10 de junho de 2026

Após Facebook e TikTok, Youtube proíbe canais de notícias da Rússia

Na esteira da crise, a União Europeia ainda debate como proibir a operação das sucursais do Sputnik e do RT em diversos países

O YouTube anunciou nesta terça-feira, 1º de março, o bloqueio de dois meios de comunicação apoiados pelo Kremlin, o RT e o Sputnik. A decisão se restringe aos territórios da União Europeia e Reino Unido e ocorre um dia após Facebook e TikTok tomarem medidas semelhantes, que foram criticadas nas redes sociais como censura.

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“Nossas equipes continuam monitorando a situação o tempo todo para tomar medidas rápidas”, disse o serviço de streaming de vídeo do Google em comunicado. As informações são do site europeu Político.

Segundo o portal estrangeiro, “líderes ocidentais pressionam cada vez mais essas empresas de tecnologia para limitar como Moscou pode espalhar sua propaganda, principalmente por meio de meios de comunicação controlados pelo governo, para um público internacional.”

Ao menos desde 2020, o governo Putin debate uma “alternativa ao Youtube” na Rússia. “O regulador de mídia da Rússia, Roskomnadzor, diz que o país precisa de uma alternativa ao YouTube, a plataforma de compartilhamento de vídeos online dos EUA que luta para censurar”.

Segundo o site Radio Free Europe, “o Kremlin está perdendo o controle da disseminação de informações dentro do país à medida que mais e mais russos recorrem a sites de mídia social estrangeiros como YouTube e Instagram para obter conteúdo.”

CENSURA À IMPRENSA RUSSA

Na esteira da crise, a União Europeia ainda debate como proibir a operação das sucursais do Sputnik e do RT em diversos países. Para o site europeu, será necessário que cada nação interessada em censurar os veículos russos faça sua própria “regulação da mídia”, cientes de que a Rússia pode retaliar fechando veículos tipicamente ocidentais dentro do País.

NETFLIX

A plataforma de streaming norte-americana Netflix aproveitou a guerra na Ucrânia para anunciar que também não vai cumprir as novas regras estabelecidas pela Rússia, que deveriam entrar em vigor neste começo de março.

Depois que foi adicionada a um registro de “serviços audiovisuais” supervisionado pelo regulador de comunicações da Rússia, a Netflix deveria cumprir uma série de exigências, entre elas, transmitir 20 estações de televisão federais russas, incluindo Canal Um, NTV e o Spas.

“Dada a situação atual, não temos planos de adicionar esses canais ao nosso serviço”, disse um porta-voz da Netflix na noite de segunda-feira.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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