5 de junho de 2026

“Denúncias” de Damares não chegaram às autoridades responsáveis

Polícia Federal, Ministério Público Federal e Secretaria de Segurança do Pará desconhecem crimes listados por ex-ministra em culto evangélico
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nem a Polícia Federal e nem o Ministério Público Federal (MPF) tiveram conhecimento dos crimes cometidos contra crianças na ilha do Marajó, no Pará, ao contrário do que afirmou a ex-ministra e senadora eleita Damares Alves (Republicanos) no último sábado.

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Nesta segunda-feira (10/10), o Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, solicitando dados sobre os crimes citados pela ex-ministra.

O MPF também pede que o MMFDH informe quais providências tomou ao descobrir os casos e se houve representação (denúncia) ao Ministério Público ou à Polícia.

Ao mesmo tempo, fontes da Polícia Federal ouvidas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmaram que diversos crimes de pedofilia na região Norte estão em investigação, mas nenhum deles com as características listadas pela ex-ministra.

Nem mesmo a Secretaria de Segurança Pública do Pará, que poderia ter sido acionada caso os crimes listados pela senadora eleita fossem denunciados, recebeu denúncias relacionadas a tais crimes.

Suposto tráfico de menores

Em culto evangélico realizado no último final de semana na cidade de Goiânia (GO), Damares afirmou que crianças do Marajó são traficadas para o exterior e submetidas a mutilações corporais e a regimes alimentares que facilitam abusos sexuais.

Além disso, Damares ressaltou aos presentes que o número de estupros de recém-nascidos “explodiu” e que o Ministério possui imagens de crianças de oito dias de vida sendo estupradas.

Segundo a ex-ministra, um vídeo de estupro de crianças é vendido por preços entre R$ 50 e R$ 100 mil.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    11 de outubro de 2022 8:00 pm

    Essa velhota bandalha precisa repousar por longo tempo em um quartinho acolchoado sob severa supervisão médica.

  2. Haroldo Cantanhede

    11 de outubro de 2022 10:22 pm

    A expressão “autoridades responsáveis” é, mais uma vez, prenúncio de tragédia e impunidade.

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