5 de junho de 2026

“Retratação” de Pazuello foi exigência de Bolsonaro para mantê-lo no cargo, diz colunista

Segundo a colunista Pazuello teve que ‘pagar mais um pedágio de desculpas’ e daí veio o vídeo com o presidente. “Um manda e o outro obedece”, disse Pazuello
Reprodução

Jornal GGN – Jair Bolsonaro não ficou feliz com o ministro Eduardo Pazuello em episódio envolvendo João Doria e a vacina chinesa. No auge da irritação, Bolsonaro determinou que, para continuar no cargo, o ministro da Saúde teria que se retratar publicamente. As informações são de Bela Megale, do jornal O Globo.

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Após a reunião de Pazuello com os governadores, garantindo que a vacina do Butantan entraria nas prioridades do ministério, a situação ficou tensa. O secretário-executivo da pasta foi para uma coletiva para voltar atrás no anúncio do ministro sobre a compra de 46 milhões de doses de vacina, aposta forte de João Doria.

Mas não parou aí. Segundo a colunista Pazuello teve que ‘pagar mais um pedágio de desculpas’ e daí veio o vídeo com o presidente. “Um manda e o outro obedece”, disse Pazuello, “mas a gente tem carinho, dá pra desenrolar”, tentou brincar o ministro. Ao que o presidente respondeu, depois de uma bobeira de clima, é que isso, essas desavenças, no meio militar é comum, ‘não teve problema nenhum’.

E, segundo um auxiliar do presidente, a ideia de gravação do vídeo partiu do próprio Bolsonaro.

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4 Comentários
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  1. Vera Lucia Venturini

    23 de outubro de 2020 8:58 am

    O Brasil ta lascado. Já imaginou esse “general” numa guerra? Não é à toa que assistimos o país submetido aos interesses americanos. Eles são fortes e então “ a gente obedece” como diz o general que acha que o norte e nordeste fica no Alasca.

  2. Vladimir

    23 de outubro de 2020 11:01 am

    Difícil acreditar mesmo para um sujeito que não sabia,e provavelmente não sabe,o que é o SUS que ele faria uma operação de tal monta sem o conhecimento do sujeito que ocupa a presidência da república.
    É mais do mesmo: Fumaça! Devem estar vendendo nossa alma,que foi o que sobrou,op meio dessa discussão.

  3. Cesar Rabelo Nemes

    23 de outubro de 2020 11:06 am

    Esses generais no governo tem sido úteis para desfazer o mito sobre o preparo e a qualificação, inclusive moral. São primários, toscos e limitados intelectualmente. Usam o patriotismo e a desculpa de que não recusam missão, para ocupar qualquer cargo ainda que sem qualificação, tudo pelo poder e pelo dinheiro. Estava na hora de repensar o papel das Forças Armadas.

  4. Carlos Elisioc

    23 de outubro de 2020 11:14 am

    Uma coisa é obediência à hierarquia encabeçada por um lider verdadeiro. Outra é acatar ordens de um insano, e apenas para manutenção de cargos. Isso é uma vergonha!
    E quando vindo de um general da ativa explode na nação inteira pois, por interesse próprio, abandona-se a principal função de um soldado que é a de proteger o país e seu povo.

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