O presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL) fez na tarde desta terça-feira (1/11) o primeiro pronunciamento desde o resultado das eleições, a 2 dias atrás. Bolsonaro não citou Lula no breve discurso, nem para parabenizar, nem para contestar expressa e oficialmente a vitória do petista.
Nas entrelinhas, Bolsonaro fez um aceno à militância mais radical ao dizer que a eleição foi injusta, mas ressalvou que ele, “ao contrário dos meus acusadores”, vai atuar “dentro das quatro linhas da Constituição”.
Coube ao ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, tomar o púlpito para reconhecer o fim do governo Bolsonaro, ao confirmar à imprensa que está em diálogo com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para dar início à transição de governo a partir da próxima quinta (3).
“A presidente do PT me disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin [para coordenar a transição para o governo Lula]. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, disse Nogueira.
O breve discurso de Bolsonaro
Aguardado por toda a imprensa há dias, o discurso de Bolsonaro durou menos de 2 minutos. Começou com um agradecimento pelos 58 milhões de votos que ele recebeu no segundo turno contra Lula, que ganhou um terceiro mandato presidencial com mais de 60 milhões de votos.
“A direita surgiu de verdade em nosso País. Nossa robusta representação no Congresso mostra a força de nossos valores: Deus, pátria, família e liberdade. Formamos lideranças pelo Brasil. Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca”, disse Bolsonaro.
Bloqueios de vias
Em seguida, Bolsonaro comentou sobre os protestos de bolsonaristas revoltados com a derrota. O ex-capitão disse que apoia manifestações pacíficas, desde que não afrontem o “direito de ir e vir”, pois isso é um “método da esquerda”.
“Os atuais movimentos populares são frutos de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. Manifestações pacíficas sempre serão bem vindas, mas nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população com invasão de propriedade, destruição de patrimônio e impedimento do direito de ir e vir.”
Antonio Uchoa Neto
1 de novembro de 2022 5:41 pmA mente de um direitista vive em eterno curto-circuito. Aqui na Bahia, o candidato derrotado ACM Neto, vulgo Neto Negão, disse que governaria a Bahia da mesma forma, com apoio ou não do Governo Federal – no primeiro caso, Bolsonaro, e no segundo, Lula. Não apenas confirmou que é prática comum que o Governo Federal sabote estados governados pela oposição, como, sendo do mesmo espectro político de Bolsonaro, reconheceu que Lula e o PT não são (nem nunca foram) adeptos de tais práticas, pois teria administrado Salvador sem problemas durante a permanência de Lula e Dilma no Planalto.
Agora Bozo diz que apoia manifestações pacíficas, dentro das quatro linhas, afirmando que manifestações violentas, ilegais, e inconstitucionais são características da esquerda. Ou seja, chamou os empresários e caminhoneiros ora em manifestações ilegais e inconstitucionais (e que fatalmente, se continuarem, descambarão em violência), de esquerdistas, já que os métodos da direita que surgiu de verdade no país não seriam esses.
Não é só de um psiquiatra que Bolsonaro, Neto, e demais luminares da direita nacional recém-surgida (sic) precisam. Não lhes faria mal algumas noções rudimentares de Lógica.
+almeida
1 de novembro de 2022 6:53 pm“Bolsonaro fala em injustiça na eleição, mas não contesta vitória de Lula”
Então, se não contesta ele atesta. Mas, ele também não atestou.
Porém, parece que deixou um claro recado: “Os atuais movimentos populares são frutos de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. Manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas”
Portanto, eu penso que se não jogar bem duro com ele e partir antecipadamente para o enfrentamento legítimo, dentro da lei e com todas as forças de contenção e segurança da república, para manter a autoridade e a prontidão das forças de segurança e de repressão republicanas conforme determina a Constituição Federal, certamente os apoiadores fascistas e baderneiros irão tentar, através do caos e da coação, intimidar a república, a democracia, a constituição e a ordem do país.
Bolsonaro citou que “vai atuar dentro das quatro linhas da constituição”, mas não sabemos o que os seus seguidores aloprados poderão fazer, se é que ele não sabe nada a respeito.
Então, muito mais que nunca, o Brasil irá precisar de um exército de Alexandre de Moraes, de Ricardo Lewandowski, de Gilmar Mendes, …., de verdadeiros e patriotas jornalistas, empresários, militares, artistas, juristas, políticos, trabalhadores e toda população que defende a paz, a conciliação, a ordem, a lei, a evolução, a união, a verdade, a transparência, a segurança, a democracia, a soberania e a República Federativa do Brasil
Almeid
1 de novembro de 2022 7:10 pmO que disse a Fetranpar de Dallagno é o “São a mesma coisa, um moro’ com ele”
Marcelopontojotaaa
1 de novembro de 2022 8:22 pmESSA GENTE SÓ CAUSA DESORDEM E REGRESSO E DESTROEM O VERDE DA NOSSA NAÇÃO,LIGA PRA ELES NÃO CÍNTIA !!!OBS:O Q VCS ACHAM DESSE MEU GEGENEUÍTTER?DEIXEM O SEU COMENTÁRIO AQUI,SE EU POSSO VCS PODEM MESMO!!!