6 de junho de 2026

Mortes por policiais militares têm 90% de impunidade

As mortes provocadas por policiais militares em São Paulo e no Rio de Janeiro têm 90% de impunidade ainda nas denúncias
PM de São Paulo imobiliza homem negro que participava de manifestação contra a morte de jovem da comunidade do Moinho - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Jornal GGN – As mortes provocadas por policiais militares em São Paulo e no Rio de Janeiro têm 90% de impunidade ainda nas denúncias. É o tanto que os Ministérios Públicos pediram o arquivamento de investigações na Justiça sobre a letalidade policial em 2016.

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A informação consta em estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado por reportagem do Uol. Segundo o levantamento, os MPs analisaram 316 casos de mortes provocadas por policiais militares em São Paulo e no Rio, mas a grande maioria foram arquivados.

De um total de 139 acusações em São Paulo, somente 10 viraram denúncias. Na cidade do Rio de Janeiro, foram 20 denúncias de um total de 177 casos.

Ainda, o estudo feito em parceria com o Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revelou uma demora para os casos virarem denúncia ou serem arquivados.

No Rio, o arquivamento leva quase 9 anos e a denúncia cerca de 6 anos. Em São Paulo, o arquivamento leva quase 2 anos e a denúncia quase 1 ano.

Leia também: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021: A história da desigualdade contada em números, por Rômulo de Andrade Moreira

Outro estudo, do Instituto Sou da Paz, já mostrava que 86% das mortes provocadas por agentes de segurança pública em todo o estado do Rio de Janeiro não foram denunciados pelo MP-RJ, e mais da metade (54%) em São Paulo não foram denunciados pelo MP-SP.

Em nota ao Uol, o Ministério Público de São Paulo disse que o Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) fiscaliza a atuação de agentes. Já o MP do Rio, aonde o mesmo grupo foi extinto, afirmou que o controle dos agentes ainda é realizado e “não fica prejudicado” com a falta desse tipo de setor.

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