário e eleitoral, legendas para candidaturas.

Perpetua-se como dono do PDT, o partido torna-se sua propriedade, emprega familiares e sua turma. Procurou jogar para fora figuras autênticas e de lutas trabalhistas e brizolistas. Assume o Ministério do Trabalho e enxovalha o partido com escândalos de licenças sindicais, desvios de verbas de formação de mão de obra e outros.

O PDT está a serviço do deslavado e ignóbil neoliberalismo do Paulo Guedes e dessa turma reacionária e fisiológica do Congresso e da política brasileira, apesar de contar com núcleos de resistência firmados nos ideais de Brizola e trabalhistas. Todos a serviço dos grupos econômicos, em especial do sistema financeiro.

Não é correto e nem justo dizer que seus parlamentares traíram o partido e Brizola. Eles são o que são. Os Gomes sempre foram da Arena, da turma do Tasso Gereissati, do PSDB e seus vínculos atuais com o DEM. Nada a ver com Brizola ou o trabalhismo.

Certamente o Lupi e a direção vão dizer que não poderão fazer nada com esses parlamentares, pois prejudicarão o fundo partidário. Gostam muito de dinheiro. Assim como outros partidos igualmente deixaram de ser instrumentos da luta do povo brasileiro.

Mas a história está aí para registrar. Com tristeza, naturalmente.

Vivaldo Barbosa – professor aposentado da UNIRIO, ex-deputado federal (PDT-RJ), deputado constituinte, secretário de justiça do primeiro governo Brizola (1983-86), membro da executiva nacional e presidente estadual do PDT-RJ durante o período Brizola.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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12 Comentários
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  1. Paulo

    26 de junho de 2020 8:45 am

    É tanto ressentimento q verte das suas palavras q eu me pergunto: o q lhe fizeram no PDT, roubaram seu brinquedinho predileto?

    1. Pau que bate em chico

      26 de junho de 2020 12:04 pm

      O ressentimento em si não é problema. Afinal, há ira justa, com objeto claro e definido. Você claramente, quando se ressente, enfia o rabo entre as pernas.
      Agora, que covardia é essa que você tem de desviar o tópico real para se referir apenas à figura do autor.
      Quer dizer, ao falar da desonestidade suposta do autor, encontramos a sua, que é real.

    2. João Ferreira Bastos

      26 de junho de 2020 12:21 pm

      Dignidade

      Mas essa palavra não consta do teu dicionário

  2. Paulo Dantas

    26 de junho de 2020 11:23 am

    Brizola fez muito mas também foi responsável por lançar figuras lamentáveis no cenário político …

  3. fabrício coyote

    26 de junho de 2020 12:02 pm

    Brizola foi um dos primeiros políticos a incrementarem, dentro do próprio partido, um segmento direcionado às “minorias”, ou hoje chamada de pautas identitárias. Numa de suas exposições, na Unicamp, declara que sempre participou das internacionais comunistas. Um político com coragem, que dizia isso num país recém saído da ditaburra. Hoje vemos o ciro gomes simplesmente declarar, vi no jornal da cnn, que é hora de abandonar as pautas identitárias, pois está convencido de que é necessário conquistar o eleitorado da direita. Totalmente diferente do discurso de Leonel de Moura Brizola. Que, aliás, não deixava de compor com diferentes políticos de outros espectros, mas jamais ceder no que se referia às conquistas dos trabalhadores. Um político que foi o primeiro a fazer a reforma agrária a partir de uma propriedade sua, e a chamar o movimento dos sem-terra para diálogo e divisão da terra, quando governador do Rio Grande do Sul. Se caudilho ou não, sempre advogava, antes de tudo, a favor dos interesses do Brasil, e não se vergava às ambições fátuas. Que dizer do PDT de hoje… Anos-luz à frente de seu tempo.

    http://www.idea.unicamp.br/acervo/brasil-memoria-politica/22-de-junho-de-1987-leonel-brizola

    1. Wagner Cintra

      1 de julho de 2020 5:43 pm

      Eles não conheceram o projeto de país livre das amarras do atraso/escravidão de todo o tipo que Brizola lutou. Ele lutou em diversas frentes o com pensamento voltado para transformar este país numa potência. Brizola foi traído e golpeado por muitos. Quem o denegria chamando-o de caudilho populista eram aqueles(as) que tinham/tem o gene do “egoísmo,desprezo humano”. Brizola foi e é ainda muito mal compreendido num país que democracia e respeito às minorias e mais vulneráveis foram sempre violadas. Precisávamos de pessoas como ele em pontos estratégicos em todos os momentos dos infindáveis golpes.

  4. Octavio Pires

    26 de junho de 2020 12:36 pm

    Ciro Gomes é sabidamente um candidato abutre- aliás, eterno candidato abutre, e assim como ele a família toda, que deu sustentação política à ditadura militar e agora, ainda que tentando uma camuflagem, dá sustentação ao desenfreado e imoral neoliberalismo.

  5. Nill

    26 de junho de 2020 1:15 pm

    Deixou a cognição de lado e escreveu com o fígado.

  6. jcordeiro

    26 de junho de 2020 1:43 pm

    Nassif: quando IveteVargas (dona do PTB) e o BruxoDaDitaMole (apelidado de GeneralGolbery), deram rasteiro no Briza, que o fez criar a cigla PDT, dizia-se que a outra sigla tinha virado a “Prostituta dos Partidos”. Será que o Partido criado pelo saudoso gaucho (e Darcy etc.) vai querer entrar pro time?

  7. almeida

    26 de junho de 2020 1:47 pm

    A verdade é que Brizola faria e falaria muito mais que Vivaldo e com muito mais indignação, se presenciasse em vida essa imensa traição ao país e ao povo trabalhador. Eu tenho quase certeza disso, mas considero que apenas Fernando Brito é quem melhor sabe o que faria Leonel Brizola sobre traição imperdoável.

  8. Marcos Videira

    26 de junho de 2020 1:55 pm

    É evidente o rancor de Vivaldo contra seus ex-parceiros políticos. Para que seus ataques ganhem virulência, apela para mentiras descaradas. Por exemplo:
    ” O PDT está a serviço do deslavado e ignóbil neoliberalismo do Guedes”.
    Qualquer pessoa com um mínimo de informação sabe que essa afirmação é uma grosseira mentira. Nenhum político tem contestado com maior contundência o neoliberalismo, Guedes e o sistema financeiro do que o pedetista Ciro Gomes.
    Oportunisticamente, os adversários do PDT utilizam Vivaldo como instrumento para atacar o PDT e Ciro Gomes, que vem se constituindo na principal liderança da centro-esquerda. É o jogo sujo daqueles que se esforçam para manter a Política no subdesenvolvimento civilizatório.
    “Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos”.

  9. euclides de oliveira pinto neto

    26 de junho de 2020 2:52 pm

    Quem não viveu o período do PDT, devia ficar calado…

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