Jornal GGN – Ao acolher um habeas corpus apresentado pela defesa de Lula em novembro de 2020 e anular, nesta segunda (8), quatro ações penais que tramitaram na 13ª Vara Federal de Curitiba contra o ex-presidente, o ministro Edson Fachin livrou o ex-juiz Sergio Moro do julgamento da ação que questiona sua suspeição no Supremo Tribunal Federal.
Fachin anulou os casos triplex, sítio de Atibaia e outros dois ligados ao Instituto Lula e, com isso, Lula pode se tornar elegível novamente. Em contrapartida, o ministro, relator da Lava Jato no STF, declarou prejudicados exatamente 10 habeas corpus e 4 reclamações apresentadas pela defesa de Lula nos últimos anos. A informação foi confirmada pelo próprio Supremo.
“Em razão da decisão, o ministro Fachin declarou a perda do objeto de 10 habeas corpus e de quatro reclamações apresentadas pela defesa do ex-presidente, entre eles a ação em que questiona a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que era titular da 13ª Vara de Curitiba”, diz nota emitida pela assessoria do STF na tarde desta segunda (8).
O julgamento da suspeição ocorre na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, e está parado por um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. Fachin e a ministra Carmen Lúcia já votaram contra a ação. Mas as mensagens de Telegram reveladas pela Operação Spoofing vinham com forte potencial para virar o jogo em favor de Lula.
REPERCUSSÃO
No Twitter, o presidente da Câmara, Arthur Lira, postou a seguinte mensagem: “Minha maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!”
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