Jornal GGN – Os perfis da ativista de extrema direita Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, foram desativados do Twitter e Instagram, na noite desta segunda (23), após ela ter divulgado a identidade da criança de 10 anos, vítima de estupro, que teve o aborto legal autorizado pela Justiça do Espírito Santo.
A exclusão das redes sociais de Sara Winter ocorreu após a própria Justiça do Espírito Santo determinar que o Twitter, Facebook e Youtube retirassem as publicações sobre a criança, em até 24 horas.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina, em seu artigo 17, a “inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.
Ainda, na mesma noite desta segunda (17), o grupo de hackers Anonymous Brasil publicou uma série de dados pessoais de Sara Winter nas redes, incluindo seu número de cartão de crédito, como represália do vazamento feito por ela no domingo.
No Twitter, a conta da ativista trazia a mensagem: “a conta foi retida no Brasil, e em todo o mundo, em resposta a uma demanda legal”.
Jean M. Bouchara
18 de agosto de 2020 2:09 pmAcho um erro ver essa barbárie toda como um assunto de “fanáticos” ou de “fundamentalistas”, o que não significa que eles (Sarah, vereadores e deputados manifestantes, setores de igrejas evangélicas e católica que participaram do massacre) não devam ser denunciados e punidos.
Mas o buraco é bem mais em baixo. Trata se de um política de estado. Temos um estado estruturalmente misógino e a sequencia de fatos (obrigação de recorrer à justiça, recusa de atendimento no H.U. de Vitória, vazamento do sigilo, intervenção da Damares) mostra isso.
Não são apenas os fanáticos, é a nossa “república” que faz isso, e vai fazer mais.
E viva as valentes que foram pra batalha na frente do hospital, evitando o pior.
Carlos Elisio
18 de agosto de 2020 3:57 pmEsta doida tá porque tá fissurada pra voltar pra tranca. Pelo visto encontrou o amor por lá.
Lúcio Vieira
18 de agosto de 2020 6:34 pmE a moça, tão preocupada com a pauta conservadora do cidadão de bem, fazia uma live com o QR Code de sua conta no PicPay, até que avisaram a plataforma, que também bloqueou a conta dela. É mesmo insistência na sua causa, de faturar em cima da miséria dos outros.