
Por Weden
O juiz Sérgio Moro está já não esconde o gosto pelas parcerias poderosas. Como se não bastasse participar de evento e ser fotografado ao lado de um possível candidato a prefeito, no Instituto Lide, agora usa o palco montado pela Associação Nacional dos Editores de Revista para dizer o que a plateia queria ouvir: acusa de ameaça à liberdade de expressão a recém sancionada Lei de direito de resposta – aquela mesma que visa proteger pessoas simples como as do caso Escola Base.
Não precisa lembrar que por lá defendeu ainda uma espécie de parceria jurídico-midiática, sem se importunar com o fato de que empresa de mídia é empresa antes de tudo. Seria mais ou menos como defender uma parceria com a Coca -Cola para passar o Brasil a limpo.
O problema é que, com relação ao direito de resposta, Sérgio Moro, hà poucos meses, parecia pensar diferente.
Processou o blog “Limpinho e Cheiroso” por “calúnia e difamação”. Curiosamente, sequer a nota era originalmente do site. Contra blogs, sem recursos, vale a lei. Contra empresários endinheirados, é ameaça à liberdade. Mesmo que as vítimas não tenham o poder de que ele desfruta. Senso de justiça é outra coisa…
E mais: não bastasse o uso do seu poder privilegiado para constranger um pequeno blogueiro, lançou ameaças a esmo contra outros blogs críticos de sua atuação no Laja Jato, numa clara tentativa de intimidação.
Lamentável figura da justça brasileira, que se nutre dos elogios interessados de grupos milionários. De qualquer maneira, para a história legítima do judiciário, o certo é que Sérgio Moro conseguirá, no máximo, ver seu nome citado numa nota de rodapé sobre a Era dos Juízes Midáticos.
Antonia Cruz
24 de novembro de 2015 1:09 pmO Sérgio Moro, pode ser
O Sérgio Moro, pode ser comparado ao Protógenes Queiroz, quando protagonizou a Operação Satiagraha. Protógenes foi eleito pela mídia como justiceiro, mas, a própria mídia se encumbiu de o esmagar e o levando do céu ao inferno em questão de pouquíssimo tempo.
Com Moro não será diferente, basta que o Moro seja obrigado a mexer no ninho de vespa que é a midiática, que logo será jogado na sarjeta. É tudo uma questão de tempo e saber esperar, e tempo é o que não nos falta.
Arthemisia
25 de novembro de 2015 9:46 amTem uma diferença preocupante
Tem uma diferença preocupante entre os dois: Protógenes caiu para a esquerda. Por isso não creio que Moro terá o mesmo destino. Ele sempre será alguém do establishment.
Henrique Finco
25 de novembro de 2015 10:08 amQue mídia?
A globo, abril et ali demonizaram o Prógenes, Antonia…É só pegar o que estes “órgãos” (de quê? de quem?) publicaram na época….
Severino Januário
25 de novembro de 2015 9:52 amIndagações simples são as
Indagações simples são as necessárias para que brasileiros acordem e vejam a grande porta da frente de sua casa arrombada. A quem pertence a mídia à qual o juiz Moro quer dar o direito de agir livremente para destruir inimigos sem que sofra o devido contra-ataque, quando passar de certos limites estabelecidos? Um contra-ataque proporcionado pelo princípio do equilíbrio democrático através da lei do direito de resposta? Pois aquela mídia pertence à Oposição. Então, temos aí um juiz confessadamente oposicionista, pessedebista, tucano até à alma, em atos, pensa,mentos, palavras, atitudes e obras. E vejam que neste mundo também restam tucanos de boa índole, o que não vem ao caso.
serralheiro 70
25 de novembro de 2015 10:00 amjustiça e civitas
moro repete demostenes na maior cara de pau
silvahenrique
25 de novembro de 2015 10:07 amThis comment has been deleted.
Marcelo Bretas
25 de novembro de 2015 10:20 amMisturando alhos…
Leia o texto novamente verá que está criticando uma coisa pensando em outra. Os empresários em questão são os da mídia. Os empresários que indicas pertencem a outro método do justiceiro do Paraná. Que é ao inves de prender o executivo ele quer acabar com a empresa , gerando desemprego e fortes conseguências a economia do pais.
Arthemisia
25 de novembro de 2015 10:20 amAcho que ele está se
Acho que ele está se referindo aos empresários da mídia.
Ugo
25 de novembro de 2015 10:25 amparece, mas é troll
Testa da cavolo.
Edi Passos
25 de novembro de 2015 10:36 amTem certeza
que você leu o texto? Vamos, tente outra vez…
Juliano Santos
25 de novembro de 2015 3:30 pmO Moro é um pouco mais
O Moro é um pouco mais sofisticado do que essa dicotomia simplista. Se for o caso de prender um grande empresário, em sua busca ao Santo Graal, melhor ainda. Ganha muitos pontos em sua imagem de “perseguidor implacável aos corruptos”, que não poupa nem um Marcelo Odebretch.
Só que aqui na blogosfera, é possível ver os tons de cinza. O Nassif já mostrou como e porque o Moro é seletivo em sua cruzada moralista. Seu jogo fica cada vez mais claro, mas é preciso um pouco mais de paciência intelectual para entendê-lo por detrás dos lugares comuns, tipo “prendeu um milionário”. Para quem, quer existe material farto aqui no Nassif e em outros blogs
AR
25 de novembro de 2015 10:07 amExcelente
Weden, você poderia escrever mais vezes.
Mentalidades jovens como a sua serve pars arejado o site que às vezes fica mofado.
Parabéns por mais esse texto.
Henrique Finco
25 de novembro de 2015 10:11 am77 mil razões
Não é este juiz que ganha 77 mil reais em um mês? É muita moral….!
Marcos Carvalho
25 de novembro de 2015 10:19 amSó pra ilustrar o texto.
Under_Siege
25 de novembro de 2015 10:23 ammentes honestas como as que dominam a lava-jato
PRECISAM do fascismo, precisam da DITADURA. Simples. Agem ao arrepio da lei, são partidários.
A quem seus atos interessam?
Passa da hora de dar uma estudada a fundo nesta trupe. CNJ?
Ou o país não escapará…
Lamentável!
🙁
jasantos
25 de novembro de 2015 10:45 amambições politicas
No fundo no fundo o que o juiz tem são ambiçoes politicas. A direita não tem candidatos viaveis.
Ela precisa algum jovem, bem formado, com fama de durão e que sabe se expressar (vejam o caso Argentina, uruguai, Mexico e Venezuela).
Quando isso vai ocorrer não sei. Há também um questão de timing.
O Barbosa teve o seu tempo, não apoveitou ou não quis aporveitar. Moro me parece mais decidido.
Veremos se estou certo.
Marco Vitis
25 de novembro de 2015 10:55 amMoro – adora camisas pretas
Pelo que eu pude entender, na reunião com as empresas de comunicação, Sérgio Moro:
(1) foi contra a Lei de Direito de Resposta
(2) foi a favor dos vazamentos da Lava Jato (que são seletivos)
Portanto, se alguém tinha alguma dúvida sobre o caráter desse elemento…
Ronaldo Souza
25 de novembro de 2015 11:09 amMoro não é mais uma brasa, mora!
Quem viveu a Jovem Guarda ou quem já leu sobre ela conhece uma expressão que se usava muito à época:
“Roberto Carlos é uma brasa, mora!”
Significava que Roberto Carlos ou qualquer outro citado na frase era o cara.
Seja uma brasa ou o cara, o grande sonho de consumo atualmente é a notoriedade.
Todos querem ter.
Ninguém parece escapar.
A aula não parece ser mais o grande objetivo de alguns professores, a notoriedade sim.
O que certamente traz grandes prejuízos à sociedade.
E não parecem ser poucas as salas de aula que se transformam em palcos.
Quando esse sentimento chega ao Judiciário passa a ser altamente preocupante.
A vaidade é o grande lastro da busca pela notoriedade.
Ninguém mais do que a imprensa sabe disso.
Justiça se faça, por exemplo, a Gilmar Mendes.
Não parece padecer desse mal.
Observe como ele transita, e muito bem, pelos labirintos da mídia, mas com uma certa naturalidade.
O que o move não é isso.
É outra coisa.
Por outro lado, observe o que a mídia fez com o ex-Ministro do STF, Joaquim Barbosa.
Identificou sem dificuldade na vaidade a sua vulnerabilidade.
E dessa festa também participou o PSDB, afinal conferiu-lhe o Grande Colar, o mais alto dos quatro graus da Medalha da Inconfidência, a maior comenda do estado de Minas Gerais.
Mas, sem dúvida, aquela que manteve por mais tempo acesos os holofotes do palco foi a medalha que recebeu da Globo como o homem do ano 2013.
Onde está Joaquim Barbosa?
A facilidade na identificação da vulnerabilidade do juiz Sérgio Moro foi ainda maior.
É possível que a sua juventude tenha contribuído para isso.
Os jovens costumam ter alicerces menos consistentes.
Natural.
No entanto, fatos recentes parecem querer mostrar que os 15 minutos de fama do juiz Moro serão mais fugazes do que os do ex-ministro Barbosa.
A presença do juiz Moro em um fórum da ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas, ocorrido em São Paulo, não seria a coisa mais compatível e recomendável a um juiz envolvido em vazamentos seletivos para as revistas que organizaram o evento.
Ainda mais agora que a acusação de vazamentos seletivos está mais confirmada do que nunca, haja vista que o próprio juiz confessa a sua existência, numa atitude estranha que lhe pareceu ser um bom momento para se justificar, mas que foi uma grande tolice (o que faz duvidar da sua inteligência).
O que antes era do conhecimento de poucos agora é do conhecimento de todos; o juiz confessou que os vazamentos seletivos existem sim.
Entretanto, além das falas proferidas por sua excelência, quando verdadeiros absurdos foram ditos, talvez o que mais chamou a atenção foi o desinteresse pela sua participação.
Impensável até pouco tempo, o auditório estava vazio.
Egos inflados apresentam enorme dificuldade para aceitar algumas coisas.
Um auditório vazio a essa altura da vida do juiz Moro deve ser uma forte pancada no seu ego, mas também e principalmente pode representar um golpe fatal ao seu projeto.
Mas não tenhamos ilusões.
Isso o torna mais perigoso ainda.
Há de se ter cuidado com uma fera ferida.
E no ponto onde mais dói.
Fábio de Oliveira Ribeiro
25 de novembro de 2015 11:45 amSou do tempo que juiz se
Sou do tempo que juiz se limitava a cumprir sua obrigação funcional: julgar réus nos processos com base nas provas existentes nos autos.
Mas então um presidente do STF resolveu avacalhar. Deu entrevista considerando ilegal a prisão de um banqueiro antes de receber o HC do mesmo. Depois chamou o presidente da república às falas por causa de um suposto granpo cujo áudio nunca viu a público. GM também ganhou um bom dinheiro firmando contratos entre o STF que presidia e seu instituto jurídico privado, um caso evidente de conduta desonrosa que deveria acarretar sua expulsão da magistratura.
Não demorou para que o STF se transformasse num circo de horrores. Primeiro julgou os réus do Mensalão do PT (todos, inclusive os que não tinham foro privilegiado) com base em suspeitas, suposições, literatura, ausência de prova da inocência e teorias alemãs distorcidas. Depois se recusou a julgar o Mensalão Tucano em relação aos cidadãos que não tinham foro privilegiado abrindo assim a porteira para o besteirol judiciário generalizado.
A conduta execrável de Sérgio Moro, juizinho de primeira instância que julga tudo e todos nas TVs e nos jornais, é o sintoma de uma grave doença que aflige todo o Judiciário brasileiro. Os que deveriam dar exemplo – os Desembargadores dos TJs e TRFs e os Ministros dos Tribunais em Brasília – se empenham muito para devorar canapés caríssimos, em se apropriar de dinheiro público de maneira mais ou menos ilegal, em vender sentenças a traficantes e, é claro, em cativar e ser cativados pelos jornalistas.
Os processos são demorados, caros e duvidosos? Fodam-se os cidadãos comuns. Os juízes brasileiros tem outras prioridades, eles querem mais é rosetar com o dinheiro público. Querem receber altos salários e benefícios suculentos para poder ir comprar ternos novos em Miami ou Paris.
Na França e na Rússia as revoluções ocorreram quando os palácios dos reis foram invadidos. No Brasil a revolução ocorrerá quando o povo invadir os Tribunais para acabar com a putaria dos juízes?
Vitor Sorenzi
25 de novembro de 2015 11:54 amDeuses podem!
Deuses podem!
Anna Dutra
25 de novembro de 2015 11:16 pmClap, Clap, Clap!
Não resisto: aplausos, muitos, ao Fábio.
matuto
25 de novembro de 2015 1:38 pmOtimista
Moro sabe de tudo. É consciente de seu tamanho e atua como um ator ludibriando o PSDB. Logo dará um golpe final envolvendo todos os que se acham salvaguardados.
VAI ROY ROGERS !!!!
Nandex
25 de novembro de 2015 2:42 pmA lei não é contrária a
A lei não é contrária a liberdade de expressão, muito pelo contrário! Não está impedindo que alguém se expresse, mas está possibilitando que todos possam se expressar! Até o excluidos por aqueles que se expressam abertamente sem nenhum tipo de responsabilidade por aquilo que estão a expressar sobre os outros, buscando benefício individual. É totalmente a favor da liberdade de expressão, mas também é a favor da responsabilidade pela liberdade de expressão! Isso é democracia! Bem vindo a nova era!
Juliano Santos
25 de novembro de 2015 3:19 pmShow de bola, Weden. Não
Show de bola, Weden. Não resta nenhuma dúvida, o Moro é inimigo nosso, daqueles que defendem os blogs, porque querem uma comunicação livre da ditadura do pig. Ele é um juiz que escolheu um lado. A blogosfera em sua luta pela democracia deve denunciar esse sujeito de todas as formas. Um ditador facista, um coxinha com poder
Guilherm.e Scalzilli
25 de novembro de 2015 5:41 pmDireito de querer
Direito de Querer
A aprovação da Lei do Direito de Resposta é uma vitória da esquerda brasileira e do governo federal. O tão criticado veto de Dilma Rousseff constitui aspecto menor da medida e não prejudica a sua aplicação. Pode mesmo ter o efeito de viabilizá-la, por exemplo, em períodos eleitorais.
As fragilidades do projeto independem dessas minúcias. Desde os trâmites iniciais venho alertando para o incômodo componente subjetivo do texto, quiçá inevitável, que termina condicionando sua eficácia ao escrutínio dos nobres magistrados. Quando tais limites ficarem claros, todos perceberão que o tal veto fazia pouca diferença. Imaginemos a manchete de um diário qualquer: “Segundo revista, delator diz que Lula roubou”. Se ficar provado que o informante não acusou Lula, o espírito da lei obrigaria o jornal a exibir uma correção em título do mesmo tamanho e na mesma página do primeiro. Afinal, ainda que a manchete fosse aparentemente verdadeira (a revista disse), ela ajudou a divulgar uma mentira danosa à imagem da vítima. Mas dificilmente essa obviedade será reconhecida pelo Judiciário. Nas cortes partidarizadas, sob o peso do poder midiático, prevalecerá a tese de que o jornal apenas reportou um fato e não pode ser punido pelo erro alheio. Basta haver um panfleto fascista provendo os veículos de calúnias, e elas serão reproduzidas em seu nome. Apesar da evidente contribuição para o amadurecimento da democracia, o Direito de Resposta é importante pela simbologia que carrega. Tira o campo jornalístico da torre de marfim supra-institucional e mostra que, pelo menos em tese, as empresas de comunicação estão sujeitas a algum controle da sociedade. E, acima de tudo, coloca no centro das atenções os verdadeiros responsáveis pelaimpunidade da mídia criminosa. http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/
j.marcelo
25 de novembro de 2015 10:13 pmESTAS OPINIÕES ME
ESTAS OPINIÕES ME ENRIQUECEM
VALEU GALERA SINCERA E CORRETA
O PAÍS PRECISA DE PESSOAS IGUAIS A VCS
VAMOS JUNTOS NESSA LUTA,VAALEU!!!