Por Luciano Hortencio

Quando a mocidade lhe deixar um dia
Na solidão, sofrendo a nostalgia
Ao relembrar o mal que lhe causou
Serei feliz, porque feliz eu nunca fui na vida
Minh’alma sempre foi desvanecida
Esquecerei o tempo que passou
Quando a formosura lhe abandonar
E a consciência um dia lhe chegar
Roubando todo o seu deslumbramento
Daí então, gargalharei
Porque eu sei sofrer
Nasci assim, portanto hei de morrer
Viver alegre é meu contentamento.
Quem faz o bem, recebe sempre o mal,
Quem neste mundo tem o ideal
De viver sempre a sorrir, há de sofrer,
Jesus também sorrindo, foi martirizado
E no calvário foi crucificado
A suportar a dor e a resistir até morrer
Mas aquele Deus, tão grande e poderoso
Nunca foi no mundo, orgulhoso
Pois morreu contrito a perdoar quem lhe feria
Eu sou diferente no meu coração
Guardo rancor de sua ingratidão
Minh’alma ao relembrar
Jamais perdoaria
Quando a formosura lhe abandonar
E a consciência um dia lhe chegar
Roubando todo o seu deslumbramento
Daí então, gargalharei
Porque eu sei sofrer
Nasci assim, portanto hei de morrer
Viver alegre é meu contentamento.

claudevan melo
26 de maio de 2016 10:43 amPARABENIZO A MEMORIA DO
PARABENIZO A MEMORIA DO PATATI
lucianohortencio
26 de maio de 2016 11:06 amAo Claudevan Melo!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=bQOM0qdiZLA%5D
Nonato Amorim
26 de maio de 2016 11:52 amAb Tenente Lisboa 1506
Na frente dos trilhos da RFFSA, outrora RVC, onde o trem passava a caminho de Sobral/Crateús, tendo saído da Estação João Felipe, brincávamos nesse endereço que era a mercearia do Seu Ananias. À noite batia ponto ao violào o Murieta, Joaquim Murieta (nunca soubemos seu verdadeiro nome). Pois era justamente essa a sua peça de resistência. De tanto ouvi-lo cantar sei toda letra de cór até hoje. E olhe, camarada Hortêncio, meu bom: quase 50 anos se passam daqueles dias. Murieta vivia maltrapilho, era, parece, ex funcionário da ferrovia. Seu mote era: “so tenho medo de morrer rico, pra morrer pobre ja me basta o que tenho”. Grande e bela lembrança, Luciano.
lucianohortencio
26 de maio de 2016 11:57 amAo Nonato Amorim!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=4YyicyrB7PE%5D
Maria Luisa
26 de maio de 2016 1:59 pmA vida é muito curta para ser pequena
Lulu, acordei com o pé esquerdo hoje (apesar de sempre ter sido gauche :), e então depois de varios “tropeços” hoje, compromissos desmarcados, tudo me apoquentando, lembrei da frase acima. Sabe quem a disse ? A bela e divina Maria Lucia Godoy, do alto de seus mais de 90 anos. Ainda pensando nisso, lembrei do que disse Niemeyer, ja centenario, falou sobre a experiência de viver. “A vida é um sopro”. E ai, deixei de me aborrecer, rearrumei a agenda melhor ainda do que estava e andiamo, andiamo!
Quem faz o bem se sente bem.
[video:https://youtu.be/gPVhQDtGlqI%5D
[video:https://youtu.be/PHvijOQt30g%5D
jns
26 de maio de 2016 4:58 pmPedras?
Nóis passa por cima delas, uai?!
[video:https://youtu.be/LJ4VoSvgpMI width:600]
lucianohortencio
26 de maio de 2016 7:40 pmFoi uma pedra que rolou, caro Guru!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=SK2pjCQ8Y3g%5D
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 8:02 pmÉ com esse que eu vou
Karrin Allyson
[video:https://www.youtube.com/watch?v=S7dRR0iADwY align:center]
jns
26 de maio de 2016 8:36 pmBeleza!
Mandou bem, Véim danado!
[video:https://youtu.be/cLehr4oquQs width:600]
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 8:39 pmFoi um rio que passou, caro mestre!
Paulinho da Viola
[video:https://www.youtube.com/watch?v=TeF8W3WMycA align:center]
lucianohortencio
26 de maio de 2016 7:17 pmÀ amiga Maria Luisa!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=xZ86PbQSMDI%5D
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 7:36 pmPra Maria Luisa
Modinha de Sérgio Bittencourt
Olho a rosa na janela,
Sonho um sonho pequenino:
Se eu pudesse ser menino,
Eu roubava essa rosa
E ofertava, todo prosa,
À primeira namorada
e nesse pouco ou quase nada
Eu dizia o meu amor,
O meu amor…
Olho o sol findando lento,
sonho um sonho de adulto:
Minha voz, na voz do vento,
Indo em busca do teu vulto
E o meu verso em pedaços
Só querendo o teu perdão.
Eu me perco nos teus passos
E me encontro na canção.
Ai, amor, eu vou morrer
Buscando o teu amor…
Ai, amor, eu vou morrer
Buscando o teu amor…
(Eu vou morrer de muito amor).
Com Teresa Cristina
[video:https://www.youtube.com/watch?v=CLDvP63yyZU align:center]
Maria Luisa
27 de maio de 2016 10:54 amModinhas para uma menina atemporal
Que linda, Galileo, que coisa mais preciosa. Vou procurar ouvir o disco todo. Um abraço.
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 5:32 pmO que é feito de você?
Cartola
[video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=82&v=-TmdrbOAuuo align:center]
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 5:57 pmContinuando
O que é feito de você
Ó minha mocidade
Ó minha força,
A minha vivacidade?
O que é feito dos meus versos
E do meu violão?
Troquei-os sem sentir
Por um simples bastão
E hoje quando eu passo
A gurizada pasma
Horrorizada como quem
Vê um fantasma
E um esqueleto humano assim vai
Cambaleando quase cai, não cai
Pés inchados, passos em falso
O olhar embaçado
Nenhum amigo ao meu lado
Não há por mim compaixão
A tudo vou assistindo
A ingratidão resistindo
Só sinto falta dos meus versos
Da mocidade e do meu violão.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-TmdrbOAuuo align:center]
lucianohortencio
26 de maio de 2016 7:12 pmAo GalileoGalilei!!!
quatro e dois, seis…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=O12YT3yRvV4%5D
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 7:24 pmAula de Matemática (de Tom Jobim)
Elza Laranjeira (1959)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vQOvztlChs4 align:center]
lucianohortencio
26 de maio de 2016 8:00 pmAo GalileoGalilei!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=IMuLy1ixfgY%5D
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 8:15 pmComeçar de Novo
Gonzalo Rubalcaba e Ivan Lins (2000)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=RRHyVHUiRtk align:center]
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 5:51 pmNelson Cavaquinho
Degraus da Vida
Sei que estou
No último degrau da vida, meu amor
Já estou envelhecido, acabado
Por isso muito eu tenho chorado
Eu não posso esquecer o meu passado
Foram-se meus vinte anos de idade
Já vai muito longe a minha mocidade
Sinto uma lágrima rolar sobre meu rosto
É tão grande o meu desgosto
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5QnTk26hrjQ align:center]
Folhas Secas
Quando eu piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando.
Quando o tempo avisar
Que não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão
Da minha mocidade
Beth Carvalho
[video:https://www.youtube.com/watch?v=elJhK7mNCEs align:center]
Rugas
Se eu for pensar muito na vida
Morro cedo, amor.
Meu peito é forte,
Nele tenho acumulado tanta dor.
As rugas fizeram residência no meu rosto
Não choro pra ninguém
Me ver sofrer de desgosto.
Eu que sempre soube
Esconder a minha mágoa.
Nunca ninguém me viu
Com os olhos rasos d’água.
Finjo-me alegre
Pro meu pranto ninguém ver.
Feliz aquele que sabe sofrer.
Caetano Veloso
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Q8Ceexpm8wk align:center]
Quando eu me chamar saudade
Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
[video:https://www.youtube.com/watch?v=jNNZUFH8R3s align:center]
GalileoGalilei
26 de maio de 2016 5:54 pmZé Keti
O Meu Pecado
Meu pecado foi querer na minha mocidade
Amar muitas mulheres
O tempo já passou
Eu sinto saudade
O meu pecado foi passar noites em serestas
E bebendo por aí
Pela cidade
Nem com dinheiro as mulheres
Já não me desejam mais
Ah, se eu soubesse
Voltaria ao meu tempo de rapaz
O meu pecado foi querer na minha mocidade
Amar muitas mulheres
O tempo já passou
Eu sinto saudade
O meu pecado foi passar noites em serestas
E bebendo por aí
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-eqbHwxhO0Y align:center]
Zuraya
26 de maio de 2016 6:18 pmNa noite terrível, substância natural de todas as noites,
Fernando Pessoa
Álvaro de Campos
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites, Relembro, velando em modorra incómoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver…
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida…
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos.
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p’ra mim.
11-5-1928
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). – 34.
lucianohortencio
26 de maio de 2016 7:19 pmPara Zuraya!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=p01GYvODxq8%5D
Zuraya
27 de maio de 2016 12:49 amCaco Velho
Obrigado Luciano!
Hoje eu sou esse…
lucianohortencio
27 de maio de 2016 8:53 amSomos Dois, amigo Zuraya!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=QJqEnQ7qA-k%5D