4 de junho de 2026

Comando Militar no RJ tem medo de uso político do 7 de setembro, diz jornalista

Militares temem pelo ato de 200 anos de independência em Copacabana
Comando Militar do Leste (CML) celebra o Dia do Soldado no Palácio Duque de Caxias. Foto: Reprodução/Twitter/Comando Militar do Leste

O Comando Militar do Leste tem medo de uso político do desfile militar do próximo dia 7 de setembro no Rio de Janeiro, segundo a coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles. A unidade das Forças Armadas é uma das oito espalhadas pelo Brasil e abrange os estados Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Os militares temem que a apresentação se confunda com as manifestações de teor golpista convocadas pelo presidente Bolsonaro. Essa mistura poderia configurar crime militar.

O Comando determinou que a celebração em torno dos 200 anos de independência do País ocorrerá dentro do 18 do Forte, “de forma controlada”, diz o jornalista. A rua que dá acesso ao local é a Avenida Atlântica, justamente onde acontecerá a passeata bolsonarista. Os protestos estão marcados para se iniciarem na altura do Copacabana Palace, mas devem se espalhar por grande parte da via local.

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Segundo Guilherme Amado, o Comando Militar do Leste está dividido sobre a possível junção dos dois eventos. Uma parte defende haja separação total. Já outro grupo, que conta com o líder da unidade, General André de Miranda, acredita que essa distinção é inviável por conta da presença de Jair Bolsonaro.

Na semana passada, o TSE chegou a proibir veiculação de peça publicitária do Governo Federal sobre o 7 de setembro. A propaganda falava em “escrever o futuro em verde e amarelo”.

Porém, o presidente do órgão, Alexandre de Moraes, voltou atrás e permitiu a divulgação da obra. No primeiro momento, o magistrado via a peça como promoção pessoal de Bolsonaro em propaganda do Governo.

Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

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