4 de junho de 2026

A defesa de Eduardo Cunha e a bunda da Paolla Oliveira.

Políticos de programa, assim como as garotas, prestam serviços especializados ao poder econômico. E, embora íntimos, não se espere que alguma das partes assuma a relação. Assim, políticos e garotas, cobram antecipado e, por vezes, chantageiam.

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Está nas mãos de Rodrigo Janot provar alguma coisa em relação a Eduardo Cunha. Que, por ventura, ele seja um político de programa, tal e qual as garotas são.

Até lá, o que dele podemos dizer é que é um homem do seu tempo e que joga segundo as regras. Se as regras são sujas e os tempos hipócritas, não foi Eduardo Cunha quem as criou ou assim os fez.  

Hipócritas são os tempos em que é necessário que ações policiais ocorram na Suíça para que no Brasil levemente se levante o véu que cobre os contratos para construção de metrôs, as contas no exterior e os direitos de transmissão de eventos esportivos. Logo após, cai novamente o véu e junto encobre os rostos dos varões de Plutarco que celebram os tais contratos. Nada mais se fala sobre o assunto.

Hipócrita são os tempos em que o jornalismo firma parceria com a contravenção e ainda assim suas matérias são acreditadas como provas judiciais.

Hipócrita são os tempos em que o combate à sonegação e a própria sonegação envolvam os mesmos personagens em cada lado do balcão e tudo corra sob segredo de justiça.

Hipócrita são os que compraram com dinheiro público de aeroportos à reeleição e agora clamam pela moralidade, dos outros.

Hipócritas são os que se querem democratas mas cospem nas urnas e buscam os golpes de Estado.

Não, Cunha não é um hipócrita. Jamais escondeu a que veio.

Suas ações mandando rachar a cabeça de trabalhadores para garantir a aprovação da lei da terceirização patrocinada pela FIESP ou, há pouco, colocando a faca no pescoço de seus colegas de parlamento para garantir a constitucionalidade da imbricação do dinheiro empresarial com a prática parlamentar foram sempre públicas. Jamais as dissimulou, jamais as tentou esconder.

A legalidade de tais medidas? Ora, há processo no STF sobre isso. Está aguardando decisão. Deveria Cunha submeter o Legislativo aos tempos do Judiciário? Não, são Poderes independentes. E se o STF acaba por se submeter aos tempos das tramitações legislativas, responsabilidade por isso Cunha não há de ter.

A moralidade? Mas a moralidade é questão de tempo e de espaço. Eduardo Cunha é formado em economia não em física. Que pode ele entender de tempo e espaço?

Jogou duro, ditatorialmente chegaram a dizer. Um ditador que jogou com as regras do Regimento da Casa, que levou as decisões a voto e foi seguido pela maioria. Se essa maioria é formada por trezentos picaretas, são trezentos picaretas diplomados pela Justiça Eleitoral, não por Cunha.

Eduardo Cunha é um homem do seu tempo. É tempo de murici, onde cada um cuida de si? É tempo de homens pequenos, do baixo clero? Onde estavam os grandes nomes da Câmara dos Deputados? Que os há é claro. Mas onde estavam para derrotar Cunha? Cunha chegou a presidente da Câmara eleito por seus pares.

Cunha não tem escola política, não vem das lutas sindicais ou estudantis, não vêm da política tradicional e hereditária como a nobiliarquia dos príncipes e dos cardeais. Uma breve visita à sua biografia mostra que Cunha vem da subclasse dos correligionários que orbitam os políticos notórios. Se ascendeu a um deles, foi porque para isso tem o talento necessário.

Cunha é desleal com a base política do governo ao qual seu partido pertence? Qual foi a medida do “ajuste fiscal” enviada pelo Executivo que teve qualquer dificuldade de passar sob a gestão de Eduardo Cunha? Do texto das medidas enviadas, retiraram os bodes que o Executivo lá havia colocado para serem mesmo tirados, enxertaram um shopping center e as medidas foram todas aprovadas. E ainda dizem que Cunha é useiro e vezeiro em aplicar derrotas à presidente. Realmente, o dia do favor é a véspera da ingratidão.

Cunha não é um radical, apenas faz o seu trabalho como esperam que o faça. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. E ainda que pareça desrespeitar as mais comezinhas regras da prudência em política, que garantem a longevidade no poder, Cunha, ao seu modo, é um homem ajuizado – sabe quem manda e a quem interessa obedecer.

Por fim, a bunda da Paolla Oliveira. O que ela tem a ver com tudo isso? Nada. Mas que é uma bela bunda quem há de negar?

 

PS1: para entregas em domicílio consulte a oficina de concertos gerais e poesia.

PS2: não temos a bunda da Paolla Oliveira para entrega, somente concertos gerais e poesias.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Galvão

    1 de junho de 2015 3:16 am

    PS3:

    E asneiras.

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