4 de junho de 2026

As Gôttas Amargas de Arthur de Carvalho

 

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por Luciano Hortencio

Minha boa amiga Mary, que a terra lhe seja leve, veio visitar Fortaleza e gostou tanto que se mudou da cidade maravilhosa para cá, de mala e cuia.

Era uma pessoa muito alegre e divertida, porém tinha a mania de ser saberete. Dava palpite em tudo e queria que sua opinião sempre prevalecesse.

A par disso tinha o costume de dizer que tinha lido de um tudo. De José de Alencar até Saint Exupéry. De Euclides da Cunha até Goethe. E ai de quem desconfiasse dessa verdade absoluta (para ela).

Certa noite, havendo eu tomado uns catiripapos a mais, não aguentei a bazófia da minha amiga. Quando ela estava falando de todos os livros que havia lido eu caí de pau em cima dela:

– Mary, leste “Gotas Amargas”?

– De que autor?

-De Arthur de Carvalho!

-Li e recomendo! (gaitada geral).

P.S.:  Hoje é que vi que o nome do medicamento que cura dor de estômago é tão somente Gottas. Sempre o conheci como Gottas Amargas. Acho que esse nome lhe foi dado pelo povo do Ceará.

 

Joaquim Arthur de Carvalho – criador das Gottas Arthur de Carvalho.

 

José Arthur de Carvalho, Farmacêutico, cantor e compositor.

 

 

Trio Cearense – MACUMBA LÊ LÊ – José Arthur de Carvalho.

De acordo com informações do mestre Nirez, o Trio Cearense era formado por Leda Santiago, José Arthur de Carvalho e Artur Oliveira. O acetato foi gravado em 16 de junho de 1942, no Ideal Clube (praia) em máquina trazida por Orson Welles.

Nosso agradecimento ao Arquivo Nirez.

 

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

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3 Comentários
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  1. Ivan de Union

    2 de agosto de 2016 1:10 pm

    Ta parecendo o dia que eu

    Ta parecendo o dia que eu perguntei meu amigo quando o amigo dele ia chegar.  Ele nao sabia que amigo e eu lhe lembrei que ele disse que ia encontrar o Johnny Walker…

  2. Carioca

    2 de agosto de 2016 1:50 pm

    De carona.
    Nessas conversas,

    De carona.

    Nessas conversas, de futebol a fusão do átomo, que surgem em fila de banco, sabe-se lá em que parte, expressei na minha vez aos presentes que meu livro preferido, à época, era O Processo de Kafka.

    Eis que o que estava a minha frente lendo um de Paulo Coelho vira-se e manda:

    “Cara, tô fazendo Direito. Esse é bom. Tem de tudo”.

     

     

  3. edmorc

    2 de agosto de 2016 10:26 pm

    Remédios antigos

    Recentemente foi rediviva pelo delator Sérgio Machado em suas gravações a expressão “não vale um cibazol”. Na verdade, o Cibazol era um pau pra toda obra, vendido em armazéns e vendas. E a expressão popular para dizer que alguém não prestava era: “Fulano não vale um Cibazol derrancado”.

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