4 de junho de 2026

Empresário investigado por defender golpe é amigo e trocou mensagens com Augusto Aras, diz site

Empresário bolsonarista que defende golpe é amigo de Aras
Foto: Reprodução/YouTube/InfoMoney

A operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas que defendem o golpe de Estado caso Lula vença as eleições de outubro de 2022 rendeu uma saia justa ao procurador-geral da República, Augusto Aras, cuja passagem na cheia do Ministério Público Federal já é marcada pela subserviência aos interesses do governo Bolsonaro.

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Agora, segundo informações publicadas em primeira mão pelo portal Jota, Aras é arrastado, ainda que indiretamente, para o caso dos empresários bolsonaristas que defendem o golpe. Isso porque, de acordo com o site, celulares apreendidos em diligências da PF nesta terça (23) mostraram troca de mensagens entre Aras e empresários investigados.

Um dos empresários é Meyer Nigri, da construtora Tecnisa, amigo pessoal de Aras. A proximidade é tamanha que Aras citou Nigri em seu discurso de posse na PGR.

“Não posso deixar de cumprimentar um amigo de todas as horas neste momento em que vivenciamos. E faço uma homenagem especial ao amigo Meyer Nigri, em nome de quem cumprimento toda a comunidade judaica, que comemorou 5.780 anos nos últimos dias”, disse Aras. 

“As mensagens ainda são mantidas sob sigilo, mas já viraram tema entre ministros do STF”, informou o Jota.

Defendido pelo advogado Alberto Toron, Nigri já prestou depoimento à PF. Em nota, a defesa afirmou que “mesmo sem ter tido acesso aos autos do inquérito, como era seu direito, concordou em ser ouvido nesta manhã para colaborar com as investigações. Respondeu a todas as perguntas formuladas pela autoridade e rechaçou qualquer envolvimento com associação criminosa ou práticas que visam à abdicação do Estado Democrático ou preconizam golpe de Estado.”

A operação da PF aconteceu após o Metrópoles revelar conversas de WhatsApp em que empresários defenderam a ruptura da democracia contra eventual vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro.

Após a batida policial, Aras emitiu um comunicado afirmando que não foi intimado pelo Supremo Tribunal Federal para manifestar-se sobre a operação antes da deflagração. Além disso, ele apontou que ainda não teve acesso aos autos do processo onde as medidas cautelares foram cumpridas por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

Foram atingidos pela decisão os empresários José Koury, dono do shopping Barra World, Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da administradora de shoppings Multiplan; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca Mormaii; além dos empresários Luiz André Tissot e Meyer Joseph Nigri.

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Redação

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    23 de agosto de 2022 10:54 pm

    Espero que o Xandão use uma roupa especial para invadir esse vespeiro.
    Seres furtivos e peçonhentos costumam atacar com fúria quando se vêem desalojados de seus esconderijos.
    E o Aras, quem diria, não pode proteger o seu covil.

  2. josé Oliveira de Araújo

    24 de agosto de 2022 9:01 am

    Desconfio que o Augusto Aras pensa que o cargo de PGR significa: PREVARICADOR GERAL DA REPÚBLICA.

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