Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro usou a morte de uma brasileira vítima de atentado à faca em Nice, na França, para provar que existe “cristofobia” e ainda insinuou que a violência deveria ser combatida com mais violência, e não “com rosas”.
A França está de luto depois que três cidadãos foram assassinados a facadas em uma basílica. O presidente Emmanuel Macron disse se tratar de um “ataque terrorista islâmico”.
Durante a live no Facebook na quinta (29), Bolsonaro afirmou que a brasileira “ela estava lá rezando e entrou um sujeito que odeia cristãos. Quando falamos em cristofobia, é isso que queremos dizer. Temos que lutar contra isso, e não com flores.”
A vítima brasileira se chamava Simone Barreto Silva, tinha 44 anos, era cidadã francesa e morava no País há cerca de 3 décadas. Elas tinha filhos e trabalhava como cuidadora de idosos.
O Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota lamentando o episódio e condenando “este ataque hediondo”. “O presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, oferece suas profundas condolências aos parentes e amigos do cidadão assassinado, bem como às demais vítimas, e solidariedade ao povo e ao governo da França”, divulgou o Itamaraty.
De acordo com o jornal The Guardian, “a Rádio France Internationale (RFI) relatou que uma das últimas coisas que Simone disse antes de morrer foi: ‘Diga aos meus filhos que os amo’.”
Ainda segundo a RFI, a brasileira, nascida e criada em Salvador, “também trabalhou como ativista cultural em Nice, ajudando a organizar um festival em homenagem a Iemanjá, deusa do mar afro-brasileira.”
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que está empenhado em erradicar o “flagelo” do terrorismo.
Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU em 2020, Bolsonaro afirmou que o Brasil condena a cristofobia no mundo.
vera venturini
30 de outubro de 2020 10:36 amEu sou cristofóbica. Morre tanta gente boa no mundo, meu amigo perdeu os dois pais pelo corona e esta com um irmão na uti e esse desgraçado fica aí falando em nome de Cristo. Com certeza cristo o dele não é o meu Cristo. Então eu sou cristofóbica com o Cristo dele, que cá entre nós não existe, então temos que batalhar para exterminá-lo.
O meu Cristo é o da multiplicação dos pães e peixes, dos lirios do campo e principalmente o da EXPULSÃO DOS VENDILHÕES DO TEMPLO.
Carlos Elisioc
30 de outubro de 2020 6:11 pmO cristo deste sujeito é o crucificador, não o crucificado.
E modificaram os mandamentos. Atualmente a regra é “usar o nome em vão”
Edson J
30 de outubro de 2020 12:15 pmMistificador. O ataque a templos católicos por parte de fanáticos fundamentalistas islâmicos na França tem o objetivo colateral de atemorizar, considerando a repercussão. Nada a ver com cristianismo ou cristofobia pois, ao que consta, templos cristãos não católicos não têm sido atacados. Mas, voltando ao termo “cristofobia”, o que diria o mistificador de aliados seus que privilegiam na Bíblia ao Antigo Testamento, apesar de se autointitularem “evangélicos”? Onde está Cristo ali? Bem longe, porque incomoda, privilegia os pobres, os desvalidos, as minorias, justamente o oposto da filosofia política do seu “governo”.
Carlos Elisioc
30 de outubro de 2020 6:07 pm“…ainda insinuou que a violência deveria ser combatida com mais violência, e não “com rosas”.
Tá falando das milicias e pistolagem brasileiras? Dos assassinatos de negros e pobres nas comunidades? No exterminio de algumas etnias no Brasil? Da devastação do ambiente por grupos criminosos?
Agora, por falar em “fobias”, fica óbvio que este insano sofre de “Intelectofobia” em grau avancado.