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Os representantes da enfermagem retomaram as articulações com parlamentares para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Embora a lei que estabelece o piso salarial dos enfermeiros tenha sido aprovada na última quinta-feira (04/08), Bolsonaro acabou por congelar os reajustes anuais.
Segundo a presidenta da Federação Nacional dos Enfermeiros e do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Shirley Morales, o veto presidencial “foi uma surpresa e representa um prejuízo imenso” para a categoria, uma vez que “alguns colegas podem ficar com salários abaixo da média”.
Além disso, Shirley afirmou que o texto final da lei já é prejudicial para os trabalhadores, uma vez que a proposta inicial previa piso para os enfermeiros de cerca de R$ 7 mil e jornada de 30 horas.
Por causa do lobby patronal e de prefeitos, o valor foi reduzido para R$ 4.750 para enfermeiros e enfermeiras, R$ 3.325 para técnicos e técnicas de enfermagem, e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras, independentemente da jornada ser de 30 ou 42 horas.
“Essas perdas, no entanto, foram produto de uma luta política para conseguir aprovar o PL da Enfermagem que, apesar da redução dos valores se comparado com a proposta inicial, ainda beneficia vários profissionais, em especial os de nível médio”, disse a dirigente.
Com informações da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
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