25 de junho de 2026

Diretor da Precisa nega ter falado com Bolsonaro sobre vacina indiana e tem sigilo quebrado

Danilo Trento foi apontado como dono da Precisa Medicamentos, empresa que tentou vender vacinas da Covaxin ao Ministério da Saúde
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – O diretor de Relações Institucionais Danilo Trento negou à CPI da Covid nesta quinta (23) que ele ou outro funcionário da Precisa Medicamentos tenha conversado e solicitado diretamente ao presidente Jair Bolsonaro que conversasse com o governo indiano para acelerar um acordo de compra de vacinas Covaxin, fabricada pela Bharat Biotech.

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“Eu, como diretor institucional, não” falei com Bolsonaro, disse Trento. Quando questionado pelo senador Renan Calheiros se “outro alguém da Precisa” falou, o depoente respondeu: “Acredito que não”.

O relator da CPI tentou descobrir, sem sucesso, se houve influência do líder do governo Bolsonaro, Ricardo Barros, no acordo da Covaxin. “Alguém falou para ele [Barros] que [a Precisa] precisava de autorização legislativa e ele colocou a emenda [ao projeto de lei que versou sobre compra de vacinas]”, disse Renan. “Contato com Ricardo Barros nunca existiu”, disse Trento. O depoimento começou por volta das 10h e está em andamento.

Amparado por um habeas corpus que lhe garante silêncio diante da possibilidade de auto-incriminação, Trento não quis responder como é remunerado pela Precisa – do empresário Francisco Maximiano, amigo de Barros – nem qual a relação da empresa com uma série de outras companhias, entre elas, a Primarcial.

O senador Alessandro Vieira pediu o afastamento do sigilo fiscal de Danilo Trento e seu irmão, Bernardo Trento, em virtude da falta de colaboração.

Há alguns dias, o lobista Marconny Faria disse que conheceu Danilo Trento como o verdadeiro dono da Precisa Medicamentos.

Trento disse que é apenas “diretor institucional” e afirmou que não participou de negociações nem tem informações sobre a tentativa da Precisa em vender a vacina Covaxin ao Ministério da Saúde. Ele também ficou em silêncio em perguntas envolvendo ex-agentes do governo Bolsonaro, como Roberto Dias, do Departamento de Logística do Ministério, exonerado após ter sido acusado de cobrar propina para fechar contratos com fornecedores de vacinas contra Covid-19.

Acompanhe a CPI pela TVGGN:

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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