Jornal GGN – O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o sistema eletrônico de votação atual é seguro e auditável, a partir de um relatório que descreveu em detalhes diversos procedimentos operacionais que garantem a autenticidade do método, alvo dos ataques de Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são do Congresso em Foco.
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O documento, produzido por uma auditoria e concluiu em 30 de julho, esclareceu que “o sistema atual de votação eletrônica foi implementado a partir da identificação de vulnerabilidades históricas que maculavam os resultados das eleições, especialmente em razão das intervenções humanas nas diferentes etapas do processo eleitoral, desde a votação, com voto em papel depositado na urna pelo próprio eleitor, até a apuração e totalização dos votos”.
Os auditores ressaltam que “houve um inegável avanço nos quesitos segurança e confiabilidade das eleições a partir da implementação da votação eletrônica, que minimizou riscos da intervenção humana”.
“Existem mecanismos de auditagem em todo o processo de votação, desde a etapa do desenvolvimento dos sistemas, passando pela realização de testes públicos de segurança, teste de integridade (votação paralela), até a totalização e a divulgação do resultado, contemplando medidas de verificação mesmo após a conclusão do processo eleitoral”, apontou o relatório.
O plenário do TCU discute o tema nesta quarta-feira, 11. O relatório deve servir de plano de fundo para o voto do ministro Bruno Dantas, relator do processo que avalia a confiabilidade do voto eletrônico.
A discussão ocorre em meio às ameaças de Jair Bolsonaro sobre as eleições presidenciais de 2022. Ele vem alegando a inconfiabilidade do voto eletrônico para pressionar o Congresso a aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Voto Impresso, que será votada na Câmara dos Deputados nesta tarde.
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