
por Matê da Luz
O tamanho do sorriso ao me deparar com essa notícia beira o indescritível. Acredita em sintonia e sicronicidade? Pois bem, escrevi hoje mesmo o artigo com dicas pra gerar menos lixo e, tchanan!, vi a notícia de que o Pão de Açúcar começa a vender a granel.
Ainda é só em uma loja, a da Ricardo Jafet em São Paulo mas, como bem diz a reportagem do site São Paulo São, o varejo é um enorme estimulador/semeador de novos comportamentos e, portanto, o ânimo que este tipo de iniciativa promove há de ser celebrado de verdade – isso porque uma loja do porte do Pão de Açúcar estimular que os consumidores experimentem comprar uma grande variedade de produtos a granel significa, dentre tantas outras coisas, estimular uma nova forma de pensar mais consicente sobre consumo, pra dizer o mínimo, sobre embalagens e, consequentemente, sobre a produção de lixo.
Outro ponto interessante a ser observado nesta novidade, pelo menos em território nacional, já que nos EUA e na Europa este tipo de comércio é comum há quase uma década, são as oportunidades em termos de negócios, comunicação e marketing, além de estoque e distribuição que a venda a granel apresenta. Sem as embalagens, como as marcas vão se posicionar? Sem as embalagens, como as redes distribuidoras vão estocar? Como será que vamos receber a mensagem, o diferencial, o slogan?
São perguntas que, aos meus olhos meio polianísticos sobre tudo e qualquer coisa, aparecem com um sorriso no rosto, visto que estimulam um consumo não só mais consciente, mas mais saudável em tantos níveis que não só o de conservação.
Fico aqui, na torcida e, claro, já programando a primeira visita ao PdA de SP para conhecer e experimentar a novidade.
Bruno Cabral
10 de janeiro de 2017 5:51 pmo mesmo pao de açúcar das prateleiras diagonais?
Implantaram essa nova diagramação aqui na cidade e eu simplesmente tive que deixar de frequentar o supermercado tal o mal estar que causa procurar as coisas em prateleiras infinitas
Parece que a ideia é fazer o cliente percorrer todas mas quem não tem tempo a perder não consegue escapar do labirinto estilo ratoeira
Venda a granel já existe em Açaí e Atacadão da vida.
Zé Trindade
10 de janeiro de 2017 6:11 pmEssa “pegada” eco do Pão de
Essa “pegada” eco do Pão de Açucar (acho q foi a primeira grande rede a vender orgânicos regularmente) muito se deve ao ex-piloto de F1 e herdeiro do Grupo, Pedro Paulo Diniz.
http://revistatrip.uol.com.br/trip/pedro-paulo-diniz#2
https://youtu.be/4jrWCFCRwyA
https://youtu.be/gSPNRu4ZPvE
Edivaldo Dias Oliveira
10 de janeiro de 2017 6:48 pmSerá a volta das famosas
Será a volta das famosas “vendas”, bodegas que vendiam secos & molhados? Me lembro ainda criança em Itapetinga – BA indo comprar açucar, café, banha ou óleo de cozinha, querozene para os candieiros, tudo a retalho. Voltava da venda cheio de embrulhinhos para casa, comprava aquilo na quantidade que o dinheiro dava.
evandro condé de lima
10 de janeiro de 2017 7:51 pmProvavelmente vamos esbarrar na burocracia
Vão começar a questionar a data de validade do produto, quais os ingredientes, condições de armazenagem, etc. Tudo aquilo que passamos anos (sou do tempo) sem nos preocupar.
luiz valentim
10 de janeiro de 2017 9:19 pmDá arrepio só de imaginar ratos e baratas passeando a noite
É tem mais: as caixas de madeira transmitem osto aos produtos.
E tem mais : como saberei a data de validade
Marcos I Mendes
10 de janeiro de 2017 10:35 pmEcobobagens
Acabar com o lixo, senhores??? 80% da população mundial não têm um saquinho de bolachas vazio para jogar no lixo. Menos de 20% dos humanos torram mais de 80% dos recursos naturais e a maioria nem tem culpa por esse modelo de sociedade de consumo. Que tal lermos um pouco mais, senhores??? E evitar esses discursinhos ignorantes de direita? Ou aumentar a chance de ficar com o bico calado? Ou deixar só as emergentes achando que Sugar Loaf é chique?
“Consumo consciente”? “Consumo saudável”? Que porcaria é essa? Meu, consciente de quê?, saudável para quem? Bilhões de humanos nem tem lixo para comer. Os senhores estão falando com quem? de quem? “Helllooooowww!!!”