4 de junho de 2026

No Haiti, forte terremoto provoca pânico e governo confirma mortes

O terremoto acontece no momento em que o Haiti vive uma grave crise política
Carte sismique d'Haïti, le 14 aout 2021. (Photo d'illustration) © USGS

da RFI

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Um forte terremoto de magnitude 7,2 atingiu o Haiti neste sábado (14), de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS). As autoridades locais falam em várias mortes. 

“Há mortos, posso confirmar, mas ainda não temos números exatos”, declarou Jerry Chandler, diretor da proteção civil do Haiti à AFP. Ele acrescentou que o primeiro-ministro Ariel Henry estava a caminho do centro de operações de emergência nacional, na capital Port-au-Prince.

O terremoto ocorreu mais de 160 km a sudoeste da capital haitiana, Porto Príncipe, de acordo com o USGS, por volta das 8h30, horário local (12h30 GMT).

Um alerta de tsunami chegou a ser emitido, mas foi desmentido pouco depois. 

O longo choque foi sentido em todo o país e danos materiais já foram registrados em várias cidades, segundo imagens de testemunhas no sudoeste da península da ilha, publicadas em redes sociais.

Prédios, escolas e residências foram danificados no terremoto, de acordo com moradores da área afetada.

Em vídeos compartilhados na internet, os residentes filmaram as ruínas de vários edifícios de concreto, incluindo uma igreja em que uma cerimônia aparentemente estava acontecendo na manhã de sábado na cidade de Les Anglais, 200 km a sudoeste de Porto Príncipe.

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7 na escala Richter devastou a capital haitiana e várias cidades provinciais.

Mais de 200.000 pessoas foram mortas e mais de 300.000 outras ficaram feridas na tragédia, que deixou 1,5 milhão de pessoas desabrigadas.

Crise política

O terremoto acontece no momento em que o Haiti vive uma grave crise política. O presidente Jovenel Moise, 53 anos, foi assassinado no dia 7 de julho, por uma gangue armada. 

O Haiti é atormentado pela insegurança e a ação de gangues, uma situação que foi agravada durante a presidência de Moise. A morte do presidente reacendeu tensões históricas entre o norte do Haiti e o oeste, onde fica a capital, Porto Príncipe. Entre outros fatores, existe um antigo antagonismo entre os negros descendentes de escravos do norte e os mestiços, também chamados mulatos, do sul e do oeste.

O Departamento de Estado dos EUA nomeou um novo enviado especial ao Haiti no mês passado, com a tarefa de ajudar a promover a organização do pleito. Por enquanto, o país não tem um parlamento operacional e poucos senadores foram eleitos. O governo interino liderado pelo primeiro-ministro Ariel Henry não tem presidente.

(com informações da AFP)

Redação

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