4 de junho de 2026

Cai de 41% para 31% percentual dos que acham que economia vai piorar

Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN – É destaque de capa na edição da Folha de S. Paulo dessa terça (2) a pesquisa Datafolha que aferiu a expectativa do brasileiro em relação a economia. O principal resultado divulgado pelo jornal é a queda no índice dos que acham que o setor ainda vai piorar, de 41% para 31%. Outros 35% (antes eram 27%) acham que tudo vai ficar como está, enquanto a parcela dos que acreditam que vai haver uma melhora subiu, mas dentro da margem de erro de 2 pontos: de 28% para 31%.
 
A pesquisa foi encerrada na véspera da greve geral do dia 28 de abril, contra as reformas trabalhista e da previdência, projetos encampados pelo governo Temer.
 
O mesmo estudo apontou que Temer é rejeitado por 61% da população, outros 71% discordam da reforma da Previdência e mais 58% acham que a reforma trabalhista vai tirar direitos dos trabalhadores em benefícios dos empregadores.
 
Quando a pergunta é feita de maneira personalista, ou seja, tenta descobrir qual a expectativa do entrevista quanto à sua situação particular, 45% disseram que esperam melhora na vida econômica (antes eram 37%), 18% acham que vai piorar (ante 27%) e 34% continam achando que nada vai mudar. 
 
Também caiu de 66% para 56% a soma dos que acham que a inflação vai aumentar, e de 59% para 44% os que acreditam que o poder de compra do salário será reduzido ainda mais.
 
VERGONHA
 
Datafolha também apontou que nunca antes na história da pesquisa, tantos brasileiros afirmaram sentir vergonha do País. Hoje, são 34%, antes 9% que disseram o mesmo em 2010. Ainda caiu e 67% para 63% a taxa dos que se sentem mais orgulhosos do que envergonhados – menor taxa da série histórica. E despendou 7 pontos o número dos que acham que morar no Brasil é bom ou ótimo, ficando no patamar dos 54%.
 
MULHERES
 
O estudo ainda mostrou que as mulheres têm ainda menos expectativas boas em relação ao governo Temer. Por exemplo: elas esperam mais inflação (60% das mulheres contra 52% dos homens), mais desemprego (61% a 53%) e menor poder de compra do salário (47% a 42%).
 
Datafolha ouviu 2.781 pessoas em 172 municípios, entre 26 e 27 de abril.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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10 Comentários
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  1. Jaide

    2 de maio de 2017 1:43 pm

    Alto o percentual dos que

    Alto o percentual dos que esperam mais inflação,  mais desemprego e menor poder de compra dos salários. 

    Mesmo assim, baixou muito o percentual dos que acham quea economia vai piorar.

    Isso faz sentido?

  2. Marcos Antônio

    2 de maio de 2017 1:56 pm

    Data folha?
    É, as pessoas se

    Data folha?

    É, as pessoas se acostumam com tudo…

    O inferno, afinal, não deve ser um mal lugar…

  3. Artaud

    2 de maio de 2017 2:15 pm

    Arrazoado tropical.

    Não faz sentido nenhum. Portanto o resultado está perfeitamente dentro do atual padrão da lógica brasileira, que consiste em quase tudo não fazer sentido. E o pouco que resta de nada, nesse contexto vago e impreciso, não ter um mínimo de nexo induz a maioria acreditar que piorando tudo melhora. 

  4. Rui Ribeiro

    2 de maio de 2017 3:13 pm

    Qual o percentual dos que acham que a economia vai melhorar?

    Os desempregados não querem saber se a economia não vai piorar ainda mais, eles querem saber é se ela vai melhorar.

  5. GalileoGalilei

    2 de maio de 2017 3:18 pm

    Fundo do poço

    Ou SdT, síndrome de Tiririca: “pior do que está não fica”.

    Mecanismo de preservação mental pelo qual o indivíduo se recusa a admitir que, depois de já ter regredido tanto, ainda possa piorar.

    1. Roberto Monteiro

      2 de maio de 2017 5:48 pm

      Eu iria escrever algo parecido.

      Felizmente leio os comentários antes de escrever, do contrário eu pareceria repetitivo.

  6. CB

    2 de maio de 2017 3:39 pm

    Já dizia o palhaço

    Já dizia o palhaço celebridade Tiririca: pior do que tá, não fica. Talvez muita gente esteja acreditando que chegamos ao fundo do poço, mas, na verdade, o buraco é mais embaixo.

    1. Rui Ribeiro

      3 de maio de 2017 5:45 am

      Tendemos para Murphy, não para Tiririca, infelizmente

      Não há nada tão ruim que não possa piorar

  7. Mel

    2 de maio de 2017 5:04 pm

    Os que acham que a economia

    Os que acham que a economia não vai piorar é por que sentem que chegamos ao fundo do poço, portanto, não há margem para piorar. Doce ilusão. Há tempos que venho acompanhando o movimento nos shoppings. Vejo lojas às moscas, sem clientes para comprar e penso: não vai aguentar muito tempo. Quanto volto aos shoppings o número de lojas que encerraram suas atividades é desanimador. Agora mesmo, fui almoçar em um pequeno centro comercial e deparei com mais duas lojas fechadas. Lojas essas que tinham uma clientela cativa. Até às praças de alimentação, antes disputadíssimas, agora sobram mesas. Só não vê quem não quer.

  8. Andre Araujo

    2 de maio de 2017 5:20 pm

    Mais uma da moda de hoje, a

    Mais uma da moda de hoje, a PESQUISA INUTIL, não significa nada, não vale nada, não serve para nada. E dá? Acham

    que vai melhorar e vão gastar mais?  Quem são os pesquisados, empresarios ou povão? A DATAFOLHA virou piada.

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