Jornal GGN – Cumprindo ordens do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a entrada da Polícia Federal no gabinete de José Serra (PSDB) para mandado de busca e apreensão foi impedida pela polícia legislativa. De acordo com regimento interno, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve autorizar a medida judicial. Momentos depois, o presidente da Corte, Dias Toffoli, suspendeu a busca no gabinete do senador.
Alvo da Operação Paralelo 23, a justiça eleitoral de primeira instância havia determinado diversos mandados de busca e apreensão, um deles no gabinete do parlamentar. Entretanto, a legislação determina que a decisão deve ser do STF. Imediatamente à chegada dos policiais federais no edifício, Alcolumbre telefonou para o presidente do Supremo indicando a situação.
A advocacia do Senado foi acionada, entrando com uma reclamação no Supremo. De acordo com interlocutores do Senado, o presidente da Casa foi avisado da chegada da PF logo pela manhã, pela Advocacia-Geral do Senado, e não quis que o impedimento se tornasse “um espetáculo”, segundo informou a CNN. Por isso, a PF aguardou a decisão do STF em uma sala do prédio.
A decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo permitia que para cumprir todos os mandados de buscas e apreensões, era permitido arrombar portas e cofres. Momentos depois da reclamação, Toffoli atendeu ao pedido da advocacia do Senado e negou a entrada dos investigadores no gabinete de Serra.
Lúcio Vieira
21 de julho de 2020 12:49 pmUé. Mas o Serra não mandava na PF? Quem deve, teme e atrapalha o trabalho de investigação. Se um ex-presidente teve até a casa (vulgo, asilo inviolável, na Constituição) invadida, colchões revirados e até o tablet do neto levado, mesmo com nada provado, o que o digníssimo senador que ajuda na entrega do país, tem a ocultar e que não deu para tentar esconder?
+almeida
21 de julho de 2020 1:05 pmO tradicional costume de abuso de poder que existe nos dos três poderes, se consolida outra vez nessa clara e atual tentativa de praticar o delito. Mesmo sabendo estar indo de encontro com a lei, as regras e as normas que envolve a relação entre os três poderes, a PF em vez de consultar primeiramente o STF preferiu arriscar o famoso “vai que cola” em total desrespeito a lei, a separação dos poderes, a hierarquia jurídica e a hierarquia funcional, para partir direto pra cima do alvo. Resta saber, mesmo atuando em prática delituosa, se o fez com a intenção de investigar com isenção e imparcialidade ou se o fez já com a intenção de deixar um rastro claro da ilegalidade cometida, que certamente favoreceria muito ao investigado e anularia toda a operação, pela ação ilegal e facilmente constatada. E sendo assim, muito mais grave se tornaria o delito, em razão de ter sido previamente planejado, conscientemente executado e sabidamente ciente dos prejuízos éticos, morais, logísticos e financeiros que provocou as instituições dos Três Poderes.
Renato Pereira
21 de julho de 2020 1:36 pmTempo perdido. Serra é grau 33(sagrado), tornou-se inimputavel. Aecio, Temer, o desembargador tambem.
ATavares
21 de julho de 2020 1:59 pmNão pode fazer apreensão no gabinete de um senador, mas pode grampear conversa de uma presidenta da República.
Nosso judiciário age de acordo com a cara do freguês. Digo, de acordo com o partido.
André Oliveira
21 de julho de 2020 2:33 pmMas o juiz nao sabia que qualquer operacao contra um senador tem de ser autorizada pelo STF?
peregrino
21 de julho de 2020 2:36 pmAlguém aqui acredita que a justiça eleitoral de SP não sabia que para atender seu pedido era preciso uma autorização do STF?
eu não! tudo teatro
Serra é um daqueles tucanos, eternos, que se alguém acertar ao agir contra ele, cai ou perde o emprego
se bobear PF só atendeu para colocar a bola na marca do pênalti para o Senado chutar sem goleiro
André Oliveira
21 de julho de 2020 11:15 pmHoje Serra é cachorro morto.
É óbvio que a operação serviu pra testar os limites da tolerância das instituições para abusos padrão lavaJato.
Aracelis Garagnani
21 de julho de 2020 5:55 pmA questão não é o Serra, mas a possibilidade de continuar atropelando a lei e as normas jurídicas. Tudo iniciado , executado e ampliado pela Lava Jato. Manobra politica muito bem apontada por vários dos comentários acims.
Edson J
21 de julho de 2020 6:37 pmCerto. Certíssimo. Esse pessoal da Lava Jato se considera acima da lei. Qualquer estudante do primeiro ano de direito sabe que, para fazer o que os procuradores e “juiz” queriam no Senado, seria necessária autorização do Supremo. Mas, grampeada impunemente uma Presidenta da República, achavam na Lava Jato que tudo lhes era permitido.