5 de junho de 2026

Mais de 52 mil pessoas foram atingidas por conflitos rurais em SP, diz relatório

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Foto: Cícero R. C. Omena

Jornal GGN – Levantamento realizado pelo Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo mostra que mais de 52 mil pessoas foram vítimas de situações de conflito no campo somente no estado de São Paulo, entre 2014 e 2015.

O relatório tem o apoio de entidades como o Centro de Estudos Migratórios, do Centro de Estudos Rurais (Ceres) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Fundação Rosa Luxemburgo e da Comissão Pastoral da Terra. Neste sábado (13), o seminário “Lutas Sociais Hoje e a Questão Agrária” irá apresentar os resultados da pesquisa, no auditório do Sindicato dos Bancários.
 
Foram analisados casos noticiados pela imprensa, registrados por órgãos públicos e também situações em atividades de acompanhamento. 174 episódios de conflitos foram documentados nos dois anos analisados. O grupo com mais notificações (36.558) foi o de assentados, acampados e agricultores familiares, seguido pelo de assalariados rurais (16.430) e de populações tradicionais (6.768).
 
O estudo também classificou as regiões do estado de São Paulo em que eles mais ocorrem, e os os tipos de conflitos mais comuns, como atos e manifestações; destruição de benfeitoria ou patrimônio; divergências com grupos empresariais; divergência com órgãos oficiais; expulsão, despejo ou desapropriação; ocupação de propriedade; proibição para uso tradicional do território; questões trabalhistas e violência contra a pessoa e a comunidades.
 
Para os realizadores do relatório, apesar do meio rural paulista ser considerado avançado, existem muitas situações de exploração e desigualdade social. 
 
“O desenvolvimento levado à cabo no campo paulista acaba por criar novas formas de produção e, consequentemente, recria antigas práticas de exploração com características modernas”, afirma Gabriel Teixeira, integrante do Observatório. 
 
Ele aponta o avanço da exploração mineral e a expansão da especulação imobiliária em áreas com atrativos naturais como geradoras de conflitos entre as comunidades e os representantes de tais empreendimentos. 
 
Também são apontados conflitos envolvendos pequenos agricultores e assalariados rurais no contexto do agronegócio, sobretudo da cana-de-açúcar e da laranja.
 
“[Em São Paulo,] se amplia o papel da especulação imobiliária, particularmente da construção civil, que junto com o agronegócio e com as atividades petrolíferas e do setor de mineração, impõe mais intensidade ao processo de concentração de terras”, afirma texto assinado pela direção estadual de São Paulo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
 
Saiba mais na página do Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo no Facebook.
 
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1 Comentário
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  1. ze sergio

    12 de maio de 2017 8:42 pm

    mais….

    Gestapo Ideológica isto não é nem 1% dos atingidos por conflitos urbanos em SP.  Mas para a Esquerdopatia Tupiniquim não interessam as vitimas, interessa é o local e o factóide.  

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