Lista de Livros: Príncipe Caspian (As Crônicas de Nárnia) – C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
ISBN: 978-85-7827-069-8
Opinião: bom
Páginas: 107

“O anão era muito eficiente (existem anões maus, é verdade, mas não conheço nenhum que seja bobo).”
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“Não diga besteira, Nikabrik! – disse Caça-trufas. – Vocês, anões, são tão esquecidos e inconstantes quanto os humanos. Eu, não, sou um bicho; mais que isso, sou um texugo, e os texugos sabem o que querem.”
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“Seus presentes eram preciosos: cotas de malha, elmos e espadas para Caspian, Trumpkin e Nikabrik. Também quiseram dar o mesmo ao texugo, mas este disse que era bicho, e bicho que não soubesse defender-se com as patas e os dentes não tinha o direito de viver.”
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“– É o momento oportuno – respondeu o centauro. – Eu observo os céus, texugo, porque compete a mim vigiar, como a você compete não esquecer.”
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“– Os que fogem primeiro nem sempre são os que haverão de fugir no final – disse o centauro.”
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“– Não sei por que é difícil de acreditar, se você acredita em magia – disse Lúcia. – Não há tantos casos em que por magia as pessoas são chamadas a sair de um lugar… até a passar de um mundo para o outro? Nas Mil e uma noites, quando o mago conjura o gênio, ele tem de aparecer. Foi mais ou menos o que aconteceu conosco.
– Exato – concordou Pedro. – Mas o que faz isso aparecer tão estranho, é que nas histórias, é sempre alguém do nosso mundo que faz o chamado… E ninguém realmente pára pra pensar de onde vem o gênio.
– E agora podemos compreender como o gênio se sente – disse Edmundo, com uma gargalhada. – Caramba! Não é muito agradável saber que podemos estar à mercê de um assovio. Ainda é pior do que ser escravo do telefone, como papai se queixa tanto.”
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“Não tardou que adormecessem todos, menos Lúcia. Como não estava tão cansada quanto os outros, não conseguiu arranjar uma posição cômoda. Além disso, tinha-se esquecido de que todos os anões roncam. Sabia que para adormecer não há nada como deixar de se esforçar para isso; assim, abriu os olhos.”
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“– Desta vez, Su, o N.C.A. saiu vencedor! – disse Pedro, com um sorriso amarelo. Porque até ele ficara um tanto abalado com a aventura.
– Atirei tarde demais – justificou-se Susana muito embaraçada. – Tive medo que fosse um daqueles ursos… sabe?… um daqueles que falam.
A verdade é que ela tinha horror a matar, fosse o que fosse.
– Pois aí é que esta o problema! – Concordou Trumpkin. Os animais, na sua maioria, ficaram mudos e tornaram-se inimigos. Nunca se sabe de que gênero são; se a gente espera, pode ser tarde demais.
– Coitado do urso! – murmurou Susana. – Acha que ele era dos maus?
– Claro que sim! – disse o anão. – Vi bem o focinho dele e ouvi seu rosnado. Ele queria uma garotinha para o café da manhã. (…)
Quando se sentaram, Lúcia disse:
– Sabe, Su, acaba de me ocorrer uma ideia terrível.
– O que foi?
– Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?”
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