Os alertas de desmatamento registrados na Amazônia durante o mês de julho foram de 1.487 km2 durante o mês de julho, um empate técnico em relação a julho do ano passado (1.498 km2) e equivalente à da cidade de São Paulo (1.500 km2) destruída num único mês.
Como a medição do desmatamento é feita de agosto de um ano a julho do ano seguinte, já é possível estimar a área acumulada de alertas na Amazônia em 2022: 8.590 km2, a terceira mais alta da série histórica iniciada em 2015 (todas ocorreram no regime Bolsonaro).
Os dados foram divulgados pelo Deter-B, o sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe, e devem refletir numa taxa oficial de desmatamento acima dos 10.000 km2 pelo quarto ano consecutivo.
“É mais um número que estarrece, mas não surpreende: o desmatamento fora de controle na Amazônia resulta de uma estratégia meticulosa e muito bem implementada de Bolsonaro e seus generais para desmontar a governança socioambiental no Brasil”, disse Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, em nota oficial.
Em 2021, um número do Deter de 8.780 km2 correspondeu a uma taxa oficial de desmatamento de 13.038 km2 – então, não é possível descartar que o desmatamento avance pelo quarto mês consecutivo.
Segundo o Observatório do Clima, Jair Bolsonaro já é hoje o único presidente desde o início do monitoramento por satélite da floresta (em 1988) a ver o desmatamento crescer por três anos seguidos de seu mandato.
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