4 de junho de 2026

Amplexos, por Wilson Ramos Filho (Xixo)

Meus amigos que ganham a vida sendo juizes honestos jamais compactuariam com a pior forma de corrupção judicial: a parcialidade.

Amplexos

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por Wilson Ramos Filho (Xixo)

Tenho o orgulho e a honra de contar com mais de 50 magistrados como feiceamigos. Nenhum deles é bolsonarista, nem se encantou com as barbaridades praticadas pelo ex-juiz Sérgio Moro. Bem ao contrário.

Meus amigos que ganham a vida sendo juizes honestos jamais compactuariam com a pior forma de corrupção judicial: a parcialidade.

Esses magistrados meus amigos sabem que são minoria. Infelizmente. A maioria dos juízes e juízas brasileiros apoiou o guru da LavaJato e segue se identificando com ele, apesar da decisão do STF.

Muitos destes magistrados moristas estão se sentindo órfãos, deserdados, desamparados desde que o Supremo Tribunal Federal (agora em maiúsculas novamente) deslegitimou a arbitariedade e a seletividade judicial anulando todos os processos contra o presidente Lula, por suspeição. Desorientados, fingem que não é com eles.

Mas é. Engana-se quem imagina que o STF estava julgando apenas os casos contra o Lula. Foi muito mais que isso. O que foi condenado pelo Supremo foi uma maneira de exercer a judicatura, uma forma indecente e imoral de julgar, um jeito de atuar na magistratura.

O STF decidiu que não é admissível a figura do juiz herói (para tristeza do ministro Marco Aurélio, verdadeira Norma Desmond do judiciário brasileiro), do magistrado que decide com base apenas em suas convicções políticas, ignorando provas e garantias processuais. Foi considerada ilegítima e inconstitucional a utilização das leis e do aparato judicial para a perseguição jurídica de adversários ou de inimigos ideológicos (Lawfare).

Históricas, essas decisões do STF atingiram não somente o ex-juiz de extrema-direita, mas a todos os juízes e juízas que, de um modo ou de outro, com maior ou menor entusiasmo (ou sinceridade) se identificavam com o juiz suspeito e aprovavam o modus operandi de sua indecente atividade judicial.

O Brasil ficou melhor.

Abraço, com afeto, respeito e admiração, cada um dos juízes e cada uma das dezenas de juízas que me distinguem com suas amizades e com suas presenças nesta minha rede social por entender que esta é uma vitória coletiva de todos os operadores do direito democratas e da lúcida e combativa parcela da magistratura que sempre repudiou o morismo e o lavajatismo, verdadeiros cupins a fragilizar por dentro as nossas instituições. Essa vitória também é de vocês !

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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