4 de junho de 2026

Operação investiga superfaturamento em testes Covid-19 no Distrito Federal

Ao todo, foram cumpridos 81 mandados realizados em mais de 20 cidades no Brasil, investigando superfaturamento de R$ 30 milhões com a compra dos testes

Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (02), a Operação Falso Negativo, que investiga irregularidades na compra de testes de Covid-19 no Distrito Federal. Os mandados de busca e apreensão foram feitos em sete estados brasileiros, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Espírito Santo, além do DF.

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Ainda em fase de levantamento de provas, os promotores suspeitam que houve um superfaturamento na ordem de R$ 30 milhões com a compra dos testes, que ainda supostamente detêm baixa qualidade e podem indicar um falso negativo, o que traz o nome à Operação.

Os investigadores apuram crimes de fraude à licitação, crime contra a ordem econômica, organização criminosa e corrupção. Segundo o MP, servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal se articularam para fraudar licitações em compras superfaturadas dos testes. As contratações das empresas foram feitas com dispensa de licitação, cláusula que permite que não se realize uma disputa com a participação de outras empresas interessadas.

Ao todo, foram cumpridos 81 mandados realizados em mais de 20 cidades no Brasil. Entre os alvos, estão os endereços do Laboratório Central do Distrito Federal, a Farmácia Central, a Secretaria de Saúde, e as residências de responsáveis pelas compras, empresários e investigados.

O Ministério Público informou que foram 15 alvos dos mandados na manhã desta quinta, em 25 endereços em Brasília/DF, Formosa/GO, Goiânia/GO, Curitiba/PR, Maringá/PR, São José dos Pinhais/PR, Pinhas/PR, São Paulo/SP, Santana do Parnaíba/SP, Cotia/SP, Itapevi/SP, Barueri/SP, Joinville/SC, Balneário Camboriú/SC, Ilhota/SC, Navegantes/SC, Serra/ES, Cariacica/ES, Vitória/ES, Rio de Janeiro/RJ, Nova Iguaçu/RJ, São Gabriel/BA e Irecê/BA.

Em resposta, o governo do Distrito Federal negou as irregularidades e disse que os testes adquiridos pela Secretaria de Saúde “têm o certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e portanto foram testados e aprovados pelo órgão federal”.

 

Redação

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