5 de junho de 2026

O excludente de irresponsabilidade do general Pazuello, por Luis Nassif

Sua alegação é que houve um mês de campanha eleitoral sem nenhum impacto sobre a pandemia, logo o isolamento não seria necessário. Todas as indicações são de uma volta da curva de crescimento do Covid-19.
Agência Brasil

O depoimento do Ministro da Saúde, general Pazuello no Congresso representou uma versão de terraplanismo com isenção de responsabilidade. Seu argumento contra o aumento do isolamento é uma demonstração maiúscula de que não aprendeu nem o óbvio sobre a pandemia.

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Uma das obviedades é que há uma defasagem entre o relaxamento do isolamento é o aumento de novos casos; e entre o aumento de novos casos e o aumento de óbitos.

Sua alegação é que houve um mês de campanha eleitoral sem nenhum impacto sobre a pandemia, logo o isolamento não seria necessário. Todas as indicações são de uma volta da curva de crescimento do Covid-19.

Não foi o único excludente de irresponsabilidade praticado por ele no depoimento. Para se defender do abandono dos estoques de testes, minimizou sua relevância. Segundo ele, o único diagnóstico que vale é a consulta médica. Não conseguiu entender até agora que, mesmo não sendo 100% seguro, o teste é o primeiro passo para a identificação da contaminação.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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9 Comentários
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  1. Marcio

    3 de dezembro de 2020 7:12 am

    Voltemos ao nosso grande sábio, ” De onde menos se espera, é que não sai nada mesmo”.

  2. Eduardo

    3 de dezembro de 2020 8:30 am

    Alguém sabe me informar como será o primeiro dia da guerra com a Venezuela ?

    1. Bruno Cabral

      3 de dezembro de 2020 9:49 am

      Nao vai ter, desde que os russos mandaram militares pra la os corajosos militares brasileiros e colombianos se aquietaram

  3. Luiz

    3 de dezembro de 2020 9:09 am

    Meu Deus! O que fizeram com as escolas de oficiais militares deste País? Que safra de generalecos de baixo estrato cultural e intelectual e insensibilidade é esta? Vou voltar a ler Euclides da Cunha… Pelo menos, em Os Sertões, o escritor fala de oficiais sábios, estrategistas e patriotas. Mesmo com o malogro da campanha militar contra Antonio Conselheiro.

    1. marcio gaúcho

      3 de dezembro de 2020 4:40 pm

      Alguém pode me explicar o motivo para que o Exército Brasileiro tenha que ter mais de 240 generais? Generais para comandar o quê? Nem tropas numerosas temos direito, para enfrentar qualquer inimigo! Pensaram em atacar a Venezuela para criar uma porta de entrada ao exército norte-americano. Se cagaram… Não tem como manter uma batalha por mais de um dia! Então, serve para o quê, mesmo?

  4. Ugo

    3 de dezembro de 2020 9:16 am

    O recruta zero e o sargento tainha, divertidos e inócuos, estes coisos perversidade e destruição.

  5. Lúcio Vieira

    3 de dezembro de 2020 12:03 pm

    Além da total falta de nexo. Se eles, os cloroquinistas, defendem que o “melhor tratamento” é a descoberta precoce da infecção, para iniciar o tratamento refugado pelo mundo todo com remédios para malária, vermes e vento no ânus, a melhor forma de identificar precocemente é através dos testes que o gestor de almoxarifado deixou estragar-se ajudando a trazer um prejuízo milionário aos cofres públicos.

  6. Edivaldo Dias de Oliveira

    3 de dezembro de 2020 4:52 pm

    Ele deve ter aprendido logística em lombo de burro, cangalha, cassuá e carro de boi. Tamofú.

  7. Ed.

    3 de dezembro de 2020 7:57 pm

    Imaginem um país onde um recruta zero zero manda e um general medíocre obedece.
    Declarada e publicamente.
    Pois é…

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