4 de junho de 2026

Jovens comunistas se reúnem no Rio de Janeiro

Abertura do Congresso da UJC, salão nobre do IFCS/UFRJ.

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Delegações nacionais e internacionais de juventudes comunistas estão reunidas no Rio para uma série de eventos.

Por Fania Rodrigues (*)

A Juventude Comunista Brasileira (UJC) se reúne com delegações internacionais para discutir o rumo das lutas e os desafios da esquerda em diferentes países do mundo. A série de eventos, que começou no dia 16 e vai até 21 de abril, foi aberta com o “Seminário Internacional: 70 anos da Federação Mundial da Juventude Democrática e a luta anti-imperialista hoje”. Na ocasião estiveram presentes dirigentes da Juventude Comunista Grega, Aris Evangelidis, da Federação dos Jovens Comunistas, do México, Omar Cota, do Partido Comunista do Paraguai, da Marcha Patriótica e Juventude Rebelde, as duas da Colômbia.

O evento foi realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e representou um momento único de debate entre a juventude comunista, universitária e o público em geral.

Para o diretor de articulação política do Partido Comunista da Grécia (KKE, sigla em grego), Aris Evangelidis, o drama econômico que os gregos enfrentam não estão distantes dos problemas da América Latina: “Os jovens do meu país vivem uma situação agonizante sob os efeitos do imperialismo. Temos que dizer que a luta que travamos contra o imperialismo é a mesma que travamos contra o capitalismo. É preciso combater o problema desde sua raiz, que é onde está a exploração.”

Aris Evangelidis também ofereceu um panorama da situação política na Grécia nesses últimos 5 anos: “Muitas leis foram mudadas nos últimos anos e que prejudicam o trabalhador. Quando o governo decide pagar a dívida ele está colocando isso na conta do trabalhador, pois esse dinheiro vai sair do corte dos nossos salários, da nossa educação, saúde, ou seja, do corte de recursos dos serviços e dos nossos direitos”, denunciou Aris. Segundo o jovem comunista o país vive uma polarização. A esquerda cresceu e se fortaleceu, mas a extrema direita também ganhou força: “O Partido Amanhecer Dourado, de corte fascista, cresceu e hoje tem 6% do eleitorado. Isso é algo muito perigoso, pois o fascismo é a forma brutal do capitalismo atuar”, ressalta o jovem dirigente grego.

Já o representante do comitê central da UJC, Bernardo Soares, destacou a importância da luta internacionalista dos partidos comunistas ao redor do mundo. “Nós passamos por um momento importante no Brasil e no âmbito internacional, por isso, mais que nunca, é importante organizar a juventude rebelde e massificar as lutas”.  Bernardo Soares ainda chamou a atenção para o papel do Brasil na execução de políticas imperialistas: “Falar de imperialismo é falar sobre a retirada das tropas brasileiras do Haiti e das empresas do Brasil que atuam na África”, afirmou o representante da UJC e anfitrião do evento.

O objetivo desse seminário internacional tem sido traçar os diferentes cenários da política internacional, construir a unidade e, claro, integrar as políticas e lutas comunistas. Nesse sentido o representante da Federação dos Jovens Comunistas, do México, Omar Cota, defendeu de forma veemente a importância de gerar um mundo multipolar: “As intervenções militares do império não contribuíram para a paz no mundo. Precisamos equilibrar o poder, por isso defendemos um mundo multipolar”, defendeu o jovem mexicano.

Na sexta-feira (17), também no IFCS, às 18h, foi realizada a abertura do VII Congresso da UJC: Organizando Rebeldias, Massificando Lutas, que vai até terça-feira (21). Na abertura o Partido Comunista Brasileiro (PCB) prestou uma homenagem ao jornalista e futebolista João Saldanha, que foi militante do PCB e secretário geral da UJC nos anos 40. A ex-esposa de Saldanha, Thereza Bulhões, participou da homenagem e foi quem recebeu a medalha Dinarco Reis, considerada a maior honraria concedida pelo PCB. O ex-jogador Afonsinho (Afonso Celso Garcia Reis), que jogou no Flamengo, Santos, Botafogo e Olaria, também esteve presente e passou sua mensagem de admiração e respeito ao colega de profissão, amigo e camarada de militância.

O Congresso da UJC também está sendo realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, contando com a presença de delegações de militantes de todos os estados brasileiros. Ao longo desses dias estão acontecendo mesas de debates, palestras com convidados nacionais e internacionais, além de assembleias e muitas discussões.

(*) Fania Rodrigues é jornalista.

Publicado originalmente no Diário Liberdade.

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7 Comentários
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  1. Fabio SP

    22 de abril de 2015 1:40 pm

    Todos eles leram Marx… os

    Todos eles leram Marx… os que entenderam já abandonaram…

  2. Orlando Soares Varêda

    22 de abril de 2015 1:46 pm

     
    Meus parabéns a todos

     

    Meus parabéns a todos membros da  Juventude Comunista Brasileira, extensível, às delegações de jovens comunistas estrangeiros que participaram desse evento no Brasil.  

    Orlando

    1. anarquista sério

      23 de abril de 2015 12:12 am

      Nós estamos no mesmo blog há

      Nós estamos no mesmo blog há milênios.Se não me engano vc reside em Santos.

       E vc não mudou nada nesse tempo todo?

          Vc não deve saber,mas esse pessoal que vc parabeniza se estivesse no poder, nem eu e vc  estariamos neste blog com liberdade pra escrever o que queremos.

              E eu não teria o prazer de conhece-lo,

  3. Athos

    22 de abril de 2015 2:33 pm

    Tropas brasileiras no Haiti
    Tropas brasileiras no Haiti são imperialismo?
    Ai gezuis!

  4. Pedro Mundim

    22 de abril de 2015 3:11 pm

    Jovens e já velhos

    É consternador ver que no Brasil o comunismo floresce no mesmo momento em que é extinto no primeiro mundo. O comunismo foi varrido do leste europeu, os antigos partidos comunistas da Europa Ocidental foram extintos ou mudaram de nome, falar de comunismo lá é piada, mas aqui… nossos jovens já nascem velhos. O renascimento do comunismo em terras brasileiras só vem a provar que nós perdemos mesmo o trem da História e estamos condenados à obsolescência, ao fracasso e à irrelevância, enquanto lá fora o mundo avança sem nós. Triste isso.

    O comunismo só foi uma opção para a América Latina nos tempos da guerra fria, com a ex-URSS disposta a dar mesada para manter por aqui vitrines do socialismo. Por este motivo, o comunismo era um assunto explosivo e alvo de luta furiosa, com os EUA injetando dinheiro e apoiando golpes de estado, etc. Mas naquela época, a América Latina, no mundo, era a região emergente por excelência, daí sua enorme importância estratégica e econômica. Ninguém queria permitir em hipótese alguma o estabelecimento de regimes comunistas por aqui, pois isso viria a afetar desastrosamente o equilíbrio do poder em plena guerra fria. Hoje, isso acabou. Podemos ser comunistas à vontade, que ninguém está nem olhando. Mesmo porque, sem uma superpotência bancando, todos os regimes “comunistas”, como o venezuelano, não passam de pastiches de populismo, estatismo e bufoneria. A América Latina não tem mais qualquer relevância para o mundo agora, pois a nova região emergente é o leste asiático, onde estão os países dos BRICS que saíram da pobreza mergulhando de cabeça no capitalismo globalizado enquanto nós, aqui, tentávamos ressuscitar o finado comunismo. Em breve nos tornaremos um mero exotismo pitoresco, oportunidade para um “turismo militante” da parte de jovens entediados do primeiro mundo, tal como está acontecendo nesse encontro de jovens comunistas…

  5. anarquista sério

    22 de abril de 2015 4:55 pm

    Há um grupo que tbm está

    Há um grupo que tbm está comemorando a idade das cavernas.

      O simbolismo são homens puxando as mulheres pelo cabelo,desenhando símbolos nas rochas das cavernas e no escuro.

            ( muitos séculos depois descobriram o ”fósforo”, o riscar algo na pedra pra existir o clarão)

                Naquela época existia o comunismo VERDADEIRO; porque TODOS dividiam caça e pesca que apenas alguns caçavam e pescavam pros outros que eram velhos ou inválidos.

              Mas o comunismo do post aonde existia uma divisão entre os mandatárias com suas ”dacha” e tinham poder de vida e morte porque apenas antipatizavam com determinadas pessoas ou paranoicos ao EXTREMO como Stalin, FOI UM BAITA GRUPO.

                   Orra meu, a idade da pedra acabou e o comunismo ainda é comemorado?

                      Cadê meu tacape?

  6. oneide

    22 de abril de 2015 5:17 pm

    Elite branca, classe média,

    Elite branca, classe média, maioria de brancos, votaram na Dilma etc…

    Não tem pobre não tem nordestino, não tem negro, não tem indio, não tem favelado etc…

    Coxinhas vermelhas.

    Quando vocês criaram esta regra deviam saber que ela pode ser usada contra vocês mesmos.

     

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