De fato que desde a fraude eleitoral de 2014, em que a Presidente Dilma, induzida pelo marqueteiro dos milhões de dólares que pagará com alguns anos de cadeia o mal que fez à nação que, para desconstruir a candidatura MARINA e a proposta do PSB de um governo de coalizão fez a campanha mais mesquinha que um partido de esquerda poderia fazer, com isso, ela perdeu as condições de credibilidade para a governabilidade.
Depois daquela campanha eleitoral, que inviabilizou a interlocução com a parte saudável da política brasileira, somente restava ao PT para governar confiar no que há de pior do PMDB, de Michel Temer, em Kassab, Jucá, Renan, Barbalho, Maluf, nos evangélicos, na bancada ruralista de Kátia Abreu e na maioria fisiológica, era uma aventura que, como se vê, destinada ao fracasso.
Aliás, desde 2013, Eduardo Campos-PSB, na formulação de uma sonhada TERCEIRA VIA, já diagnosticava que qualquer eleito em 2014, não teria condições de governabilidade senão com um Programa de ´Governo de Transição´ em que PT, PSDB e parte do PMDB, mais PSB e PC do B teriam que constituir um núcleo parlamentar sustentável, em que os fisiológicos sempre se atrelam, para promover as mudanças institucionais que o Brasil reclama e que LULA-PT, negligenciaram.
Neste portal, me referi diversas vezes a essa realidade política: a polarização PT x PSDB somente interessava aos dois principais partidos com chances de ganhar eleições, mas que, isoladamente, nenhum deles conseguiria construir uma maioiria sólida sem se submeter ao que há de pior: o velho PMDB de Temer, Renan, Jucá, Sarney, Lobão e Barbalho.
Mas, afinal, quem são os ´representantes do povo´ que desejam cassar a os 54 milhões de votos da Presidente DILMA?
A grande questão para os cientistas políticos, no futuro breve, será compreender como pode se consolidar sob a condução política do PT e seu equivocado projeto de Poder a qualquer custo, a destruição de quaisquer alternativa centro esquerdista e a elevação do status de proeminentes nacionais, a tantos políticos medíocres, compondo o pior congresso e o pior ministério dos tempos modernos.
Estamos condenados à submissão à essa expressiva maioria da direita carcomida, ignara, reacionária que assistimos na votação da Câmara?
De início, vejamos como se deu a eleição destes ´representantes do povo´, a maioria deles beneficiária de alianças regionais que o PT estimulou.
Eleitos pelo povo?
http://www.migalhas.com.br/Pilulas/237842
terça-feira, 19 de abril de 2016
Como se viu, ao vivo e a cores, a maioria dos parlamentares na votação do impeachment, de um lado e de outro, o faziam “pela mãe”, “pela tia”, “pela avó”, “pelos filhos” etc. Raros foram os que se lembraram de seus eleitores nos segundos de fama que a televisão lhes proporcionou.
E você sabe por que? Porque eles não têm compromisso com o eleitor.
A constatação que se faz, matematicamente, é que a maioria não foi sufragada puramente pela soberania popular. Estão ali graças ao coeficiente eleitoral; alguns com votação pífia.
Você sabia, migalheiro, que apenas 36, dos 513 deputados, 7% apenas, obtiveram votação suficiente para se eleger? Sim, 477 vieram carregados por votações de outros. Isso explica, em grande parte, a dissociação com o povo.
Eleitos pelo partido
No DF e nos Estados do AC, AL, AP, ES, MA, MT, PI, RN, RR, RS e TO nenhum dos empossados em 2015 amealhou votos necessários para obter, sozinho, o coeficiente eleitoral.
Manda quem é suplente, obedece quem é titular
Em muitos casos, o dono (pecuniariamente falando) da cadeira, além de não entrar pelo coeficiente, também não foi o mais votado.
De modo que foi a “isca” quem tomou posse. Mas, no momento seguinte, aquele que fisgou o eleitor se licencia para que o patrão, com votos que não enchem um embornal, assuma a cadeira.
Não sem motivo, muitos ao microfone falaram que o suplente “fulano de tal” também votaria no mesmo sentido. E não se está falando aqui dos Tiriricas da vida, porque isso é ponto fora da curva.
O engendramento é mais suave: colocam-se vários candidatos que carreiam votos. Não poucos e nem muitos votos, tão somente o suficiente para que, somados, obtenha-se o coeficiente.
Profissões antigas
Se estão dissociados da vontade popular, o que fazem esses parlamentares? Há algumas pistas.
Uma reportagem d’O Globo de hoje conta que nas festas que se seguiram depois do impeachment na Câmara, alguns deputados, que tinham reverenciado a família ao microfone, compartilhavam no WhatsApp, jubilosos, fotos nuas de suas amantes (teriam o apanágio da exclusividade?), tendo ao fundo a imagem da televisão com o próprio parlamentar votando.
São estes alguns de nossos representantes. E durma-se com um nude destes.
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