A imprensa brasileira noticia a rejeição das contas de Dilma Rousseff pelo TCU como se isto fosse o início do fim do governo petista. Mentira. As decisões do TCU não tem caráter vinculativo e podem ser juridicamente questionadas quando proferidas por pessoas suspeitas de corrupção.
A imprensa internacional noticiou que, segundo uma seita cristã, o mundo acabaria na quarta-feira http://sputniknews.com/world/20151008/1028184036/Bucket-List-End-World.html . Verdade. O mundo não acabou.
A crença no fim do mundo, porém, não vai acabar só porque o mundo não findou. Como toda crença, esta também renasce cada vez que uma previsão é frustrada. As crenças não são alimentadas por fatos, observações científicas e racionalidade e sim por fabulação, ansiedade, loucura e ignorância científica.
O mesmo se pode dizer da crença no fim do governo Dilma Rousseff. Num Estado de Direito nenhum mandato presidencial é eterno. O mandato do presidente brasileiro tem termo inicial e final. No dia em que a presidenta colocar a faixa presidencial no peito do próximo presidente eleito, a oposição e a imprensa terão que deixar de acreditar no fim do governo Dilma Rousseff.
A credulidade dos membros da oposição guarda certa semelhança com a dos cristãos que ficaram frustrados porque o mundo não findou. Um ano de governo Dilma Rousseff e tudo o que eles ofereceram aos brasileiros foi o espetáculo de sua previsão frustrada. Eles queriam impedir a diplomação de Dilma Rousseff e não conseguiram. Tentaram empossar o candidato derrotado e também não conseguiram. Querem o Impedimento da presidenta e apresentam um motivo anterior ao seu novo mandato. Tudo indica que eles usarão a decisão do TCU para sofrer mais uma derrota.
O tempo passa, o povo segue se beneficiando das políticas inclusivas e das obras governamentais. Quando a nova eleição começar o que a oposição terá a oferecer ao Brasil? Nada além da crença na derrota de Lula. Depois que o “sapo barbudo” foi empossado, a oposição voltará a crer na possibilidade de abreviar o mandato dele.
Nada indica que o mundo acabará por causa da crença no seu fim. A crença no fim de um mandato presidencial não é e nunca será uma alternativa de governo diferente e/ou melhor do que aquele que, mal ou bem, tem contentado a maioria dos eleitores brasileiros. A frustração gerada pela não realização da crença raramente consegue libertar um crédulo das garras da fabulação. As crenças produzem ilusão de auto-realização e, de certa maneira, garantem conforto intelectual e segurança emocional às pessoas que não gostam de encarar fatos desagradáveis. Não há inocência na credulidade. Há apenas incapacidade de agir, impotência intelectual e, sobretudo, covardia moral.
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