4 de junho de 2026

Auditor que preparou estudo falso sobre Covid é afastado do TCU

O auditor apontado como autor da peça lida, no TCU, com inteligência e combate à corrupção. No início da pandemia ele solicitou para acompanhar os gastos com equipamentos feitos com dinheiro público. E partiu daí o ‘estudo paralelo’.
Agência Senado

Jornal GGN – O auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, autor de um estudo não autorizado sobre mortes por covid, onde sustenta que metade das ocorrências não ocorreu por causa da doença, teve processo administrativo disciplinar aberto com autorização da presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministra Ana Arraes.

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O auditor foi destituído de suas funções de supervisor no Núcleo de Supervisão de Auditoria do Tribunal, assumindo em seu lugar o auditor Fábio Mafra.

Os ministros consideraram o ‘estudo paralelo’ como um fato muito grave e será necessário um aprofundamento da situação para avaliar sua real dimensão. Se ficar comprovado que o auditor usou do cargo para induzir uma ação política, será punido exemplarmente, disse o ministro Bruno Dantas, corregedor da Corte.

O presidente Jair Bolsonaro citou o ‘estudo paralelo’ como sendo do TCU e se pautou nele para lançar mais sombras sobre a gravidade da pandemia no país. Bolsonaro disse que o relatório era recente e que a imprensa não iria divulgar, mas que era isso que o governo já suspeitava.

O TCU, após as declarações do presidente, contestou a existência de tal relatório e afirmou ser o documento uma análise pessoal do servidor não sendo um processo oficial da casa, ou seja, não valeria como documento de auditoria do tribunal. Foi quando o TCU afirmou que seria instaurado procedimento interno para apurar ‘se houve inadequação de conduta funcional no caso’.

O auditor apontado como autor da peça lida, no TCU, com inteligência e combate à corrupção. No início da pandemia ele solicitou para acompanhar os gastos com equipamentos feitos com dinheiro público. E partiu daí o ‘estudo paralelo’. Suas teses não foram bem aceitas pelos colegas de trabalho, pois mostrava um viés político ao desqualificar governadores e dar apoio ao discurso de Bolsonaro.

Marques tentou ainda incluir sua tese falsa no 6º Relatório de Monitoramento, mas foi barrado pelos colegas.

Como não encontrou respaldo no tribunal, Marques liberou o documento para os filhos de Bolsonaro, seus amigos. E o presidente usou os dados para atacar seus críticos e dar corpo à tese de ataque aos governadores, de que superdimensionaram as mortes por covid para receber dinheiro público.

O auditor Marques é contumaz no compartilhamento de fake News nas suas redes sociais, como o uso de ivermectina. Em suas redes também faz ataques a governadores.

Com informações do Correio Braziliense.

Redação

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