4 de junho de 2026

Ressaca econômica? Por Rodrigo Medeiros

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Após construir um ajuste macroeconômico contracionista a partir de premissas equivocadas e abrir espaço real para dúvidas de que não serão atingidos os resultados fiscais objetivados, escutamos do ministro da Fazenda que a nossa economia está de ressaca [1]. Segundo Keynes, “os economistas estabeleceram para si mesmos uma tarefa demasiado fácil e demasiado inútil se, em épocas tempestuosas, só nos conseguem dizer que depois da tempestade o mar volta a ficar calmo” [2].

Parece ser essa, infelizmente, a rotina que o Brasil tem seguido. Sua economia se desindustrializou prematuramente nos últimos trinta anos, a estabilização da economia a partir de 1994 usou o câmbio como instrumento de combate à inflação, o boom das commodities da década passada possibilitou acomodar trabalhadores no mercado formal em setores de baixa produtividade e o produto potencial foi reduzido. Onde esteve efetivamente algum projeto consistente de desenvolvimento socioeconômico entre nós?

Reconheço haver o complexo imbróglio político e isso dificulta a vida de qualquer equipe econômica. Em um país onde as ideias costumam estar fora do lugar, essas questões se somam aos problemas históricos não enfrentados. A operação Lava Jato, por exemplo, não está descobrindo algo tão novo [3]. De acordo com o professor Pedro Campos, que escreveu um livro sobre as empreiteiras e a ditadura: “O problema transcende as principais siglas partidárias, PSDB e PT. As empreiteiras tiveram uma participação importante no golpe de 1964, que foi um golpe civil-militar. Historicamente elas já estiveram envolvidas em vários escândalos. E a lógica da política brasileira é colocar panos quentes e continuar adiante”. 

Se a arte da política consiste em governar interesses contraditórios, o ajuste macroeconômico em curso já penaliza os mais pobres e a nova classe média de renda. Para o Datafolha, os segmentos de renda mais baixa são os mais afetados, 55% entre quem ganha até 2 salários mínimos por mês; na classe média, de 2 a 5 salários mínimos, a taxa de quem sentiu a piora é de 51%. Esse quadro deverá piorar nos próximos meses. 

Para voltar ao campo sutil das metáforas náuticas, no passado recente vivemos um tempo no qual a maré subiu e com ela todos os barcos puderam seguir aquele movimento ascendente. A maré está descendo, porém alguns grandes barcos mostram impressionante capacidade de flutuar no ar e desafiar a lei da gravidade. Não é novidade que o processo de desindustrialização tornou a economia brasileira mais volátil e dependente do ciclo internacional dos preços de commodities. Inserir a “fada da confiança” na modelagem do ajuste macroeconômico deveria ter sido objeto de maiores cuidados. A recuperação poderia até vir em algum momento, apesar da austeridade, não por conta dela [4]. O problema é que não temos no horizonte próximo outro boom externo para nos salvar. A tentativa de retornar ao tripé macroeconômico da Grande Moderação não é garantia de sucesso e talvez ela esteja mesmo bem inviabilizada pela realidade global pós-2008 [5].

Creio ser importante avançarmos no processo de discussão da qualidade do gasto público, quando são justificadas renúncias fiscais, por exemplo, e aprofundar debates na direção de uma tributação progressiva, menos complexa e mais transparente. Necessitamos aperfeiçoar continuamente as instituições, pois existem conhecidos e graves problemas microeconômicos entre nós (regulação, desburocratização, fiscalização). O patrimonialismo denunciado pelo ministro Levy precisará ser superado [6]. Há outros tipos de patrimonialismo que também precisam ser vencidos.

Enfim, não há agenda clara hoje para além do ajuste macroeconômico e tal fato acaba sendo rebatido nos entes federados brasileiros, cuja qualidade do ajuste fiscal é afetada [7]. No atual contexto de contração dos gastos familiares, de redução dos investimentos privados, de elevação do desemprego e de baixa dos preços das commodities, há quem pergunte ainda o que deve ser feito no curto prazo.

Ao argumentar sobre o desemprego involuntário, Keynes afirmou há muitos anos de forma irônica que “a construção de pirâmides, os terremotos e até as guerras podem contribuir para aumentar a riqueza, se a educação dos nossos estadistas nos princípios da economia clássica for um empecilho a uma solução maior” [8]. Há projetos de investimentos públicos que gerariam efeitos multiplicadores na economia brasileira? Nossa política econômica é pró-cíclica por razões históricas e estruturais. Ademais, existem relações de poder assimétricas na economia política nacional.

Rodrigo Medeiros é professor do Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo)

 

[1] http://oglobo.globo.com/economia/levy-diz-que-economia-vive-ressaca-que-precipitado-rever-meta-fiscal-16530537

[2] Citado em Paul Davidson, “John Maynard Keynes”. São Paulo: Actual Editora, 2011.

[3] http://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/18/politica/1426706268_112230.html

[4] http://www.project-syndicate.org/commentary/consumer-confidence-policy-success-by-robert-skidelsky-2015-04#ry3qIAuP0XhFmYc1.99

[5] http://plataformapoliticasocial.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Revista_20.pdf

[6] http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,levy-diz-que-patrimonialismo-e-um-vicio-inimigo-da-concorrencia,1686038

[7] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/222753-crise-faz-estados-reduzirem-seus-investimentos-em-46.shtml

[8] Keynes, John M. “A teoria geral do emprego, do juro e da moeda”. 1936, capítulo 10.

Rodrigo Medeiros

Professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e editor da Revista Interdisciplinar de Pesquisas Aplicadas (Rinterpap)

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

10 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. margot riemann

    24 de junho de 2015 7:22 pm

    Prezado Professor Medeiros: o

    Prezado Professor Medeiros: o problema não é a falta de um  “consistente projeto de desenvolvimento socioeconômico”. O problema é a dificuldade de um projeto político viável e não voluntarista.

    O ajuste fiscal, juntamente com o aumento de juros, não foi uma opção de governo, foi uma imposição do mercado. Imposição respadada pela bancada conservadora no legislativo e as ameaças vindas do judiciário.

    O nosso drama é que temos uma burguesia nacional de qualidade ética e moral altamente duvidosa, caso dos bancos e empreiteiras brasileiras; estamos permanentemente açodados por agências de rating internacionais com suas exigências; temos uma mídia controlada por oligarquias que golpeia governos desenvolvimentistas com êxito desde Vargas, Este é o grande problema do Brasil, e não a falta de um projeto de desenvolvimento. O grande nó a ser desatado está no campo da política.

     

     

     

     

    1. Rodrigo Medeiros

      24 de junho de 2015 7:30 pm

      Assunto complexo e multidimensional

      Não há soluções simples e eficazes para os problemas complexos e, portanto, multidimensionais. Há questões que não são novas entre nós, como busquei colocar e que precisarão ser enferentadas de algum modo se quisermos ser desenvolvidos algum dia. Não existe país perfeito, sem problemas.

      São poucos os países onde a relação entre o público e o privado é bem resolvida. Nos EUA, por exemplo, que é o espelho de Próspero de muitos na América Latina, um professor da Universidade de Chicago (Luigi Zingales) denuncia o “capitalismo de compadrio”. Seria uma espécie de patromonialismo anglo-saxão. 

      Grato pelos comentários.

       

       

      1. Clever Mendes de Oliveira

        25 de junho de 2015 5:09 pm

        Texto a ir para o post com artigo “De volta” de Janio de Freitas

         

        Rodrigo Medeiros (quarta-feira, 24/06/2015 às 16:30),

        Seu texto curto foca em vários assuntos. Eu invejo essa concisão. Em geral faço texto longos que tentam detalhar um só assunto em que não sou especialista. E acabo elaborando um texto prolixo e confuso.

        E o seu texto que aparentava imprecisão acertou ao fazer as remissões que o esclarecem, em especial, a remissão 4 para sua frase a seguir transcrita:

        “Não é novidade que o processo de desindustrialização tornou a economia brasileira mais volátil e dependente do ciclo internacional dos preços de commodities. Inserir a “fada da confiança” na modelagem do ajuste macroeconômico deveria ter sido objeto de maiores cuidados. A recuperação poderia até vir em algum momento, apesar da austeridade, não por conta dela [4]”.

        O texto de Robert Skidelsky, indicado no item 4, define bem o que você deixou mais subentendido. O apego às expectativas é um problema ruim no mundo todo. Só que este é um problema de fachada. O ajuste fiscal não foi em meu entender realizado visando alterar as expectativas sobre a economia brasileira. O ajuste foi necessário porque o governo no primeiro mandato para recuperar a economia criou muitos benefícios (De certo modo o governo realizou uma espécie de Quantitative Easing brasileiro) que precisaram ser revertidos porque a recuperação da economia brasileira como se previa que aconteceria a partir de 2013 acabou sendo interrompida bruscamente no terceiro trimestre de 2013. E não seria possível fazer esses ajustes com alguém de orientação mais favorável aos gastos públicos e que, portanto, não teria o perfil de alguém que mostrasse acreditar no ajuste.

        É preciso ter em conta que a presidenta Dilma Rousseff não acredita nos mesmos valores que norteiam a compreensão da economia esposada pelo ministro Joaquim Levy, mas o ministro Joaquim Levy é a pessoa certa para fazer o ajuste.

        Eu vou indicar três posts a seguir que são úteis para observar que as decisões de política econômica são fruto das circunstâncias e não da adoção de um ou outo modelo econômico. Uma circunstância importante é a política. E aqui é bom ver o peso da política do Rio de Janeiro no comando da Câmara de Deputados e a convivência de Joaquim Levy, até como Secretário da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, com a política do Rio de Janeiro. Outra circunstância importante é a relação entre a inflação e a percepção da população da corrupção. Em qualquer país, a população estabelece um vínculo entre corrupção e inflação. Quanto mais alta a inflação maior é a percepção de corrupção. As circunstâncias do julgamento da Ação Penal 470 no STF e o desenrolar da operação Lava-jato recomendam que o governo da presidenta Dilma Rousseff, caso ela deseja sobreviver politicamente, trate a inflação com mão de ferro.

        Os políticos que sabem dessa percepção popular obtiveram muitos ganhos políticos. Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente da República e depois conseguiu aprovar a emenda da Reeleição e depois foi reeleito sem ter nenhum carisma ancorado no Plano Real independentemente do tanto que ele elevou a dívida pública para trazer a inflação para baixo. E há também o exemplo de Janio Quadros que associou a inflação a corrução na campanha para presidente da República em 1960, como pode ser observado junto ao vídeo apresentado no post “O primeiro comercial político na TV” de terça-feira, 21/09/2010 às 07:49, aqui no blog de Luis Nassif e indicado por sugestão de Almeida e que pode ser visto no seguinte endereço:

        https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-primeiro-comercial-politico-na-tv

        A primeira entre as circunstâncias mais relevantes que eu considero como necessária de ser explicitada é a avaliação do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff não só pelo que foi feito como pelo resultado. Eu creio que a presidenta Dilma Rousseff considera que a política econômica do primeiro governo dela estava correta. Não só por conhecimento próprio do que foi feito ao longo do período, mas também porque há bons textos que dão validade a política econômica adotada no primeiro mandado.

        Esse é o caso, por exemplo, do texto de Laurez Cerqueira, Gustavo Antônio Galvão dos Santos e Luis Carlos Garcia de Magalhães que avaliaram como acertada a política econômica posta em execução no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff. O elogio que Laurez Cerqueira, Gustavo Antônio Galvão dos Santos e Luis Carlos Garcia de Magalhães fizeram à política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff pode ser visto no post “Uma defesa da política econômica de Dilma” de segunda-feira, 15/12/2014 às 12:06, aqui no blog de Luis Nassif e que se encontra no seguinte endereço:

        https://jornalggn.com.br/noticia/uma-defesa-da-politica-economica-de-dilma

        E porque não deu certo a política econômica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff? Acredito que a resposta a essa pergunta dependerá do entendimento preciso da razão da queda do PÌB no terceiro trimestre de 2013. De todo modo, a reversão inesperada do crescimento da economia no terceiro trimestre de 2013 obrigou o governo a adotar mais do mesmo com maior intensidade o que comprometeu bastante as contas públicas. E destaco aqui que, é bem verdade que em meu entendimento de leigo em economia, muito provavelmente o que aconteceu ali no terceiro trimestre de 2013 seja fruto de uma das poucas possibilidades em que as expectativas tenham conduzido a economia.

        A segunda circunstância para compreender a inflexão da política econômica é o problema da taxa de câmbio que com o fim do QE nos Estados Unidos e com a perspectiva de subida de juro pelo FED indicava a necessidade de se tratar com mais atenção e tornaria desnecessária todas as medidas de estímulo à economia adotadas no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff. Acredito que foi com esta perspectiva que Fernando Nogueira da Costa entendeu a escolha de Joaquim Levy no texto dele que foi reproduzido aqui no blog de Luis Nassif no post “Tática fiscalista e estratégia social-desenvolvimentista, por Fernando N. da Costa” de quarta-feira, 03/12/2014 às 16:04, e que pode ser visto no seguinte endereço:

        https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/tatica-fiscalista-e-estrategia-social-desenvolvimentista-por-fernando-n-da-costa

        A terceira circunstância importante é a política em que se considera uma Câmara dos Deputados mais de direita dominado pela direita do Rio de Janeiro. Ora, nada melhor para trabalhar com este Congresso do que um economista de direita. De certo modo, o texto de Fernando Nogueira da Costa já lida com este aspecto. Menciono, entretanto, o post “O engenheiro economista e o economista político” de sexta-feira, 29/05/2015 às 10:41, também aqui no blog de Luis Nassif com texto do advogado, Andre Araujo, e que pode ser visto no seguinte endereço:

        https://jornalggn.com.br/noticia/o-engenheiro-economista-e-o-economista-politico

        Eu, como Andre Araujo, sou formado em Direito, mas não tenho o conhecimento de economia e da história da economia brasileira que ele tem, o que não me impediu de fazer crítica ao texto dele em comentário que enviei para ele segunda-feira, 01/06/2015 às 20:47, ao qual eu dei o título “Guido Mantega estava certo, a Dilma sabe disso e daí o Levy”. A minha crítica não é tanto para Andre Araujo, mas sim nas expectativas que se pós em Joaquim Levy. E em meu comentário eu deixo vários links para enfatizar que os dois principais atributos de Joaquim Levy, ser engenheiro e ter curso de pós graduação em Chicago, são atributos sem relevância na escolha dos comandantes da economia nos países ocidentais. Qual o grande ministro da Fazenda ou do Tesouro nos países capitalistas e democráticos oriundos de Chicago? Provavelmente não haja nenhum. No entanto, são atributos importantes na circunstância em que nos encontramos.

        Em meu comentário para Andre Araujo lá no post “O engenheiro economista e o economista político” eu deixei vários links. Um que eu não deixei e que vale ser mencionado aqui é para o post “O uso dos bordões no jornalismo econômico” de quarta-feira, 03/06/2015 às 13:20, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

        https://jornalggn.com.br/noticia/o-uso-dos-bordoes-no-jornalismo-economico

        No post “O uso dos bordões no jornalismo econômico”, publicado quase uma semana depois do post “O engenheiro economista e o economista político”, Luis Nassif faz críticas, ao meu ver injustas, ao jornalista Cristiano Romero pelo artigo dele no Valor Econômico “Razões do PIB fraco uma visão polêmica” em que, como um bom jornalista, Cristiano Romero corretamente trazia uma visão contrária a dele sobre o primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff. O fato da opinião própria de Cristiano Romero sobre a economia brasileira a partir do Plano Real ser em meu entendimento ruim, é lamentável, mas há que ser louvado ele ter dado destaque a uma opinião abalizada e contrária a dele. A análise, da qual Cristiano Romero discorda e que apresenta no artigo “Razões do PIB fraco uma visão polêmica”, é de Luiz Guilherme Schimura, diretor do IBRE, a ser publicada na Conjuntura Econômica em que ele contestaria as interpretações do mercado sobre a crise, em especial, a interpretação de que a crise econômica foi consequência da má alocação de recursos ou da mudança de regras que assustou os investidores privados.

        Chamo também atenção sobre o post “O uso dos bordões no jornalismo econômico” porque em meus comentários lá no post eu lembro da postura de Cristiano Romero que junto com a revista Veja incensam em demasia o Joaquim Levy. Só que não tem a mínima importância o fato deles incensarem o Joaquim Levy, nem isso vai trazer boas expectativas para a economia e assim a economia vai mudar de direção. De todo modo, politicamente para o governo, é melhor ter jornalistas falando bem dos seus ministros do que falando mal.

        Agora não há como agradar todo mundo. Na terça-feira, 23/06/2015 às 08:13, foi publicado aqui no blog de Luis Nassif o post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” transcrevendo o artigo de Janio de Freitas na Folha de S. Paulo, com o título “De volta” em que Janio de Freitas fala da desconfiança dos empresários com o ministro da Fazenda Joaquim Levy. O endereço do post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” é:

        https://jornalggn.com.br/noticia/a-desconfianca-dos-empresarios-com-levy-por-janio-de-freitas

        Chamei atenção para este post “A desconfiança dos empresários com Levy, por Janio de Freitas” porque lá este texto seu seria importante. Lá era preciso que se mostrasse a Janio de Freitas que quando a economia começar a se recuperar, e provavelmente ela vai se recuperar com mais entrada de reais na economia via aumento dos preços na exportação e mais vendas internas insufladas pela substituição das importações, os empresários voltam a investir independentemente da confiança que eles tenham no Joaquim Levy. Faltou alguém como você para repassar este aviso ao Janio de Freitas. Enfim, era preciso mostrar para Janio de Freitas que quase sempre a história das expectativas é balela.

        Então não discordo do que você disse, mas avalio que de certo modo, a crítica que você faz a corrente de economia como a que o Joaquim Levy representa faz você considerar como ruim a política econômica que está sendo implementada por ele, sem que você sopese as circunstâncias. É claro que seria muito melhor para o governo da presidenta Dilma Rousseff com benefício para o PT se a política econômica posta em prática agora não levasse a um forte aumento do desemprego. É preciso porem considerar que a elevação de desemprego se faz a partir de uma taxa muito baixa e que esta elevação poderá sem bem mais curta do que muitos estão profetizando.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 25/06/2015

        1. margot riemann

          25 de junho de 2015 10:24 pm

          Prezado Clever, também não

          Prezado Clever, também não sou economista e tenho uma curiosidade: a queda dos investimentos em 2013 não seria apenas relativa, decorrente da comparação com o período forte em investimentos das obras da copa?

          A questão da retração posterior (ao longo de 2014), essa sim, poderia ser relacionada às expectativas, já que em 2013 foi deflagrada uma campanha muito negativa contra o governo – provavelmente com o objetivo de anular preventivamente  um eventual sucesso, organisatório e futebolistico, que pudesse vir a acontecer na copa, consagrando em definitivo o PT.

          1. Clever Mendes de Oliveira

            28 de junho de 2015 5:01 am

            Exceção: movimento de 06/13 atingiu a confiança e essa o PIB

             

            Margot Riemann (quinta-feira, 25/06/2015 às 19:24),

            Eu pretendo discutir o seu questionamento, mas vou antes fazer um périplo pelo funcionamento do sistema capitalista para de certo modo abordar a questão que você propôs ao Rodrigo Medeiros, ou como você bem diz, professor Rodrigo Medeiros e que ele já respondeu.

            Talvez por não ser economista em tenho tido menos preocupações com aspectos que se poderia chamar de periféricos ou perfunctórios do nosso sistema econômico e que é tão ao gosto da parte da nossa academia, embora o texto de Rodrigo Medeiros, de um acadêmico só evidenciava o grau de autoridade do autor na precisão da linguagem, sendo no mais um texto de fácil compreensão pelo leigo.

            Chamo aspectos periféricos a questão da confiança como o Rodrigo Medeiros apontou neste texto dele, ou a questão da corrupção que o Rodrigo Medeiros também mencionou no artigo dele ou a qualidade ética ou moral da elite como você questionou e o Rodrigo Medeiros veio a considerar que a questão tem múltiplas variáveis e de difícil solução.

            Por concordar com o Rodrigo Medeiros na resposta que ele deu a você é que eu até resolvi colocar o meu comentário de quinta-feira, 25/06/2015 às 14:09, que inicialmente pensei em fazer diretamente para ele, junto da resposta que ele lhe dera. E enquanto fazia o comentário tinha intenção de fazer referência ao problema que você apontara. Apenas o meu comentário foi esticando-se e eu acabei esquecendo de abordar o que você falou e esqueci também de elogiar o Rodrigo Medeiros pela resposta dele.

            Creio que as discussões não muito específicas sobre a economia não precisam do conhecimento acadêmico na área. É claro que às vezes falamos alguma impropriedade técnica, mas isso não traz nenhuma consequência mais grave no que falamos ou abordamos. Até porque por não sermos técnicos nós ficamos na superficialidade sem nenhum aprofundamento. O que talvez seja mais importante para uma boa compreensão da economia é reconhecer que o modelo é capitalista, que o modelo é dinâmico e não estático e que o modelo traz algumas características contraditórias. Talvez precisaríamos conhecer um pouco mais do aspecto de formação de preços. Ainda assim creio que essa necessidade é mais para tentativas de aprofundar o conhecimento que temos e não de sermos mais capazes de entender o que acontece.

            Na questão da contradição, que só existe pelo dinamismo ínsito ao sistema capitalismo, pois se fosse estático as contradições seriam meras oposições sem consequências, efeitos ou resultados, precisamos estar atento para três itens importantes. O caráter competitivo do mercado capitalista, a tendência a desigualdade que o sistema carrega e a presença do Estado como instrumento da dominação capitalista. Em relação ao Estado, eu gosto de mencionar a frase de Karl Marx de que “o sistema capitalista engendra ou traz em si o germe da sua própria destruição”. Agora devemos pensar a destruição do sistema capitalista como uma superação e não como uma destruição de fato. Pelo menos este deve ser o conteúdo de governos de esquerda: buscar o aperfeiçoamento do sistema capitalista de modo a antecipar a superação dele e não buscar destruir o sistema.

            A tendência à desigualdade no sistema capitalista é latente. E o Estado é um instrumento de manutenção do status quo capitalista. E, no entanto, dentro de um mesmo país, quanto maior a carga tributária (independentemente do modelo tributário adotado ser regressivo ou progressivo), o que é o melhor critério de dimensionamento da força do Estado, maior é a igualdade.

            A competição do mercado é visto por muitos defensores do capitalismo como algo estático e bonito. Estático não no sentido que ela não leva a inovação, mas no sentido de que uma vez derrotado o mal competidor entra no mercado um nono competidor e o sistema mantem-se como antes. Não é assim. A tendência é o crescimento de uns e o desaparecimento de outros e assim aumentando a desigualdade. E o sistema competitivo é mais justo do que o sistema em que predominam as grandes empresas dominadoras. Ocorre que o princípio da justiça está em eterno conflito com o princípio da eficiência. Não é por outra que quem mais reivindica justiça é a esquerda e a direita se posta do lado da eficiência.

            E é fácil perceber como um sistema mais competitivo é mais justo e provavelmente é menos eficiente. Em uma cidade pequena do interior é comum existir na rua principal do município duas farmácias. Às vezes a origem da existência da duas farmácias em competição se prende a questões de política local. A farmácia foge um pouco do modelo ideal porque a demanda por produtos farmacêuticos é praticamente inelástica.

            De todo modo, suponhamos que haja duas farmácias com 4 empregados cada uma e que cada uma tem um mesmo faturamento e um mesmo lucro. Se as duas farmácias se unirem em uma só elas vão ter o faturamento representando o dobro de cada farmácia e o lucro podendo ser maior que o dobro na medida que se pode imaginar em reduzir o número de empregados, para sete, seis ou cinco ou até mesmo quatro, pois a manutenção de quatro empregados em cada farmácia era mais uma exigência da competição de modo que uma não pudesse dizer que prestava o serviço melhor que a outra. Assim o sistema torna-se muito mais eficiente, mas agora, salvo porque perdem força para reivindicar, os trabalhadores em menor número podem cada um ganhar mais do que cada um ganhava nas duas farmácias. E o lucro também será maior. O sistema fica mais eficiente e mais desigual ou seja mais injusto.

            Então a presença dos grandes grupos assumindo a direção do Estado no que se resolveu chamar no Brasil de patrimonialismo não representa a catástrofe anunciada por todos. É algo natural ao mercado embora eu considera que as situações a que o termo patrimonialismo se referia foram perdendo o sentido prático à medida que o Estado foi modernizando e se instrumentalizado de mecanismos como a Lei Orçamentária, o Código Tributário Nacional e outras normas bastante relevantes para fixar o papel ou a função do Estado na manutenção e aprimoramento do sistema econômico.

            Quanto a sua indagação sobre o que ocorrera no terceiro trimestre de 2013, eu não acompanho a sua explicação. Para mim, o desacerto do terceiro trimestre de 2013 foi fruto das manifestações de junho de 2013. Observe que eu não dou muita importância à questão de confiança empresarial para explicar o crescimento econômico ou uma recessão. Para mim o importante é a questão da lucratividade. O que move os empresários é a lucratividade. Eles percebem que estão ganhando mais e ai passam a investir mais, não importando o que eles leem nos jornais ou o que saia nas demais mídias.

            No entanto, o que ocorreu com as manifestações de junho de 2013, foge um tanto do que é comum e praticamente levou a uma espécie de estouro de boiada que teve forte reflexo na política com a queda brusca da popularidade da presidenta Dilma Rousseff e na economia com uma parada brusca nos investimentos que acarretou a reversão da tomada do crescimento econômico que viera de iniciar.

            Já 2014 foi um ano de rearranjo das economias emergentes em função do fim do QE americano e da perspectiva de subida de juros. Em fevereiro de 2014 houve o primeiro estremecimento do mercado emergentes com desvalorizações cambiais e subida de juros. Depois houve a desvalorização do rublo.

            Assim imagino que se o Brasil tivesse se saído melhor em 2013, a crise nos pegaria em 2015, mas ela não seria tão rigorosa com a gente, não só porque estaríamos com um PIB pelo menos 1 ponto percentual maior e com a contas públicas mais em ordem porque não se precisaria fazer muito esforço de aumento da demanda, como Guido Mantega teve que continuar fazendo até as eleições. No meado de maio alguns economistas alertavam o Banco Central que dado a pujança que a economia começava a retomar talvez fosse até necessário subir mais os juros. Numa situação assim o incentivo ao consumo seria até pernicioso.

            Há dois posts saídos aqui no blog de Luis Nassif um no final do terceiro trimestre de 2014 e outro neste ano de 2015, em que eu apresento de modo mais detalhado e preciso o que aconteceu no período. O primeiro post é “Como recuperar a confiança na economia brasileira” de quarta-feira, 24/09/2014 às 06:00 e de autoria de Luis Nassif. Há um comentário meu enviado quarta-feira, 24/09/2014 às 21:43, que ficou solto, mas que era destinado a Alexandre Weber – Santos – SP e deveria ficar junto ao comentário dele enviado quarta-feira, 24/09/2014 às 16:23. Transcrevo de lá o seguinte trecho:

            – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

            Ah, era para falar sobre isto antes não só em comentários mais antigos, mas aqui mesmo neste comentário. Ia ficar sem mencionar este assunto mas a curiosidade foi muito grande e eu não resisti e assim aqui vai um bom levantamento sobre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que eu tirei dos quadros constantes nos “Indicadores do IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes”:

            1º trim  2º trim 3º trim 4º trim 1º trim 2º trim 3º trim 4º trim 1º trim 2º trim

            2012      2012    2012     2012    2013    2013    2013    2013    2014    2014

            -2,20     -1,50    -1,40      1,80     3,90      3,40    -1,70     -1,90     -2,80     -5,30

            Não sei se o quadro ficará inteiro [tive que colocar um zero nos dados informados para eles ficarem mais alinhados] após sair no post, mas a idéia foi trazer os últimos dados sobre o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo quando se compara um trimestre com o trimestre imediatamente anterior. Vale lembrar que os dados são modificados com frequência. Um exemplo foi a variação no 1º trimestre de 2012. Quando foi apresentado a primeira vez o percentual era de -1,8, na segunda vez era de -1,5, na terceira vez de -1,8 e na quarta e última vez era de -2,2 e que foi o percentual que eu fiz constar no quadro que levantei. O último trimestre para o qual eu tenho os quatro dados é o 3º trimestre de 2013 que, quando foi apresentado a primeira vez, indicou queda da FBCF de -2,2 em seguida a queda foi para -2,0, na terceira vez a queda permaneceu no percentual de -2,0 e no último folheto dos “Indicadores…” a queda foi de -1,7.

            Com base no “Indicadores…”, eu tenho mencionado o “Gráfico I.9 – PIB a preços de mercado – Taxa (%) acumulada em quatro trimestres” que normalmente aparece da página 14 a 18 do folheto “Indicadores…”. O gráfico em 2012 começa a indicar que a fase de queda no crescimento no PIB tinha sido estancada. Assim ele dava idéia de que a economia brasileira passou por uma fase de redução do crescimento até chegar no ponto mais baixo quando iniciou a recuperação. Quando eu fazia o acompanhamento eu comecei a perceber que a economia ia iniciar uma fase de recuperação. Eu nunca fiz o levantamento da taxa de investimento. Apenas da época de divulgação do PIB eu prestava atenção sobre a informação a respeito da taxa de investimento, se ela havia caído ou não. Agora dá para observar do quadro (que eu não sei como saiu e, portanto, se realmente dá para observar) que o governo havia feito um esforço muito grande para favorecer a taxa de investimento. E ele conseguiu e de uma forma expressiva. De repente aparece o terceiro trimestre de 2013 e a Formação Bruta de Capital Fixo desmonta. O que ocorreu de inusitado no período imediatamente anterior foram as grandes manifestações de junho de 2013. Nelas não havia empregados e por isso o PIB não caiu no segundo trimestre de 2013, quando elas aconteceram, mas elas afetaram a confiança do investidor e mais especificamente do empresário capitalista. Há infelizmente um grande silêncio sobre esta questão. Ninguém quer responsabilizar um movimento que tem moradia nas entranhas do país.

            Muito provavelmente sem o julgamento da Ação Penal 470 no STF não teria havido as manifestações de junho de 2013. E sem as manifestações, Guido Mantega provavelmente hoje estaria sendo idolatrado. A única coisa que eu reclamo é que as críticas a Guido Mantega sejam feitas sem que se mencionem as manifestações de junho de 2013. Creio que as pessoas tem medo de se manifestarem contra um movimento que mostrou-se insatisfeito, ambicioso e resoluto no interesse de resolver os problemas brasileiros. Trata-se de movimento que, embora exista latente na cultura mundial e deva ser mais bem entendido, fundamenta-se na obscuridade, no desconhecimento e na idealização do mundo político e econômico e mostrou-se no Brasil muito maior do que se o imaginava e muito mais atuante e inconformado. Tão grandioso ele foi no Brasil que acabou tendo toda essa repercussão na FBCF. E na popularidade da presidenta Dilma Rousseff. Sem as manifestações a presidenta Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno

            – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

            E o post deste ano é “A crise no mercado imobiliário, por André Araújo” de terça-feira, 21/04/2015 às 09:34, e que pode ser visto no seguinte endereço:

            https://jornalggn.com.br/noticia/a-crise-no-mercado-imobiliario-por-andre-araujo

            Lá no post  eu tenho um comentário enviado terça-feira, 21/04/2015 às 19:23, em que eu deixo o link para buscar os boletins do IBGE apresentando os “Indicadores IBGE- Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes” de cada trimestre. Deixo o link a seguir aqui também. Você pode ver os indicadores trimestrais das Contas Nacionais no seguinte endereço:

            http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm

            Consulto esses boletins a cada trimestre que eles são publicados e dependendo da situação eu me debruço sobre um período ou outro, sendo que as vezes é necessário ir em um boletim de um trimestre anterior para verificar as alterações nos dados e também para verificar situações mais antigas. Dependendo da situação um tipo de dado é mais informativo do que outro.

            O endereço dos “Indicadores IBGE – Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Janeiro / Março 2015” é o que se segue:

            ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/pib-vol-val_201501caderno.pdf

            Nas publicações de cada trimestre eu não me delongo muito no texto. Dou uma olhada em alguns gráficos ou quadros. No caso do 1º trimestre de 2015, as páginas dos gráficos ou quadros nos quais eu demoro mais tempo para observar são:

            a) Página 5 com a “TABELA I.1 – Principais resultados do PIB a preços de mercado do 1º Trimestre de 2014 ao 1º Trimestre de 2015”.

            Quando se trata de informação sobre o PIB do ano anterior a informação que conta é o da linha com o item “Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores” que no final do ano coincide com a linha do item “Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior”.

            O item que mais me interessa é o que faz a comparação “Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)”. E normalmente eu anualizo os dados elevando a quarta potência (Se o crescimento foi de 0,7%, eu faço 1,007*1,007*1,007*1,007)

            b) Página 7 com o “GRÁFICO 1.2 – Componentes da Demanda (com ajuste sazonal) Taxa (%) do trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior”, em que eu me dedico mais a observar os dados da Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF (Os investimentos).

            c) E página 14 com o “Gráfico I.9 – PIB a preços de mercado Taxa (%) acumulada em quatro trimestres”. Este gráfico tem o inconveniente por praticamente não trazer a informação novo. No gráfico mostrado pode-se observar que o ponto mínimo de crescimento é no terceiro trimestre de 2009, quando a queda efetiva do PIB ocorrera no quarto trimestre de 2008.

            Bem, era mais ou menos isso que eu pretendia dizer. E lembro que esses levantamentos do IBGE são aproximativos e vão sendo ao longo dos períodos em que um determinado dado aparece nas tabelas ou gráficos sendo atualizados para mais ou para menos. Assim, mesmo sabendo que os dados ainda podem ser atualizados, se bem que de qualquer modo depois de certo período as atualizações não aparecem mais nas tabelas, eu me contento para levar para os quadros que eu venha a montar os dados conforme eles apareçam nos “Indicadores . . .” pela última vez.

            Clever Mendes de Oliveira

            BH, 27/06/2015

          2. Alexandre Weber - Santos -SP

            6 de agosto de 2015 3:30 am

            Junho de 2013 o grande enigma não desvendado

            Clever, creio que aqui estou junto de você na especulação sobre o que realmente estava por trás destes movimentos, já levantei diversas hipóteses que não consegui ainda subsidiar, mas creio que Rodrigo aqui deu uma pista mais concreta sobre a dificuldade, trata-se de um problema multidimensional, que para ser o mais eficiênte, econômico e sutil, foi em três dimensões, o que dá oito direções a serem pesquisadas, uma vêz que se tenham os três eixos e suas seis direções.

            Mas concordo, se a resposta dada pelo governo tivesse sido mais eficiênte, o Mantega teria saido nos braços do povo.

  2. Jose Renato O. Sampaio Lima

    24 de junho de 2015 7:22 pm

    Só haverá crescimento se Levy, Tombini e Nelson exonerados.

    Fator Previdenciário e austeridade fiscal  de Levy são feitos para aumentar recursos para pagar juros de taxas abusivas com ganho real exorbitante, com estabilidade e apreciação cambial continuadamente praticados pelo BACEN para manter a boa vida sem trabalhar da aristocracia brasileira e ajudar os europeus quebrados desde 2008. Que tal perguntar quem são os credores da divida publica federal. Fed,e Banco Central Europeu, do Japão  etc tem lucros. Negocio da China !  Duplamente. Graças primariamente aos gordos juros recebidos do Bacen do Brasil, paraiso mundial do trilhões de dolares despejados pelo Governo Americano.

     

    Dilma prometeu não fazer arrocho, priorizar crescimento, emprego e justiça social. Bipolar, agora tudo que Lula fez foi errado. Dilma com Levy, Tombini, Mercadante estão destruindo a economia do pais. PSDB e PMDB na plateia aplaudindo. 

     

  3. Ze Guimarães

    24 de junho de 2015 10:44 pm

    A Ressaca

    A verdadeira Ressaca vai ser no dia seguinte das eleições. Para o PT é claro.

  4. Miguel A. E. Corgosinho

    25 de junho de 2015 12:27 am

    Os economistas deveriam

    Os economistas deveriam abandonar os estudos que fazem há seculos e, ao longo do tempo, cuidam de assuntos referentes ao dinheiro.

    Chega de contarem a história de maneira inverídica só para serem remunerados em suas inconsequências, pois, está claro, que recorrem à mídia para fazer o trabalho sujo dos problemas que surgem; e, depois do barco afundado, tentam alimentar ideias que não estão dando certo a mais de cinquenta anos, citando nomes de economistas famosos que nada constituiram para que venha atestar ser digno dos agentes receberem salário.  

    Rogo vos incarecidamente: Não façam mais planos pela propriedade que não possuem profissionalmente. Não podemos suportar mais tantas dividas que cometem erro e não se responsabilizam pela consciência.

    A ciência da Economia se encontra incapaz de realizar as grandes obras que os países precisam e as deveriam fazer por meio do mundo real.

    Esse negócio de economia – disso sabem – é completamente falso. 

     

  5. Jose Renato O. Sampaio Lima

    25 de junho de 2015 10:12 pm

    tal como desejam Fed e outros BACEN

    Meteórico tombo do Brasil,  feito avião derrubado por míssil. Performance do Engenheiro Levy por certo tem deixado o Engenheiro  Eike Batista resignado com sua “falência” .

     

    A retração do PIB com desemprego de 2 dígitos deliberadamente provoca a redução do valor da mão-de-obra brasileira, sem depreciar o valor do REAL por efeito das taxas SELIC 8.000% acima do praticado por outros BACEN. Objetivo: manter competitividade dos produtos importados contra a industria nacional tal como desejam Fed e outros BACEN para aumentar o emprego nos países da Europa e EUA.

     

    Juros básicos praticados pelo BACEN exorbitantes. Objetivo: financia o capital dos donos do capital internacional e gera a estagflação, tal como desejam Fed e outros BACEN para aumentar o emprego nos países da Europa e EUA.

     

    Levy / Tombini se mantidos vão levar ao fim do PT na Presidência do Brasil.Tudo com a conivência da Presidenta eleita pelo PT que adotou as politicas econômicas do PSDB, segundo eles próprios.

     

    E capital estrangeiro ainda vai comprar depreciado o que resta da economia do Brasil em poder de empresários nacionais: industria da construção pesada e petróleo do pré-sal.

     

    Curva de taxa de juros SELIC  com crescimento exponencial, compensa o período de baixa rentabilidade, inaceitável taxa de 7.2% rendimento liquido menor do que o rendimento da poupança que provocou o desemprego dos gurus, dos ganhos fáceis estereis.

     

    Unibanco precisava de um novo PROER para evitar a falência. Solução foi incorporado pelo Itaú. o patrocinador por 12 anos das palestras de FHC.

    A ruína financeira do Brasil, assim como a Venezuela, fazem parte dos planos de Washington, na guerra econômica contra China e da Rússia.  E quem mais peitar interesses americanos.

     

    Presidente francês realizou reunião de emergência com ministros e militares e considerou caso como ‘inaceitável – ‘PARIS – A França convocou nesta quarta-feira, 24, a embaixadora dos Estados Unidos para explicar as denúncias de espionagem americana sobre autoridades francesas, que foram classificadas pelo presidente francês, François Hollande, como “inaceitáveis”.

     

    Venezuela à beira do abismo – Visão de H. Dieterich – Reportagem Estadão Junho 25, 2015  …”Desde a ocupação militar americana de 1914 a 1934, realizada pelo presidente “pacifista” Woodrow Wilson por solicitação dos bancos, Washington manteve a primeira terra libertada da América num cenário dantesco. Todas as tentativas de autonomia e desenvolvimento nacional foram sufocadas com sangue.”

Recomendados para você

Recomendados