
por Luciano Hortencio
Minha boa amiga Mary, que a terra lhe seja leve, veio visitar Fortaleza e gostou tanto que se mudou da cidade maravilhosa para cá, de mala e cuia.
Era uma pessoa muito alegre e divertida, porém tinha a mania de ser saberete. Dava palpite em tudo e queria que sua opinião sempre prevalecesse.
A par disso tinha o costume de dizer que tinha lido de um tudo. De José de Alencar até Saint Exupéry. De Euclides da Cunha até Goethe. E ai de quem desconfiasse dessa verdade absoluta (para ela).
Certa noite, havendo eu tomado uns catiripapos a mais, não aguentei a bazófia da minha amiga. Quando ela estava falando de todos os livros que havia lido eu caí de pau em cima dela:
– Mary, leste “Gotas Amargas”?
– De que autor?
-De Arthur de Carvalho!
-Li e recomendo! (gaitada geral).
P.S.: Hoje é que vi que o nome do medicamento que cura dor de estômago é tão somente Gottas. Sempre o conheci como Gottas Amargas. Acho que esse nome lhe foi dado pelo povo do Ceará.

Joaquim Arthur de Carvalho – criador das Gottas Arthur de Carvalho.

José Arthur de Carvalho, Farmacêutico, cantor e compositor.
Trio Cearense – MACUMBA LÊ LÊ – José Arthur de Carvalho.
De acordo com informações do mestre Nirez, o Trio Cearense era formado por Leda Santiago, José Arthur de Carvalho e Artur Oliveira. O acetato foi gravado em 16 de junho de 1942, no Ideal Clube (praia) em máquina trazida por Orson Welles.
Nosso agradecimento ao Arquivo Nirez.
Ivan de Union
2 de agosto de 2016 1:10 pmTa parecendo o dia que eu
Ta parecendo o dia que eu perguntei meu amigo quando o amigo dele ia chegar. Ele nao sabia que amigo e eu lhe lembrei que ele disse que ia encontrar o Johnny Walker…
Carioca
2 de agosto de 2016 1:50 pmDe carona.
Nessas conversas,
De carona.
Nessas conversas, de futebol a fusão do átomo, que surgem em fila de banco, sabe-se lá em que parte, expressei na minha vez aos presentes que meu livro preferido, à época, era O Processo de Kafka.
Eis que o que estava a minha frente lendo um de Paulo Coelho vira-se e manda:
“Cara, tô fazendo Direito. Esse é bom. Tem de tudo”.
edmorc
2 de agosto de 2016 10:26 pmRemédios antigos
Recentemente foi rediviva pelo delator Sérgio Machado em suas gravações a expressão “não vale um cibazol”. Na verdade, o Cibazol era um pau pra toda obra, vendido em armazéns e vendas. E a expressão popular para dizer que alguém não prestava era: “Fulano não vale um Cibazol derrancado”.