4 de junho de 2026

Estratégia de Bannon terá limitações no Brasil em 2022, diz cientista político

Em fio no Twitter, Lynch explica por que discurso de que intervencionismo de Estado tem que acabar para ceder lugar às igrejas e famílias não têm espaço no Brasil

O cientista político e historiador Christian Lynch afirmou numa thread no Twitter, nesta sexta (7), que a estratégia de Steve Bannon para ocupar espaço na mídia e manter mobilizada a base extremista de líderes populistas, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, é uma estratégia “limitada” e, no caso do Brasil de 2022, tende a ser mais limitada ainda devido ao contexto institucional e ao fato de que Bolsonaro agora é governo. 

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O cientista político argumenta que a estratégia de criar polarizações é muito dependente do contexto institucional americano, com sistema bipartidário e voto distrital. No Brasil a realidade é diferente. O sistema é fragmentado partidariamente e o voto, de lista aberta.

“A intensa polarização aqui foi um produto circunstancial da longa situação petista e dos escândalos de corrupção e da Lavajato que desmoralizaram o sistema. Nossa estrutura institucional não fomenta ou organiza a polarização. Com o recuo do lavajatismo, o extremismo reflui também.”

“O discurso antiestablishment”, disse Lynch, “funciona melhor na oposição do que na situação”. Além disso, “as desigualdades no Brasil, sendo bem maiores que nos EUA, fazem com que uma larga parcela da população esteja mais preocupada com comida, saúde e educação do que com costumes. O Estado é visto por uma vasta parcela do eleitorado, menos como problema do que como solução.”

O próprio sentimento antipetista está recuando, graças à decadência do governo Bolsonaro. Nas pesquisas de opinião, o ex-militar tem angariando rejeição na casa dos 57%. Lula, por sua vez, lidera as intenções de voto com potencial para vencer no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. 

Lynch finaliza lembrando que o papel do Estado brasileiro é maior do que o americano. Isso porque a desigualdade social atinge o Brasil de forma muito mais forte. “(…) O discurso de que o intervencionismo do Estado tem que acabar para ceder lugar de novo às igrejas e às famílias têm bem menos apelo” aqui.

Leia a thread na íntegra clicando aqui.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    8 de janeiro de 2022 12:32 pm

    Fugindo ao artigo. Recebi agora de um grupo de zap de ex bancários.

    O que chama atenção não é a matéria do Macron e Draghi, mas o site https://www.dinheirovivo.pt/economia/internacional/europa/macron-e-draghi-pedem-reforma-das-regras-orcamentais-para-permitir-investimentos-na-ue-14436422.html

    Dinheirovivo não é do Nassif. Ele vendeu ou autorizou portugueses a usar?

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