O levantamento da Produção Mensal da Indústria pelo IBGE é uma amostra pálida da tragédia econômica brasileira.
No mês, a Indústria subiu 0,6%; a Indústria Extrativa subiu 2,09% e a Indústria de Transformação (a mais relevante, pela geração de emprego e valor agregado) subiu 0,36%.
No mês, houve alta em 9 setores e queda em 15, 2 deles com queda superior a 10%.
Em relação a 12 meses atrás, houve alta em 10 setores e queda em 14..
Quando se analisam os últimos 10 anos, o quadro é trágico: uma queda de 13,54% na Indústria, 12,16% de queda na Indústria Extrativa e 13,34% na de Transformação.
Houve alta em apenas 3 setores e queda em 21.
José de Almeida Bispo
6 de setembro de 2022 8:55 amInício da desgraça exatamente quando começam os titubeios de Mantega, aprofundados por Levy, sob a racionalíssima Dilma. Números são meras provas de que as decisões foram acertadas ou não; para se efetuar as devidas correções. Mas tudo é decisão política. Confiabilidade. Entrou pro reles economês… tá tudo perdido.
José Carvalho
6 de setembro de 2022 10:50 amO País está patinando há muito tempo não somente em relação à industria, mas em relação a tudo o que diz respeito ao progresso e ao desenvolvimento/crescimento econômico e social. Ter pessoas ricas e até mesmo bilionárias, muitos lugares tem, mas ter uma sociedade desenvolvida exige um esforço mais elevado. É difícil conciliar o atraso e o progresso dentro de uma sociedade. Querer atingir padrões elevados nos fatores levados em consideração na produção econômica, sem elevar os níveis sociais em toda uma sociedade é dificílimo. Uma economia avançada precisa de uma base igualmente avançada ou se tornará insustentável. O processo econômico é dinâmico e o conjunto produtivo está em constante transformação. As partes do todo precisam acompanhar isso. Conviver com uma estrutura estamental de sociedade, que na prática estabelece castas e não oferece condições efetivas de uma mobilidade construtiva, resulta numa condenação ao atraso impossibilitando a superação dos obstáculos ao seu próprio desenvolvimento. Poucos “vencedores” estarão no topo, mas fazendo parte de um contexto social que é o resultado da dinâmica social trilhada. A política de cada um defendendo o seu quinhão produz esse retrato demonstrado no texto e nos gráficos da matéria, um vai e volta para o mesmo lugar. O contexto retrocede e não há como o País crescer, alguns poucos crescem.
Rodolfo mestriner rosa
7 de setembro de 2022 7:46 amPela emancipação dos trabalhadores. Chega de capitalismo desigual, injusto e perverso.