22 de junho de 2026

Liberais não são humanos!

Primeiro vão ser colocadas algumas partes de um texto, depois comentários.

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“…Mas, se a mãe decidir que ela não deseja mais o feto ali, então o feto se torna um invasor parasitário de sua pessoa, e a mãe tem o pleno direito de expulsar o invasor de seu domínio.  O aborto não deveria ser considerado o “assassinato” de uma pessoa, mas sim a expulsão de um invasor não desejado do corpo da mãe….

Aplicando nossa teoria .(parte suprimida).. Os pais, portanto, não podem assassinar ou mutilar seu filho, e a lei adequadamente proíbe um pai de fazer isso. Mas os pais deveriam ter o direito legal de não alimentar o filho, i.e., de deixá-lo morrer.  A lei, portanto, não pode compelir justamente os pais a alimentar um filho ou a sustentar sua vida. (Novamente, se os pais têm ou não têm mais propriamente uma obrigação moral ao invés de uma obrigação legalmente executável de manter seu filho vivo é completamente outra questão.). Esta regra nos permite resolver aquelas questões complicadas como: será que os pais deveriam ter o direito de deixar um recém-nascido deformado morrer (e.g., ao não alimentá-lo)? A resposta é claramente sim, resultando a fortiori do direito mais amplo de permitir que qualquer recém-nascido, deformado ou não, morra.  (Não obstante, como iremos ver a seguir, em uma sociedade libertária a existência de um livre mercado de bebês irá fazer com que tal “desprezo” seja mínimo.)

Então, na sociedade libertária a mãe teria o absoluto direito sobre seu próprio corpo e, portanto, o absoluto direito de fazer um aborto; e teria a propriedade da guarda de seus filhos, uma propriedade limitada somente pela ilegalidade da agressão contra suas pessoas e pelo absoluto direito de a criança fugir ou deixar o lar a qualquer momento. Os pais poderiam vender seus direitos de guarda das crianças a qualquer um que desejasse comprá-los por um preço acordado reciprocamente….

E segue daí por diante.

Se alguém tiver estomago para aguentar este exemplo clássico de total falta de Humanidade pode ler o texto em http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=18, é uma tradução do livro, A Ética da Liberdade de Murray N. Rothbard escrito em 1982.

Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.

Ou seja, este amor de criatura, que qualquer um poderá ler todo o seu livro ou pelo menos o capítulo 14 intitulado As crianças e seus direitos, de onde foram extraídas as citações, tem acesso livre no link citado. Recomenda-se a leitura principalmente para pessoas que não acreditam na possibilidade da existência das citações acima, achando impossível que alguém, dentre muitas coisas concorde que os pais têm o direito de deixarem seus filhos morrerem de fome se eles não atingirem um padrão mínimo de qualidade, ou mesmo que uma criança pode ser vendida a quem quiser comprar pelos pais dentro do mercado livre, ou ainda um monte de merda que se esparrama ao longo do texto, se não quiserem acreditar mesmo sigam o link e leiam.

Agora qual a importância disto? A importância está em que este livro foi traduzido e colocado a disposição no Site do Instituto Ludwig von Mises Brasil, o site dos chamados liberais em que se alinham outros amores de criaturas, os militantes do movimento MBL ou Movimento Brasil Livre, se alinham a esta ideologia simpática.

O que fica mais aparente é que segundo um dos coordenadores deste Movimento, não se deva tentar explicar muito que é liberalismo (leia isto em Radicalismo na teoria = pouco resultado prático), mas sim se deve simplificar o máximo possível e aceitar num momento de discussão o consenso médio, em outras palavras, escamotear a teoria e dourar a pílula.

Pois bem, para quem for até uma manifestação qualquer, e ouvir jovens liberais, não esqueçam que por trás deles tem teorias como a de Murray N. Rothbard sobre “O direito das crianças”.

Depois falam que comunistas comem criancinhas assadas na brasa!

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Daltro Campanher

    26 de junho de 2017 12:36 am

    Canalhice

    Vocês são tão canalhas que o recorte é específico em um capítulo de um autor de uma ideologia inteira, sendo essa a que mais defende direitos INDIVIDUAIS INALIENÁVEIS, vulgo direitos de primeira geração -, que são os ÚNICOS direitos reais, são direitos negativos que não obrigam outras pessoas a agirem para que sejam concretizados na ordem social. Pelo contrário, limitam a ação apenas ao espaço, à auto-propriedade dos outros indivíduos.

    Mas preferem ser demagógicos. Um jogo baseado num questionamento simples: hoje em dia, se uma mãe tem um filho e deixa de o alimentar, qual vai ser a reação da sociedade ao redor dela? 

    Entendam que Rothbard não é apenas um libertário mas um anarco-capitalista, um sistema heterotópico de sociedade (assim como o comunismo e o anarquismo clássico) e, nesse sistema, o boicote social (por meio de registros gerais, internet, diários comunitários e outros meios) seria a maior arma da sociedade contra aqueles que atentam contra a moral, e NÃO um estado centralizador e coercitivo (na prática, uma milícia armada que domina determinado território de forma aceita pela sociedade com regimentos estabelecidos historicamente) expropriando a produção de todos pelo “bem comum”. Portanto, a lei máxima do ultraliberalismo (sim, eu admito ser o termo correto, tanto que agorismo significa contra-economia e todo “ancap” que se preste deveria usurpar o termo “capitalismo” tanto quanto um esquerdista, e lutar pela retomada do termo “liberalismo”, INCLUSIVE nos EUA) é a propriedade e os direitos individuais (vulgo “direitos de primeira geração”).

    Portanto, a afirmação de que ocorreria um “LIVRE mercado” de crianças é demagógica e sem noção, visto que o produto seriam INDIVÍDUOS dotados de direitos. Um contrato não passa por cima das leis naturais de uma sociedade conduzida pela ordem espontânea.

    1. newbief

      7 de julho de 2018 11:05 am

      não respondeu

      Prezado ele realmente disse tudo isso. Você simplesmente fugiu do questionamento. Ele disse ou não disse?

      O próprio Alexandre Porto admitiu isso. Daniel Fraga defende a venda de crianças. ISSO É IMORAL!

      ANARCO-CAPITALISMO É IMORAL!

      https://www.youtube.com/watch?v=bkgsytfZiLs

       

      Olha o comentário do Alexandre Porto, admitindo o q o site falou

  2. Anarcocapitalista

    10 de julho de 2019 1:42 pm

    Quanta besteira. Não há consenso sobre o aborto (boa parte dos anarcocapilistas são contra). E há também más interpretações sobre a parte de alimentar o bebê. Não confunda obrigação moral com obrigação legal caro estatista. Se eu ver um pai que não alimenta o filho, serei o primeiro a enxe-lo de porrada.

    E quanto a venda de GUARDAS, está totalmente correto. Hoje essa transferência já existe e se dá por monopólio estatal, por isso a ineficiência na distribuição da guarda dos bebês. Um livre mercado/descentralização na atribuição das guardas, só traria benefícios para todos os envolvidos. (Pais, crianças e pais adotivos).

  3. Thiago brandão

    5 de novembro de 2020 10:43 pm

    sou de direita e esse texto se refere a libertários, não liberais, porém o texto fala verdades, e se for ver os libertários de internet tem coisa pior ainda.
    Mesmo eu discordando radicalmente do autor, não tem como dizer que as citações não correspondem e que essas pessoas defendem isso! A grande mídia se cala quanto a isso!

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