4 de junho de 2026

A oposição, o TCU e o fim do mundo

A imprensa brasileira noticia a rejeição das contas de Dilma Rousseff pelo TCU como se isto fosse o início do fim do governo petista. Mentira. As decisões do TCU não tem caráter vinculativo e podem ser juridicamente questionadas quando proferidas por pessoas suspeitas de corrupção.  

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A imprensa internacional noticiou que, segundo uma seita cristã, o mundo acabaria na quarta-feira http://sputniknews.com/world/20151008/1028184036/Bucket-List-End-World.html . Verdade. O mundo não acabou.

A crença no fim do mundo, porém, não vai acabar só porque o mundo não findou. Como toda crença, esta também renasce cada vez que uma previsão é frustrada. As crenças não são alimentadas por fatos, observações científicas e racionalidade e sim por fabulação, ansiedade, loucura e ignorância científica.

O mesmo se pode dizer da crença no fim do governo Dilma Rousseff. Num Estado de Direito nenhum mandato presidencial é eterno. O mandato do presidente brasileiro tem termo inicial e final. No dia em que a presidenta colocar a faixa presidencial no peito do próximo presidente eleito, a oposição e a imprensa terão que deixar de acreditar no fim do governo Dilma Rousseff.

A credulidade dos membros da oposição guarda certa semelhança com a dos cristãos que ficaram frustrados porque o mundo não findou. Um ano de governo Dilma Rousseff e tudo o que eles ofereceram aos brasileiros foi o espetáculo de sua previsão frustrada. Eles queriam impedir a diplomação de Dilma Rousseff e não conseguiram. Tentaram empossar o candidato derrotado e também não conseguiram. Querem o Impedimento da presidenta e apresentam um motivo anterior ao seu novo mandato. Tudo indica que eles usarão a decisão do TCU para sofrer mais uma derrota.

O tempo passa, o povo segue se beneficiando das políticas inclusivas e das obras governamentais. Quando a nova eleição começar o que a oposição terá a oferecer ao Brasil? Nada além da crença na derrota de Lula. Depois que o “sapo barbudo” foi empossado, a oposição voltará a crer na possibilidade de abreviar o mandato dele.

Nada indica que o mundo acabará por causa da crença no seu fim. A crença no fim de um mandato presidencial não é e nunca será uma alternativa de governo diferente e/ou melhor do que aquele que, mal ou bem, tem contentado a maioria dos eleitores brasileiros. A frustração gerada pela não realização da crença raramente consegue libertar um crédulo das garras da fabulação. As crenças produzem ilusão de auto-realização e, de certa maneira, garantem conforto intelectual e segurança emocional às pessoas que não gostam de encarar fatos desagradáveis. Não há inocência na credulidade. Há apenas incapacidade de agir, impotência intelectual e, sobretudo, covardia moral. 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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