Algumas das previsões que fiz para o ano passado se concretizaram outras não. Todavia, o furacão Geddel confirmou integralmente a previsão que fiz, em 23/11/2015, para novembro de 2016:
“Temer era vice-decorativo, perdeu a presidência e acabou naufragando no vício pejorativo de cobrar e receber propinas e terá que se defender no Judiciário com risco de ir para a prisão antes de dar baixa num asilo de luxo.”
https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/previsoes-para-2016
A aprovação da PEC-55 pelo Senado em 13/12/2016 terá um efeito devastador no próximo ano. Ao fim de 2017 as previsões que eu fiz em 25/11/2016 irão parecer bastante modestas.
Janeiro de 2017 começará de ressaca. O clima de fim de ano (calendário), de fim de governo (crise política) e de fim de mundo (eleição de Trump) alavancará as vendas de bebidas alcoólicas e de entorpecentes, com um aumento significativo das previsíveis propinas pagas aos policiais civis, policiais militares, delegados, promotores e juízes que incentivam o consumo de substâncias recreativas. Os desempregados, porém, não poderão participar da festa e alguns deles começarão a passar fome.
Em Fevereiro, após gastar o FGTS e sacar o que estava guardado na caderneta de poupança, os desempregados começarão a saquear supermercados. As Forças Armadas são colocadas em prontidão, mas desistem de fazer qualquer coisa porque os soldados também estão passando fome nos quartéis. O presidente em exercício autoriza a importação de “carne popular” parisiense para alimentar os desempregados.
O mês de Março será um carnaval. Pela primeira vez na história do Brasil a quarta-feira será realmente de cinzas, pois centenas de lojas serão queimadas para possibilitar os saques de centenas de outras enquanto a polícia e os bombeiros atendem os chamados de incêndio. Começa a chegar ao país a “carne popular” importada de Paris.
Em Abril de 2017, durante a operação “A rapadura é doce mas não é mole não” a PF encontra 45 quilos de rapadura “made in Garanhuns” no apartamento de Lula. O ex-presidente é encarcerado porque não havia declarou sua fortuna doce à Receita Federal. Protestos irrompem por todo o país.
Maio de 2017: após prender Lula por causa da rapadura não declarada o MPF arquiva definitivamente o caso dos 450 quilos de cocaína. A droga é devolvida ao seu legítimo dono e segue para a distribuição com a chancela “qualidade assegurada pela DEA”. A febre da “coca do helicóptero” esquenta o litoral brasileiro. Os usuários de drogas mais velhos comparam o fenômeno à febre da “maconha da lata”.
Em Junho a União atrasa o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Vários prefeitos tucanos e peemedebistas renunciam aos seus mandatos, por falta de verbas que possam ser roubadas, desviadas, tungadas e empenhadas de maneira fraudulenta. Morre um grande artista brasileiro. FHC é mumificado vivo e declara na ABL que será mais imortal que José Sarney. Sarney revida escrevendo um novo livro de poemas: Marimbondos de Água.
Julho começa bem. A economia vai melhorar, vai melhorar, vai melhorar… dizem os telejornalistas. Vai melhorar… mas não melhorou admitem eles no final do mês. Até as vendas de Melhoral despencam. Em queda livre o comércio para de vez a indústria que deixa de pagar os fornecedores de matérias primas que param de recolher impostos. É tudo culpa da Dilma, dizem os tucanos… Tranquila, a ex-presidenta sorri e continua pedalando sua bike.
Agosto não será um mês de cachorros loucos em 2017. Os jornalistas começam a notar um fenômeno interessante. Não há mais gatos e cachorros vadiando nas cidades brasileiras. O aumento na produção e venda de “churrasquinhos de gato” nas proximidades dos restaurantes populares fechados na era Temer é apontado como uma solução do mercado para a fome. É impossível dizer o nome do presidente que será derrubado em Agosto quando os pobres descobrirem que estavam devorando carne de ratos parisienses desde Março. Chegamos ao fundo do poço.
Em Setembro o Brasil descobrirá que é um buraco sem poço. Milhares de pessoas começam a vagar pelas ruas desesperadas, mas não tem nem mesmo forças para saquear os supermercados que ainda conseguem abrir as portas. A Rede Globo declara de maneira retumbante que a WalkingDeadização do Brasil aumentará o turismo, que melhorará o desempenho do comércio alavancando a retomada industrial.
Outubro será o mês dos mortos. Os zumbis brasileiros começam a morrer. O governante em exercício declara que o problema da fome está solucionado, pois mortos não consomem alimentos. Pela primeira vez a economia do país começa a registrar melhora: aumento significativo na produção e venda de caixões populares subsidiados pelo Estado com títulos da dívida pública lançados no mercado por conta da venda da Petrobras a preço módico. O cheiro das ruas, porém, continua insuportável. O mercado é incapaz de atender a demanda e os pobres continuam a morrer de fome.
Em Novembro o governo em exercício autoriza um novo censo. “Por favor, não contem os cadáveres em potencial.” O bilhete presidencial vazado na internet deveria causar um escândalo, mas já não há mais quem consiga ficar escandalizado.
Dezembro… Por falta de expectadores e anunciantes e não podendo contar com verbas de publicidade de um Estado falido, algumas redes de TV finalmente começam a registrar prejuízos. O pesadelo chamado Brasil ainda não terminou. O fim do ano é apenas o recomeço de uma crise ainda maior.
Deixe um comentário