4 de junho de 2026

Conflito na Ucrânia consolida mudança no quadro geopolítico

Confronto tem redesenhado o poder no mundo, a partir de conflito econômico e político entre EUA e China, diz Leonardo Trevisan
Leonardo Trevisan, professor da ESPM e da PUC nos cursos de Relações Internacionais, Administração e Economia. Foto: ESPM

A invasão da Rússia à Ucrânia não só subverteu as teorias de analistas políticos traçadas no começo do confronto, como tem deixado mais claro os interesses econômicos e políticos das grandes potências.

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“Se você olhasse a desproporção militar, fosse do que fosse, o poder de fogo russo era 10 vezes maior do que o poder de fogo ucraniano”, diz Leonardo Trevisan, professor da ESPM e da PUC, em entrevista à TV GGN 20 horas.

“Quando vc olha o PIB é uma nação com US$ 1,6 trilhão de PIB e a gente esquece que a Ucrânia que tinha um PIB antes da guerra (…) de apenas US$ 155 bi, é menor do que a Bolívia”, diz Trevisan.

Contudo, quando se olha para esse quadro com a distância temporal, Trevisan diz que a situação ucraniana não era para degenerar em um quadro como esse – “a pergunta concreta é por que degenerou, o que está por trás disso”.

A guerra de bastidores entre EUA e China

Quando se faz uma análise por trás do confronto, Leonardo Trevisan diz que é possível ver que não é uma guerra Ucrânia e Rússia que está em andamento, mas a uma mudança no quadro geopolítico bem maior.

No caso, essa mudança seria encabeçada por duas potências encabeçando cada um dos contentores: Estados Unidos de um lado, China do outro.

“Temos aí, de fato, uma situação de um confronto que está redesenhando o poder no mundo, que está acontecendo na Ucrânia”, diz o professor de relações internacionais.

Leonardo Trevisan ressalta que o redesenho geopolítico parte de algumas premissas mascaradas – “nós escondemos algumas realidades e preferimos que essas realidades não apareçam e, a partir disso, nós tentamos uma má compreensão desse processo”.

A partir daí, é possível perceber que não existem guerras, e sim negócios, e que as nações não tem amigos, e sim interesses em comum. “Então, quando nós olhamos esses dois quadros, nós podemos ter uma ideia um pouco diferente do que está se movendo nessa questão da Ucrânia”, diz Trevisan.

“Os EUA estão, de alguma forma, se sentindo ameaçados, e isso é notório pelo poder chinês econômico, e está reagindo (…) Tem uma potência que é hegemônica, tem uma potencia que é emergente, a confusão está montada”.

Veja mais a respeito do tema na entrevista completa do professor Leonardo Trevisan à TV GGN 20 horas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    7 de julho de 2022 12:45 pm

    Este site parece apoiar a invasão.

  2. Moacir R. de Pontes

    8 de julho de 2022 7:55 pm

    (…) “nós escondemos algumas realidades e preferimos que essas realidades não apareçam”. Alguns de nós preferimos até acusar quem quem tenta nos desvendar.

  3. Antonio Orlando Macedo

    16 de julho de 2022 10:09 pm

    Bravo. O GGN segue na rota da informaçãoanalítica de primeira linha. Clara e lúcida.

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