5 de junho de 2026

O criativo Lavoisier e a música que transforma.

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“Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

Seguindo o princípio enunciado pelo Pai da Química Moderna, a dupla formada por Patricia Relvas e Roberto Afonso renovam a paisagem musical portuguesa.

As experiências químicas começaram em Berlim. Para encontrar uma fórmula de identidade, basearam-se na alquimia etnográfica de de Michel Giacometti, ao qual misturaram influências do tropicalismo e do modernismo antropofágico brasileiros. Os resultados aparecem nos vídeos a seguir.

Garota de Ipanema
 
https://www.youtube.com/watch?v=jF7SwFcxeho]

Pessoa

https://www.youtube.com/watch?v=FcoCwlFF3F4]

Eu não me entendo

https://vimeo.com/60686596

Senhora do Almortão

https://www.youtube.com/watch?v=sT3Nc7UjH_0]

A Machadinha

https://www.youtube.com/watch?v=1LMN0X6Q5k4]

Maria Faia

https://www.youtube.com/watch?v=snu_NwMj1GE]

Água de Beber
 
[video:https://www.youtube.com/watch?v=CavnXrM7nrs

Viajar, música sobre poema Fernando Pessoa

[video:https://www.youtube.com/watch?v=EpVdYpY2sJo

Fa(r)do
 
[video:https://www.youtube.com/watch?v=97GUX-WKYbs

Acordai
 
[video:https://vimeo.com/61750566
   
Alecrim

https://www.youtube.com/watch?v=uSbpIwOFZVo
 
Canta Amigo Canta

[video:https://www.youtube.com/watch?v=6UrNZIdUN8s

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8 Comentários
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  1. Vânia

    17 de agosto de 2016 10:06 pm

    Bacaninha.

    O Pato

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Zqk7ou3xZSI%5D

    quem-quem

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=RfG-uEl77EY%5D

  2. Almeida

    18 de agosto de 2016 3:18 am

    Apresentação em Copenhagen.

    «Acordai»

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=SBnlaHIs3jg%5D

    Poema: José Gomes Ferreira
    Música: Fernando Lopes Graça

    Acordai,
    Homens que dormis
    A embalar a dor
    dos silêncios vis!
    Vinde, no clamor
    Das almas viris,
    Arrancar a flor
    Que dorme na raiz!
    Acordai,
    Raios e tufões
    Que dormis no ar
    E nas multidões!
    Vinde incendiar
    De astros e canções
    As pedras e o mar,
    O mundo e os corações!

    Acordai!
    Acendei,
    De almas e de sóis
    Este mar sem cais,
    Nem luz de faróis!

    E acordai, depois
    Das lutas finais,
    Os nossos heróis
    Que dormem nos covais
    Acordai!

    1. Vânia

      18 de agosto de 2016 3:45 am

      Vai-te poesia!

      (José Gomes Ferreira)

      Deixa-me ver a vida
      exacta e intolerável
      neste planeta feito de carne humana a chorar
      onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
      com bandeiras de lume nos olhos,
      para fabricar sonhos
      carregados de dinamite de lágrimas.

      Vai-te, Poesia!

      Não quero cantar.
      Quero gritar!

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=hCRADlLW8hE%5D

      1. Almeida

        18 de agosto de 2016 4:39 am

        Aqui ficas, poema de José Gomes Ferreira, por Luis Cilia.

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=fo7Y0QFBYvs%5D

        Aqui ficas, melodia
        Que nunca encontrei
        Por mais que a buscasse
        Nas bocas, por lei,
        Cosidas na face…
         
        Aqui ficas, minha sombra,
        Na terra deitada
        À espera, sozinha
        Da noite da espada
        Fora da bainha.

        Aqui ficas, minha raiva,
        A sonhar que furas
        Os olhos das rãs
        Com estas mãos puras
        De tecer manhãs.

        Aqui ficas, meu sonho,
        Para um dia pores
        Todo o sol que queiras
        Nas cristas das flores,
        E inventar bandeiras.

        Aqui ficas, morte,
        Que a morte é assim,
        Este dar ao mundo
        O que ao mundo em mim
        Gela num segundo.

        Só tu não ficas, solidão,
        No dormir longo dos pinhais,
        Levo-te no coração
        Para os vendavais
        Da multidão.

        1. Vânia

          18 de agosto de 2016 5:53 am

          Um Dia a Solidão

          Um dia, a solidão
          – que dor de vergonha! –
          levou-me pela mão
          para seu baluarte
          e disse-me ” sonha!
          O sonho é a tua lei”

          E eu para ali fiquei,
          Tão farto de ser eu,
          A ouvir o meu coração
          Bater em toda a parte,
          Nos astros do chão,
          Nas pedras do céu.

          E eu para ali fiquei
          A arrancar a carne das unhas,
          Sozinho no meu jardim,
          A viver sem testemunhas
          No espelho de mim.

          E eu para ali fiquei
          Com o mundo a obedecer aos meus caprichos:
          A luz, as flores, os bichos

          E o sol enforcado na floresta,
          Na alucinação
          Duma corda de lava
          A baloiçar ao vento da minhaalma à solta…

          E eu para ali fiquei
          – pobre de mim que ignorava
          a dor da verdadeira solidão
          que é esta! Que é esta!…

          Muita gente à minha volta
          E eu aos tombos pelas ruas,
          longe de todos e de mim,
          a morrer pelos outros
          em barricadas de estrelas e de luas.

          José Gomes Ferreira

          ***

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=M0TMWbVy9Dg%5D

          Tropeçavas nos astros desastrada
          Sem saber que a ventura e a desventura
          Dessa estrada que vai do nada ao nada
          São livros e o luar contra a cultura

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=AkPozzLSrsM%5D

          1. Almeida

            18 de agosto de 2016 10:50 am

            Luz que brillas

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=UYORWyzOyRw%5D

            Luz que brillas
            en el cielo,
            ¡Oh, luna
            clara y hermosa!.

            ¡Oh que noche
            silenciosa!
            tu mitigas, tu mitigas
            mi dolor.

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=9FF62DcKpKg%5D

  3. Almeida

    18 de agosto de 2016 3:38 am

    Apresentação no 3º Lisbon Living Room Sessions.

    «Eu não me entendo»

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=dUciRtUElKA%5D

    Letra: José Luís Gordo.
    Música: José Mário Branco.

    entrego a minha voz ao coração do vento
    e quanto mais água dos meus olhos corre
    mais fogo acendo
    eu não me entendo
    eu não me entendo

    e por ti já gastei o pensamento
    ai amor, ai amor, se o tempo
    já gastou, já gastou o nosso tempo
    eu não me entendo
    eu não me entendo

    a primavera do meu tempo
    já gastei a primavera do meu tempo
    já fiz da boca jardins de vento
    e não me entendo
    e não me entendo
    eu não me entendo

  4. Almeida

    18 de agosto de 2016 3:54 am

    Apresentação na Peter-Weiss-Haus, Rostock.

    «Viajar»

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=nIi93opSgG0%5D

    Poema: Fernando Pessoa
    Música: Lavoisier

    Viajar! Perder países!
    Ser outro constantemente,
    Por a alma não ter raízes
    De viver de ver somente!

    Não pertencer nem a mim!
    Ir em frente, ir a seguir
    A ausência de ter um fim,
    E da ânsia de o conseguir!

    Viajar assim é viagem.
    Mas faço-o sem ter de meu
    Mais que o sonho da passagem.
    O resto é só terra e céu.

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